Quem quer destruir nosso continente? (Juan Koffler)

Tardou, mas aconteceu. O processo iniciado pelo truculento tenente-coronel Hugo Chávez e continuado por seu discípulo – o não menos celerado, Nícolas Maduro (ambos filhotes de Fidel) -, imprimiu à castigada pátria venezolana, a partir de 1999, um regime de terror em sentido lato. Próximo de completar duas décadas de literal tortura a essa castigada sociedade, o fechamento do Poder Legislativo e a transferência das suas responsabilidades para a Corte Suprema, desestruturam grosseiramente a tripartição montesquiana dos poderes, rumando para uma descarada “cubanização”, pesadelo criado por mentes enfermas, alienadas e egocêntricas.

Em concomitância com os movimentos maciços contra a ditadura criminosa e sequer disfarçada de Maduro na Venezuela, a capital do Paraguai assistiu noites atrás sua parcela de “terror vermelho”: a Casa Congressual amanheceu em chamas em razão de outro tipo de golpe: uma manipulação espúria de senadores que, na calada da noite, buscavam aprovar projeto de lei que reabilita a reeleição presidencial, com vistas a trazer novamente o questionável ex-presidente de tendência esquerdista, Fernando Lugo (que tanta polêmica já causou, recentemente), ao poder. Contabilizam-se mortos e feridos nesse confronto sócio-político, que representa mais um grotesco conluio comunista rumo à tomada e destruição de todo o continente.

Brasil, nesta “Era Lulo-Petista” – leia-se “comunista disfarçada” -, já acumula longos 14 anos de governança irracional, destrutiva, populista, incompetente, capciosa, causadora de rombos bilionários aos cofres da União, atrasos sociais, desestabilização econômica, insegurança jurídica, nessa insana zaga dos partidos ditos “de esquerda” (mas que congregam mais capitalistas do que o mais ferrenho e desavergonhado capitalista de direita). Um verdadeiro paradoxo social, digno (se existisse) não de um terceiro, mas de um quinto mundo.

Nestes 14 últimos anos, Brasil literalmente só regrediu (em amplo sentido), embora a grande imprensa (alinhada com as agremiações esquerdistas e regiamente paga por estas) venha tentando disfarçar a monstruosa desconstrução sócio-político-conjuntural da nação, exaurindo-a até seus últimos vinténs e também ao seu povo, em nome de um “socialismo para lunático ver”. Todos os índices, literalmente (econômico, político, social, educativo, laboral, conjuntural, motivacional, etc.), desandaram em queda livre, o que pode ser observado a olho nu e sentido na própria pele por toda a população.

Em suma, tudo o que esses degenerados comunistas já causaram de prejuízo à sociedade brasileira, aponta, inefavelmente, para dois funestos destinos: a quebradeira da nação ou a escravização total da sua sociedade. Tal qual os exemplos inquestionáveis de Cuba (há quase 60 anos), Venezuela, Equador, Colômbia, Argentina (que ainda vive às voltas com essa libertinagem ideológica), Bolívia, Peru, e, alhures, Coreia do Norte, China, Rússia. O continente perdido…

América do Sul e Central, não se negue, formam um continente extremamente rico em amplo sentido: belíssimas costas, banhadas por dois oceanos; opções multi climáticas (temperado, calor, frio, frio extremo – neve -, chuvoso, seco) e uma topografia diversificada e de causar inveja a outros distantes cantos deste castigado planeta Terra. Qual, então, a grande problemática que nos assola, historicamente falando? Nossa herança genética (legada por nossos colonizadores), associada a um nível cultural extremamente díspar, a um sistema educativo paupérrimo (em sentido lato, do grau mais elementar ao mais elevado) e manipulado conforme os interesses políticos vigentes , a níveis de alienação social que beiram o escandaloso e o autofágico.

O velho e surrado adágio popular é certeiro em sua determinação: ‘em terra de cego, quem tem um olho é rei’. Nada mais verdadeiro. Aos três exemplos supracitados, em termos de escândalos sócio-políticos, somam-se praticamente todos os demais países do continente, cada um com sua “lista especial de crimes”. Em situação similar aos países supra, encontram-se, com maior ênfase: Argentina, Uruguai, Bolívia, Peru, Chile, Colômbia, Equador, apenas para citar os de maior expressão. Nestes, os governantes são claramente populistas de esquerda e rezam pela cartilha marxista-leninista. A comprovar tal assertiva, está a ostensiva situação sócio-político-econômica dessas nações, cujas economias e políticas sociais transparecem claros e gravíssimos problemas de desequilíbrio ostensivo, fator que os corrói lenta, mas persistentemente, e que está intimamente associado à questão da ideologia, ou melhor, da falsa e capciosa ideologia das massas. Uma das mais grotescas, capciosas e hediondas falácias, calcada no destrutivo e mais que utópico marxismo-leninismo.

Atrevo-me a pontualizar, com bastante segurança, que o “grande vilão” encontra-se, em primeiro termo, nos bancos escolares (do primário ao universitário) e, em segundo termo, no seio familiar. É nestes ambientes que se consolida a influência de ideologias em mentes despreparadas – que eu cognomino de “primitivas” -, pois que instáveis, inseguras e terreno fértil para o inculcamento de doutrinas que propiciem a fácil submissão. Eis o grande “X” da questão social.

Enquanto não tivermos uma substancial reformulação em nossos determinantes educativos (familiar e formalmente), continuaremos a penar pela ignorância inerente às nossas massas alienadas, despreparadas e irresponsáveis pelo próprio futuro que lhes aguarda, no presente e nas futuras gerações de “escravos úteis”.
Quem viver, verá…

JUAN KOFFLER: Jus sociólogo, escritor, professor-orientador de Mestrado e Doutorado, brasileiro naturalizado, amante e defensor ferrenho dos animais (sem exceção) e da natureza, fã incondicional de música (principalmente clássica), leitor incansável, jogador de xadrez, fã incondicional da aviação e do volovelismo. Mora em Santa Catarina.

24 Respostas para “Quem quer destruir nosso continente? (Juan Koffler)”

  1. Juan Koffler Diz:

    Preclaro amigo Bonat:
    Preliminarmente, meus sinceros agradecimentos pelo prestigiamento a artigo da minha lavra, que o amigo, gentilmente, postou neste seu blog. Senti-me deveras honrado com este singelo ato de reconhecimento, cujo valor, para mim, é imensurável. Obrigado, meu caro amigo!

    P.S.: Estou estranhando seu “silêncio literário”. Espero que não seja por motivos diversos ao do acúmulo de atividades. E fico no aguardo da sua próxima crônica. Forte abraço!

  2. Ailson Oliveira Colossi Diz:

    Meu grande General um texto que está a altura dos que V.S. escreve
    e concordamos com tudo o que o Professor Juan diz ai, porque nós
    somos da área da produção e geração de empregos como sabe, e claro sofremos com estes 14 anos de desastre do Lulo-petismo.
    Obrigado
    Abração
    Ailson

  3. bonat Diz:

    Prezado Amigo.
    Muito bom o artigo.
    A escola é o alvo preferencial da atuação dos marxistas e demais “istas” que ainda assombram nosso País.
    Por meio da infiltração de professores e de alunos profissionalizados e doutrinados pela esquerda nacional pressionam alunos, mentem sobre a história, distorcem fatos e, covardemente, ameaçam os alunos que discordam das suas podres convicções, dando-lhes notas baixas, reprovando ou tirando da classe.
    Tanto isso é verdade que, em votação da semana passada, o Diretório da UNB retornou para as mãos da esquerda caviar, apoiada pelo seu Reitor.
    Tenho buscado divulgar e denunciar o exercício criminoso de quem impõe a “ideologia nas escolas”, para que mais gente se preocupe seriamente com isso.
    Sem perceber, os pais estão permitindo que os verdadeiros facistas fabriquem mais uma geração de jovens imbecilizados no socialismo marxista.
    Grato pelo envio.
    Forte abraço. Francisco

  4. EDU C. Antunes Diz:

    Amigo Bonat

    Um artigo altamente esclarecedor e objetivo do Sr, Juan Koffler. Com a clarividência de um observador e estudioso do assunto mostra a todos nós a verdadeira destruição de nosso continente. Infelizmente, são poucos os que estão atentos a está desgraça que se abate sobre nós. Mas não podemos deixar de externar nossos pensamentos. Mesmo que não sejamos muitos o eco de nossas lamentações, sempre será ouvido por alguns.
    Quanto a você Bonat, esperamos tuas manifestações.
    Uma abraço do companheiro Edu.

  5. Alfredo Cherem Filho Diz:

    Estimado Generel
    A liberdade com a capacidade construtiva e laboral de cada um resulta na aquisição de todas as necessidades que desejamos, sendo consequência do merecimento conquistado com o trabalho, cujas pregações comunistas são totalmente contrárias, nivelando- nos por baixo, tirando toda a força e alegria das vitórias conquistadas, atingindo mortalmente a célula familiar destruindo-a, para que o intento de fragilizar seja atingido, para poderem dominar.
    Concordo plenamente com seu brilhante amigo que escreveu aquilo que os homens de bem sentem e pensam. Agrdeço o envio.
    Um forte abraço
    Alfredo
    10.4.17

  6. bonat Diz:

    Oi Bonat. Obrigado pelo email. Gostei muito do artigo do Koffler e vamos lá!!! Água mole em pedra dura……
    Abs. Carlos

  7. Marco A. E. Balbi Diz:

    Amigo Bonat! Excelente texto! Gostaria que o autor pudesse ter explicitado a importância do famigerado Foro de São Paulo que comandou(?) tudo, assim como Antônio Gramsci que permeia toda a revolução cultural implantada a partir da Escola de Frankfurt!

  8. Haroldo Gre Diz:

    Excelente texto. Mas já é tarde. Em 2018 vamos escolher entre o pior é o pior ainda.E a tendência é piorar. Fomos dominados pelos grampicistas, toda a elite acadêmica e cultural é grampicista, nossos empresários são capitalistas de compadrio.Uma lástima.

  9. bonat Diz:

    Outro texto muito bom. Escolhas excelentes.Estamos aguardando o Seu!
    Abraços, Renato

  10. Luiz De Zorzi Diz:

    Perfeita e lúcida análise…

  11. bonat Diz:

    Prezado General Bonat:
    Gostei muito do texto e peço permissão para divulgá-lo.
    Um abraço.
    Gustavo

  12. Diva Diz:

    Excelente reflexão. Obrigada, Bonat por partilhar conosco.Abs. Pena que não se vê luz no fim do túnel…

  13. Assis Utsch Diz:

    Prezado General Bonat,

    Muito informativo esse artigo do Senhor JUAN KOFFLER. O único reparo que faria ao texto é que ele ainda inclui a China como país comunista. Pois desde os anos 1960, a partir de Deng Xiaoping, aquele país aboliu todos os dogmas comunistas; aquelas cretinices do tipo : “o contrato de trabalho entre particulares é exploração do homem pelo homem”; “a propriedade é uma usurpação”; “todo lucro é ilegítimo”; “a livre iniciativa é a fonte das desigualdades sociais”. Tendo a China abolido esses dogmas nefastos, e com mais de 60% de sua economia em mãos privadas, a China hoje não é mais um país comunista, ainda que mantenha o autorismo dos comunistas. A verdade é que hoje cada chinês está preocupado em ganhar seu milhãozinho e vender para o mundo. (Seguramente o Brasil possui mais comunistas do que a China)

  14. Assis Utsch Diz:

    Errata : Onde se lê “autorismo”, leia-se “autoritarismo”.

  15. Nestor Jesus de Sant'Anna Diz:

    Prezado General Bonat.
    Uma excelente análise do Sr. Juan Koffler. Mais um raio X da derrocada da democracia, da liberdade, do patriotismo , etc. Dias piores virão… Isso é a única coisa que se pode esperar. E não é devido ao silêncio dos bons. E sim devido à inércia daqueles que têm o poder e continuam na zona de “conforto”,obedientes à uma constituição marota, escrita por escrotos apátridas, enquanto a SUCURI já nos tem pra cima da cintura.
    Abraço Artilheiro, Excelência !

  16. bonat Diz:

    Prezado amigo Gen Bonat,
    Parabéns pela escolha do artigo do Dr Juan Koffler, publicado no seu blog, e obrigado por havê-lo enviado.
    Continue remetendo suas publicações, que são devidamente lidas e apreciadas. Queiroz

  17. Joaquim Rocha Diz:

    Prezado amigo General Bonat
    O Dr Juan Koffer está coberto de razão, somos um país rico em riquezas naturais, mas pobre em cultura, em resumo. Fruto dos nossos antepassados colonizadores, que viviam a margem da lei, nas suas terras d’além mar e foram enviados para a colonizar a Colônia, formando uma miscelânia indo-afro-lusitana, de baixo nível cultural. Em contrapartida, a cultura, em Portugal e Espanha, é invejável. Vejam a cultura americana ou a canadense, é outro nível.
    Abraços fraternos
    Cel PM Res Joaquim Rocha

  18. LÚCIO WANDECK Diz:

    Prezado General Bonat

    Apesar de ser leitor assíduo de autores empenhados no Bom Combate, não conhecia o seu blog, os seus escritos.
    Fiquei muito bem impressionado com o texto do Dr. Juan Koffler.
    Se me permite, vou repassá-los aos meus correspondentes.
    Agradeço se puder me incluir no rol dos que recebem notícias sobre publicações no seu blog.
    Atenciosamente,

    Lúcio Wandeck
    Cel Int Aer (Ref)- 83 anos – membro da CIM – Comissão Interclubes Militares.

  19. Juan Koffler Diz:

    A todos os diletos amigos do meu amigo Bonat, meus sinceros e emocionados agradecimentos pelas simpáticas e incentivadoras palavras que proferiram em relação a este humilde lutador incansável em prol do bem-estar da Humanidade.
    Luta que nasceu nos idos de 1960, no primeiro e efetivo combate ao comunismo em nossa terra, a partir de 1964. Demonstramos à época que não iriamos tolerar abusos contra a pátria e que por ela lutaríamos (e continuaremos a lutar) numa autêntica “guerra sem quartel” em prol de uma verdadeira sociedade democrática.
    Basta de vendermos a pátria a quem dá mais ou a quem pode mais. Pátria é pátria, não se compra nem se vende, não se negocia nem se menospreza; é nosso maior orgulho e assim continuará a ser, independentemente dos grotescos inimigos que insistem em nos destruir!
    Pátria ou morte!!
    Abraços patrióticos a todos e MUITO OBRIGADO PELO APOIO!!!

  20. Laura Vaz Diz:

    Caro general:
    Excelente o texto divulgado em seu blog! Concordo plenamente que devamos reformular nossa educação principalmente aquela que vem do berço. Infelizmente, pais abstratos estão permitindo que a cabeça de seus filhos sejam moldadas por bandidos travestidos de professores. Enquanto os temas de conversas girarem em torno de quem vai estar no paredão do BBB ou o que houve no último capítulo da novela, vai ser difícil fazer com que esses pais acordem para a realidade.
    Grande abraço,
    Laura

  21. Anquises Paulo Stori Paquete Diz:

    Bonat. Muito bom, como sempre, na mosca. Um abraço. Stori

  22. Mario Niehues de Farias Diz:

    Com certeza, um artigo muito bom.

  23. osni pisani Diz:

    Caro general Bonat, O texto ” Quem quer destruir nosso continente ” do Dr. Juan Koffler posto em seu Blog é amplo e esclarecedor sobre o problema pelo qual estamos passando e infelizmente não consigo vislumbrar algo que possamos desfrutar com satisfação pelo menos em pouco espaço de tempo !

    Abraço deste pacificador- Osni Pisani

  24. Joaquim Cardoso da Silveira Filho Diz:

    Análise muito oportuna. O tema continua a nos afligir. Felizmente, o Brasil, pós-Dilma Roussef,afastou-se do bolivarianismo chavista, esse arremedo ideológico brotado nesta infeliz América Latina. Mas o perigo permanece. O projeto do Fórum de São Paulo não morreu.É preciso higienizar o ensino nas escolas brasileiras, bastante contaminado pelos intelectuais de esquerda nos treze anos de governo petista. O socialismo-comunismo é uma forma de doença mental, que empareda os tomados pela enfermidade e os torna impermeáveis a argumentos e aos exemplos da História. Agarram-se ao fanatismo, que se trata de irracionalidade pura. Exemplo recente e real: uma mulher, que apesar de tudo o que vai sendo revelado a respeito de Lula, carrega na capa de seu celular a imagem de um coração com o rosto de Lula dentro. Alguém, lúcido, consegue entender?

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