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Vizinhos assim, melhor não tê-los!

14/09/2008 por bonat

A Austrália pode se considerar feliz. Não possui vizinhos, nem pobres, nem ricos. Eles simplesmente não existem, e ponto. Ela tem pendências internas com seus aborígenes, mas não precisa se incomodar com os aborígenes dos outros. Está igualmente desobrigada a diminuir a pobreza de alguém, às vezes traiçoeiro, que esteja do outro lado da cerca e de investir bilhões para ajudá-lo a explorar seu subsolo rico em gás. Tampouco precisa firmar contrato, posteriormente ameaçado de ser descumprido, a fim de construir, sobre rio limítrofe, a maior usina hidrelétrica do mundo.

Australianos não têm, como os mexicanos, um gigante a lhes fazer sombra. Brasileiros também não. Nosso problema é que estamos nos apequenando, fazendo com que um vizinho, que só petróleo produz, se autoproclame líder da América do Sul.

A grave crise por que passa a Bolívia é uma das conseqüências da política bolivariana, que se alimenta da desunião. Evo Morales, por seguir a cartilha de Chávez, levou seu país à beira da guerra civil. Se a geografia já conspirava contra, o atual mandatário chegou para dar um empurrãozinho fatal em direção ao abismo que separa o Altiplano do Chaco. A Bolívia já cedeu parte do seu território para todos os seus limítrofes. Agora está prestes a ser derrotada por si mesma. Caso isso se concretize, nada lhe será perdoado, ao senhor Morales, pelas futuras gerações de bolivianos, então pulverizados em diversas nações, ainda menores e mais pobres.

Foi bizarra a expulsão do embaixador americano. A Bolívia não tem relevância internacional. Representa muito mais para o Brasil do que para os Estados Unidos, pois, graças a um erro estratégico, nos tornamos reféns do seu gás. No entanto, parece que o Brasil pouco poderá fazer, uma vez que nossa política externa tem andado a reboque do senhor Hugo Chávez. Mesmo porque, quando da tomada manu militari de nossas refinarias localizadas na Bolívia, nosso governo posicionou-se a favor de Evo Morales, contra os interesses brasileiros.

Más notícias, vindas de um pouco mais ao sul, ainda estão por chegar. É quase certo que o presidente Lugo apoiará o MST paraguaio - produto brasileiro de exportação, criado pela mesma Igreja da qual ele é ex-bispo - em sua luta declarada contra os brasiguaios. Resta saber de que lado ficará nosso governo: se do MST ou dos brasileiros que vivem no Paraguai. A quem quiser apostar, sugiro que marque coluna um.

Feliz é a Austrália. Não tem vizinhos e, no continente que ocupa por inteiro, a guerra fria, que tantos males já causou pelas bandas de cá, faz parte do passado.

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As FARC e seus reféns

05/03/2008 por bonat

Imagina-te gravemente enfermo, vivendo anos a fio numa floresta quente e úmida como refém de pessoas que não te deixam ser medicado. E, o mais grave, que presidentes de países vizinhos usem teu sofrimento para se promover. É o que acontece com Ingrid Bettancourt. Por acreditar na democracia e candidatar-se à presidência da Colômbia, acabou condenada pelas Farc.

O pecado colombiano foi não ter cortado a raiz da sua “guerrilha do Araguaia”. Acreditou que guerrilheiros pudessem ansiar por democracia. Eles chegaram a dominar quase 40% do país.

Mutatis mutandis, se as ossadas do Araguaia, intensamente procuradas, tivessem sido ressuscitadas e reproduzidas aos milhares, nosso vice-presidente, José Alencar, poderia ser hoje refém das Farc brasileiras. Elas teriam o apoio de Chávez e de Fidel. Nosso vice, com câncer, coitado, não poderia se tratar no Hospital Sírio-Libanês. Estaria com os dias contados e sofreria muito antes de morrer. Além dele, mais de setecentos brasileiros estariam na mesma floresta, alguns doentes, padecendo sob a mira dos seus algozes.

Se as ossadas do Araguaia, hipoteticamente revividas e multiplicadas, se refugiassem em outro país, nosso presidente pouco poderia fazer. Mas, corajoso como é, tentaria salvar Alencar, nem que para isso tivesse que entrar em território estrangeiro. Foi o que fez o presidente da Colômbia.

Rafael Corrêa sabia que havia bases de guerrilha em seu país. Claro que sabia. Sabia e concordava. Depois deu uma de nacionalista, embora não o tenha sido quando guerrilheiros colombianos, fortemente armados, invadiram o Equador.

Não demorou muito para aqueles que gostam de cadáveres saíssem às ruas. Hugo Chávez foi o primeiro. Era tudo que precisava. Ao armar-se até os dentes, sob o argumento de defender-se dos Estados Unidos, seu alvo era a democracia colombiana. Junte-se a necessidade de o mandatário venezuelano reverter a tendência de queda de sua popularidade e temos os ingredientes de uma receita apreciada pelos caudilhos.

A dubiedade com que o Itamaraty se posicionou deu a entender que estava ao lado dos guerrilheiros. Trafegou, assim, na contra-mão de uma estrada historicamente humanitária. Ainda mais dúbio, para não dizer falso, do que a posição brasileira foi o aperto de mão de Chávez, Corrêa e Álvaro Uribe, presidente da Colômbia, ao término da 20ª Cúpula do Rio. Pelo visto, os setecentos reféns não conseguem sensibilizar ninguém.

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Carta para Evo

07/11/2007 por bonat

Caro Presidente Morales:

Espero que esta o encontre com saúde, para que possa continuar exercendo, com toda a energia que dispõe, a sua liderança.

Por aqui, tudo como dantes. A novidade fica por conta do lançamento do filme Tropa de Elite. É sensacional. Recomendo-o ao amigo. Porém, devo avisá-lo de que o chefão do tráfico morre no final. Se quiser, mando uma cópia (serve pirata?).

Soube que o presidente Lula vai visitá-lo. Levando em conta a amizade entre vocês, nascida nos bons tempos do Foro de São Paulo, bastaria um telefonema. Seria mais barato. Mas não se preocupe. Não vai sair do bolso dele.

Acredito que pretenda recebê-lo com toda a fidalguia. Para não cometer nenhuma gafe, aconselho-o a não falar sobre futebol. A diretoria do Corinthians, time do nosso presidente, envolveu-se numa confusão danada e foi demitida. Dizem que foi corrupção. Você sabe muito bem como ele odeia esse tipo de assunto.

Sabia que Bush andou por aqui? Veio conversar sobre biocombustíveis. Fidel ficou com ciúme. Foi logo dizendo que vai faltar comida. Você não acha que o Comandante anda meio caduco? Ele pensa que o Brasil é do tamanho da Ilha? Se tiver chance, diga-lhe que ando preocupado. Recebi umas fotos de Cuba. Achei algumas pessoas  magras  demais.   Será   que   não estava na hora de plantarem mais batata e pararem de produzir seus famosos charutos?  Agora, se os raquíticos das fotos não forem filiados ao partido, tudo bem.

Mas, voltando ao Brasil, parece que o pessoal do Rio e São Paulo anda meio chateado. Está faltando gás. Cá entre nós, quem mandou os taxistas converterem o motor dos seus carros? E os empresários então? Só para economizar, a classe dominante investiu em usinas à gás. Bem feito para eles.

Aliás, é sobre o fornecimento de gás que nosso presidente vai conversar com o amigo. “Good news”! Parece que há intenção de investir de novo na Bolívia. Como não é bobo, sei que você vai topar. Depois, é só mandar o exército tomar conta.

E aí, como andam as coisas? Os venezuelanos estão cuidando bem das nossas refinarias que você… digamos, usurpou?  Parece que tudo o que você, Fidel, Lula, e Chávez combinaram no Foro de São Paulo está dando certo. Que bom!

Último alerta ao amigo. Se a cumpanherada que está na direção da Petrobras for competente e tiver vontade, logo, logo estaremos produzindo o gás que necessitamos. Imagine se isso acontecer? O que você fará com o seu gás? Aborde isso com o Lula.

Saudações Bolivarianas.

 

 

 

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Dia da Vitória – até tu, Bolívia?

08/05/2006 por bonat

O passado certamente não é um bom lugar para se viver. Mas convém visitá-lo de vez em quando. Encontrar, nas comemorações do Dia da Vitória, os remanescentes dos 25 mil pracinhas que lutaram na Itália propiciou-nos retornar a um momento importante da nossa história.

A mistura explosiva de um fluente orador e de um país mergulhado no caos, causado pelas pesadas restrições impostas em Versalhes, havia levado à ditadura nazista. Com a ajuda de Joseph Goebbels, espécie de marqueteiro da época, tornou-se fácil a conversão do povo alemão. Hitler governou com poderes ilimitados. E deu no que deu: 45 milhões de mortos.

O 8 de maio de 1945 foi um dia de festa nas trincheiras.  Hitler e seu Partido Nacional Socialista estavam derrotados.

A serenidade dos octogenários pracinhas fundamenta-se no orgulho de terem ajudado a pôr fim na louca aventura nazista. Eles sabem o frio que passaram, a saudade que sentiram e o medo que venceram. Somente eles e mais ninguém, principalmente os que estavam nas trincheiras opostas, a quem era preciso mostrar, a qualquer custo, que não existe raça superior ou inferior. Só eles sabem o quanto custou a vitória. Só eles vivenciaram aquele momento único, triunfal, de pisar de novo o solo pátrio.

A participação brasileira pode ser considerada pequena. Mesmo assim, tivemos 451 baixas, o que não é pouco. Num exercício de imaginação, vamos supor que eles ressuscitassem agora. Iriam surpreender-se, pois o mundo avançou séculos nos 61 anos que ligam aqueles difíceis tempos aos atuais.

Ficariam admirados de ver como industrializou-se o Brasil rural da década de 40.   Dos  inúmeros  avanços   tecnológicos, possivelmente a televisão lhes chamaria mais a atenção. Ficariam interessados nos noticiários. Ao ouvirem as novidades da política, pensariam estar no Saara, tamanho é o atual deserto de dignidade. Nos intervalos, veriam que os marqueteiros continuam em moda, tanto se esbanja o nosso suado dinheirinho para a autopromoção dos nossos dirigentes.

Ao assistirem a matéria sobre a reunião de Puerto Iguazú, reconheceriam logo o presidente da Argentina, com seu jeitão de Perón. Acreditariam, pela liderança que exerce sobre os demais, ser Hugo Chávez o presidente do Brasil. Após lhes informarmos  que aquele era o mandatário da Venezuela, imaginariam que o brasileiro seria Evo Morales. Afinal, ele havia tomado conta de refinarias da Petrobrás. Explicaríamos que estavam enganados: aquele era boliviano. Por exclusão, concluiriam ser o sorridente senhor de barba o presidente do maior país da América Latina. Aí, nos perguntariam: ele ri de quê?  Não saberíamos responder….

Eles, que deram a vida pelo Brasil e pela liberdade, nos olhariam com desprezo e voltariam correndo ao seu altivo passado.

Após esse tremendo mico, nós continuaríamos aqui, com o complexo de “colonizados” que há algum tempo tomou conta das nossas mentes.

Tal síndrome nos impede de assumir o papel de liderança que, de forma natural, deveríamos exercer na América do Sul. E todos se aproveitam disso para nos passar rasteira: Argentina, Venezuela, Paraguai e, agora também, a Bolívia.  Até tu, Bolívia, a quem o Brasil sempre procurou ajudar!  Quem diria!

 

 

 

Chama o Hugo

07/03/2006 por bonat

Não deveria. Mesmo assim, vou lembrar de algo que você gostaria de esquecer. Daquele dia em que bebeu todas. Após chegar, não se sabe como, em sua cama, sentiu o mundo girar. Súbito, teve que correr ao banheiro para “chamar o Hugo”. O pior foi agüentar as brincadeiras no dia seguinte. “Lembra do que você fez ontem à noite? Quantas vezes você chamou o Hugo“? Embora nesses casos ele seja a solução, você faz questão de que Hugo permaneça esquecido.

Mas há outro Hugo que faz de tudo para ser lembrado. Toda semana há notícias suas. “Hugo Chávez quer que Inglaterra devolva Malvinas à Argentina. Chávez expulsa adido naval americano. Presidente Chávez ameaça comprar um milhão de fuzis”.

Se as coisas se resolvessem assim, o Brasil deveria ter comprado um milhão de fuzis na década de setenta. Os choques do petróleo gerados pela OPEP feriram mortalmente nossa economia. Nem por isso, nosso governo expulsou embaixador algum. Ao contrário, privilegiou a pesquisa e o trabalho sério.

Se existiu algo de difícil para o Brasil foi chegar à auto-suficiência.  Enquanto não podíamos sequer viajar nos finais-de-semana (os postos não abriam), os países da OPEP nadavam em dinheiro. O que fizeram com os bilhões de petrodólares que receberam? Por certo não investiram em seu povo. Multiplicaram, isto sim, o número de miseráveis.

Para chegar ao poder, o paradoxal Chávez vestiu a camisa dos descamisados. Prometeu repartir com eles a riqueza gerada pelo petróleo. O azar daqueles coitados foi ele ter vislumbrado a possibilidade de tornar-se o novo Bolívar.  Pelo visto, vão ter que esperar mais um pouco. Por enquanto, terão que contentar-se com uma simples camiseta. Ao mesmo tempo, terão que aprender a crer em seu presidente. Não os ensine a pensar, parece ser a recomendação. Isso poderia ser perigoso.

Os gestos magnânimos de Chávez com dinheiro apropriado da estatal PDVSA - Petróleos de Venezuela, como enviar petróleo de graça para Cuba, comprar títulos da dívida pública argentina e patrocinar a campeã Vila Isabel, têm um único objetivo: o de ele sair de Bolívar, como destaque em sua escola – a Unidos Bolivarianos.

Seu desejo de virar estrela fez com que, para alegria de muitos porto-alegrenses, levasse o Fórum Social para Caracas. O dinheiro gasto seria muito bem recebido por milhões de seus compatriotas que vivem na extrema pobreza. Porém, aí, aplausos para Chávez. Pelo menos não deixou o monsieur Bové, representante dos agricultores franceses, os mais subsidiados do globo, atear fogo em fazendas venezuelanas.

O senhor Chávez é uma solução à procura de problemas. Por isso, gosta de inventá-los. “Chama o Hugo que ele resolve”, é seu recado aos colegas sul-americanos. Quem pensa assim, quem sonha tornar-se o grande líder da América Latina, imagina que os latino-americanos sejam todos idiotas. A maioria dos brasileiros não se enquadra nessa categoria. Nem povo, nem dirigentes.

Nosso presidente governa o principal país da América Latina. Maior, mais populoso, mais desenvolvido, maior PIB, imprensa mais atuante e, pelo menos até a aquisição do milhão de fuzis venezuelanos, com forças armadas melhor equipadas. Além do mais, somos agora auto-suficientes em petróleo. Ficaríamos decepcionados ao saber que ele precisou chamar qualquer dos Hugos. Ambos, primeiro e segundo, merecem ser esquecidos.

 

 

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Boas cercas, bons vizinhos

30/11/2005 por admin

O Presidente Bush encontrou um palanque para tentar frear sua queda nas pesquisas de opinião: o sucesso de sua política de combate à entrada ilegal de estrangeiros nos Estados Unidos. Só não precisava ter usado o Brasil como referência!   Até parece que brasileiros representam a maioria dos milhares que passam mensalmente pelo vale do Rio Grande.

Está certo que nos últimos tempos nossa participação nessa legião de desesperados aumentou exponencialmente. Neste ano, segundo o consulado brasileiro em Houston, somente até 11 de novembro, 48.483 brasileiros haviam sido detidos pelos guardas fronteiriços. Isso representa 154 por dia. Sem contar os que conseguiram passar.

Mas, se há latino-americanos, pode haver também pessoas de outros cantos. Aí, a verdadeira razão da decantada política: evitar que a turma do Bin Laden resolva pegar uma carona (se já não pegou) numa das “caravanas do deserto” texano.

Porém, ninguém deve se iludir sobre o quanto são preocupantes as cifras reveladas pelo nosso consulado no Texas.  

Antes nos ufanávamos quando orgulhosos repórteres tupiniquins entrevistavam brasileiros trabalhando em centros de renome mundial. Tratava-se de pessoas vivendo no exterior em situação regular, com bons salários e seguridade social. Compreendíamos ser difícil para um país em desenvolvimento segurar seus cérebros, tendo em vista as tentadoras vantagens oferecidas lá fora para pesquisadores. Além do mais, com honrosas exceções, não nos preocupamos em investir em pesquisa.

Ultimamente, vemos nossos repórteres, não tão orgulhosos, a entrevistar brasileiros em situação irregular em vários países, morando mal, competindo no mercado de      trabalho     informal     com hispanos e afins, sujeitando-se a executar tarefas para as quais os nativos não estão nem aí. E, o que é pior, muitas vezes são pessoas com escolaridade superior, tendo que usar seus músculos, não o seu preparado cérebro.

Se antes exportávamos somente cérebros, agora exportamos cérebros e músculos. Os primeiros continuam a ir legalmente. Os segundos, coitados, têm que viver incógnitos, aceitam qualquer trabalho, qualquer salário. Não têm direito à seguridade social. Trabalham de sol a sol, praticamente sem lazer algum. Lazer custa caro e é preciso guardar os suados dólares para remeter para a família no Brasil.

Trazendo nossa lupa para a América do Sul, constatamos que há alguns vizinhos que enxergam o Brasil como os mexicanos vêem os Estados Unidos: a única chance de sobrevivência.

Aqui, vêm trabalhar por um prato de comida, a dormir amontoados, a tirar nossos empregos. E, além de vizinhos, há asiáticos, que entram no Brasil não se sabe como.

Em vários pontos da nossa extensa fronteira, é possível cruzá-la à pé. Se não houver controle, tudo pode passar: pessoas, produtos e boi, alguns de duvidosa origem. E, onde passa boi, passa boiada. Onde passa boiada, pode ter passado a aftosa. Tudo, não por coincidência, ameaçando nossos empregos.

Não é o caso de se pensar, como Israel, em levantar um muro. Afinal, nossas relações com os vizinhos são muito boas. Se isso é verdade, por que não fazê-los ver que boas cercas fazem bons vizinhos? Prudente seria o Brasil e seus limítrofes levantarem uma cerca representada por uma legislação e uma fiscalização mais rigorosas.

Americanos e mexicanos tiveram essa percepção. Nós, embora sem ser maioria, infelizmente, fomos citados. Mr Bush, diplomaticamente, omitiu os mexicanos. Pudera! Eles ajudaram a construir a cerca. São bons vizinhos!

 

 

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