Turma Marechal Castello Branco – 45 anos de formatura

Excelentíssimos senhores generais-de-exército Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, Comandante Logístico; João Camilo Pires de Campos, chefe do Departamento de Educação e Cultura; com os quais convivi na cidade do Natal, em 1993 e 1994, quando ambos integravam o Estado-Maior da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada e eu comandava o Batalhão Visconde de Taunay; Fernando Azevedo e Silva, Chefe do Estado-Maior do Exército; Manoel Luiz Narvaz Pafiadache, Chefe do Departamento-Geral do Pessoal e que recentemente comandou o nosso Comando Militar do Nordeste; e João Carlos Vilela Morgero, da Turma Marechal Castello Branco, em nome dos quais eu saúdo os demais generais e autoridades presentes.
Excelentíssimo senhor general-de-brigada André Luís Novaes Miranda, comandante da Academia Militar das Agulhas Negras, a quem agradeço a abertura desta casa para os seus eternos cadetes. Aqui estão diferentes gerações de soldados, mas todos pertencentes a um só Exército, com os mesmos princípios herdados dos nossos antecessores.

Senhoras, senhores e jovens aqui presentes.

Meus amigos e companheiros.
Inicialmente, os nossos agradecimentos à Comissão Organizadora desta confraternização, tão bem conduzida pelo amigo Ribeiro e composta pelos amigos Manarte, Itamar, Deusdedit, Jeová, Simar e Eliasar, todos responsáveis pelo êxito já alcançado.
O nosso reconhecimento também aos amigos que, com seus contatos frequentes, participações nos eventos, incentivo à realização de encontros anuais e criação de ferramentas para a integração da Turma, a tornam mais unida.
Meus irmãos de farda e de ideais. Novamente, aqui estamos, na majestosa Academia Militar das Agulhas Negras, berço da nossa formação.
Em 1971, nos 160 anos de criação da AMAN, o então cadete do quarto ano Andrade Neves, da Cavalaria, assim se expressou, em sua saudação publicada no jornal Agulhas Negras: “Aqui, neste recanto tranquilo e colorido, sacrário de nobres tradições, testemunha de muitos sacrifícios e acalanto de tantos sonhos, a Nação observa, confiante, a preparação da juventude militar brasileira. Cumpre-nos manter bem alto o nome do nosso Exército, democrático por formação, cuja única ambição é trabalhar por uma Pátria livre e grandiosa, capaz de proporcionar felicidade a seus filhos”.
Éramos aqueles jovens, que agora retornam a esta casa. E voltaremos sempre, enquanto a vida o permitir.
Nesta manhã de alegria,/ No rosto, um sorriso franco,/ Volta à Academia,/ A Turma Castello Branco.
Dos 510 cadetes que inicialmente integraram a nossa Turma, 375 receberam o espadim e 318 foram declarados aspirantes-a-oficial. Mas, todos eles são considerados membros da Turma Marechal Castello Branco. Por diversos motivos, particularmente por vontade própria, vários companheiros partiram para novos desafios na vida civil. E, como os amigos aqui presentes, Jorge Saito e Sérgio Antônio Leme Dias, muitos foram os que se destacaram em outras áreas, contribuindo com o seu trabalho para o engrandecimento do Brasil. Alguns que se formaram posteriormente, também fazem parte da Turma. É o caso do amigo Marco Aurélio dos Santos Amaral, o Pará, que, após um acidente na equitação, não pôde prosseguir conosco, mas aqui está presente, para a nossa alegria, porque ele também sabe que é um dos castelenses da querida “Barraco Preto”. Apenas o emprestamos para a Turma Marechal Mascarenhas de Moraes.
São passados 45 anos, desde a nossa formatura, em 18 de dezembro de 1971.
Naquela época, o então aspirante Bonat, da Artilharia, assim escreveu: “Quatro anos de Academia. Haverá muito a contar: as noites sobre os livros, a saudade dos lares, das namoradas, as noites chuvosas no campo, a camaradagem, os desfiles do Sete de Setembro, as grandes amizades que se fizeram, as brincadeiras nos apartamentos, as boas e as más horas. Quatro anos, muita luta, muitos obstáculos. Vencemos! Podemos continuar de fronte erguida porque o portão de saída dos novos aspirantes se abriu para nós. Sim, já somos oficiais do Exército Brasileiro e podemos dizer, sem medo de errar: o Brasil pode confiar na Turma Marechal Humberto de Alencar Castello Branco.”
Agora, novamente, podemos repetir: Vencemos!
A vibração do cadete,/ Sentimento tão perfeito,/ Como se fosse um colete,/ Continua presa ao peito.
Daqui saímos, jovens aspirantes, empunhando a espada de oficial do Exército Brasileiro e carregando no coração a chama dos nossos ideais. Bem preparados, física e profissionalmente, nos espalhamos pelos diversos rincões deste país, para a dura labuta dos corpos de tropa, onde, no dia a dia da caserna, iríamos participar da formação militar e cívica de parcela significativa da juventude brasileira, do treinamento constante para o combate, da guarnição de nossas fronteiras, da ajuda ao nosso povo, das obras em prol do desenvolvimento do país, da garantia da lei e da ordem, das missões de imposição e garantia da paz no exterior e de tantas outras.
Sem a tecnologia das comunicações atuais, nos separamos e, por anos a fio, perdemos o contato com muitos companheiros. Por outro lado, especialmente nos cursos de mestrado e doutorado, na Vila Militar e na Praia Vermelha, ou em guarnições maiores, como em Brasília, também foram muitos os reencontros, particularmente com os companheiros de outras armas, quadros e serviço. E nessas ocasiões, parecia que os anos não tinham passado, apesar das marcas deixadas em nossos corpos e das estrelas conquistadas na sequência dos postos da hierarquia militar. E nos transformávamos nos mesmos cadetes de um passado nunca esquecido, com as mesmas brincadeiras, com o mesmo sentimento de fraterna amizade. Ainda assim, há companheiros que alguns nunca mais reviram, desde a nossa partida da AMAN. Foram os muitos desencontros da nossa profissão, na sequência de chegadas e partidas que se sucederam nas muitas organizações militares, algumas distantes demais, e que também atingiram, na formação e consolidação de amizades, as nossas esposas e os nossos filhos, a quem reverenciamos, como o alento principal de nossas ações.
Uma gratidão especial a essas meninas, algumas não mais presentes fisicamente, que, abandonando os seus familiares e as suas origens, acompanharam os seus maridos e foram residir em pequenas vilas militares, até de lugares inóspitos, abdicando, muitas vezes, dos seus estudos, de suas carreiras profissionais e de suas potencialidades, para se tornarem, apenas, mulheres de soldados, compartilhando com os seus maridos o sentimento da caserna e da vida simples do militar. E ainda lhes facilitando os estudos nas escolas militares e o desempenho dos seus cargos de comando, assumindo, na prática, os trabalhos do dia a dia familiar. São os nossos anjos da guarda!
EXISTE UMA PROFISSÃO,/ QUE EXIGE TUDO DA GENTE,/ AMOR E DEDICAÇÃO,/ POR TODO TEMPO CORRENTE.

A PÁTRIA VIRA ORAÇÃO,/ UMA FÉ INTRANSIGENTE,/ QUE INVADE O CORAÇÃO,/ O CORPO, A ALMA E A MENTE.

ESSE VIVER DEVOTADO,/ POR MUITOS NÃO ENTENDIDO,/ TEM O PESO ALIVIADO

PELO AFETO CORRESPONDIDO/ DE ANJOS POR DEUS ENVIADOS/ PARA AMAR OS SEUS SOLDADOS.

E por que, mais uma vez, retornamos a esta casa?
Para contemplar os picos da Serra da Mantiqueira, como o das Agulhas Negras, que emolduram o cenário desta Academia Militar e cujo perfil estilizado compõe o seu Brasão das Armas?
Para entrar novamente em forma no Pátio Tenente Moura e recordar a rotina diária das formaturas, o avançar para o refeitório, a marcialidade nas datas comemorativas e os inesquecíveis momentos, compartilhados com as pessoas queridas, da entrega dos espadins e das espadas?
Para retornar aos locais de estudo, como a biblioteca, o bosque às margens do Rio Alambari, as salas de aula e os apartamentos, com suas luzes e gagazeiras iluminando muitas madrugadas?
Para lembrar as ordens de marcha e retroceder aos tempos das manobras, dos acampamentos e bivaques acadêmicos e dos duros exercícios especiais de montanhismo, patrulhas e fuga e evasão?
Para rever as nossas alas, os nossos apartamentos, os pavilhões dos diversos cursos, o complexo esportivo, o estande de tiro, os campos e as pistas de instrução, a agência dos correios e telégrafos, tão usada naquela época, as ladeiras das corridas no Monte Castelo e cada pedaço deste chão acadêmico, de tantas recordações?
Sim, por tudo isso, aqui estamos. Mas, principalmente, para reforçar os laços de sadia camaradagem que unem os verdadeiros soldados, e para dizer que, mesmo em retiro das lides castrenses, continuamos vigilantes na construção de uma trincheira instransponível, que impeça o Brasil de cair no abismo das ideologias contrárias aos princípios que formaram a nossa nacionalidade.
E de um modo especial, também estamos aqui, para mostrar o sentimento da nossa gratidão, a todos aqueles que, direta ou indiretamente, participaram de nossa formação acadêmica.
Aos funcionários civis, da cozinha, do refeitório, da granja, da lavanderia, da barbearia, das alas, dos cursos, das seções de ensino, do hospital e de outros setores, o nosso agradecimento. Por intermédio do velho Bráz, do seu Oscar e da doce Irmã Maria, sempre com palavras de carinho para com os seus cadetes, reverenciamos os muitos, que, no anonimato de suas vidas simples, foram importantes em nossa passagem por esta Academia.
Aos militares, desde os generais comandantes, como Paula Couto, Meira Mattos e Fragomeni, até os mais modernos dos recrutas, que cumpriram o serviço militar obrigatório no Batalhão de Comando e Serviços da AMAN, o nosso reconhecimento. Nesse contexto, estão os nossos professores, os comandantes de cursos, os comandantes das companhias, os instrutores e os tenentes comandantes de pelotão. Jamais serão olvidados, pois tiveram uma participação especial na nossa formação, mostrando-nos sempre a importância do exemplo e da lealdade, como os mais caros princípios da carreira militar, facilitadores da compreensão do que seria viver nos ditames da hierarquia e da disciplina, sem prepotência, mas também sem servidão. Não precisarei citá-los, com os seus nomes ou carinhosos apelidos, pois as suas lembranças ainda marcam as nossas vidas. Em nome de um deles, morto tragicamente, aos vinte e oito anos, durante uma atividade de instrução no campo e cujo nome denomina o Pavilhão do Curso Básico, agradecemos a todos eles, muitos já falecidos, pelo monumental esforço, individual e coletivo, na formação dos oficiais da Turma Marechal Castello Branco. O seu sacrifício, na profissão de risco que assumimos, não foi em vão, Tenente Márcio Antônio de Oliveira. E o seu nome será sempre lembrado pelos seus cadetes, mesmo que não constasse em nenhuma placa no interior desta Academia.
Nesse retorno ao passado, não poderíamos deixar de recordar o amor e o incentivo dos nossos pais, que souberam superar a saudade das nossas ausências, substituindo-a pelo orgulho das nossas conquistas.
A todos os nossos familiares, amigos, superiores, pares e subordinados, que enriqueceram, com exemplos de vida, a nossa trajetória, o nosso muito obrigado.
Ao Deus de cada um de nós, a nossa gratidão por termos chegado até aqui, sem diminuir a nossa fé em um Brasil muito melhor para os nossos filhos e netos.
Hoje, já passados muitos anos na inatividade, continua atual a prece da despedida, que o amigo Coronel Higino, da Engenharia, proferiu em 1999:
“Pátria! Os muitos anos de vida que me pediste foram integralmente consumidos. Dedicar-me inteiramente ao teu serviço o fiz muitas vezes, até a exaustão. Fiz da caserna o meu sacrário; da profissão, crença; da vida militar, sacerdócio. Retiro-me, com a mesma alma de soldado dos primeiros passos. Peço ao Criador o descanso justo porque, reconhecendo a minha pequenez, a cada segundo, busquei ser perfeito. No sagrado seio da família, muitas vezes por ti trocada, estarei ao teu dispor, sempre que preciso for.
NON NOBIS, PATRIA, NON NOBIS, SED NOMINI TUO AD GLORIAM! (Não por nós, Pátria, não por nós, mas para a glória de teu nome!). Na adaptação do Salmo de David e do Lema dos Templários”.
E nesta ocasião, prestamos solene continência ao nosso patrono, o Marechal Humberto de Alencar Castello Branco, grande militar, estadista, combatente da Segunda Guerra Mundial nos campos da Itália e primeiro Presidente da República, no período da Contrarrevolução Democrática de 31 de Março de 1964. A sua visão de liberdade, democracia e patriotismo é um exemplo que assumimos. E, usando as suas palavras, reafirmamos que a nossa Turma será “sempre fiel à honra do Brasil”.
O juramento prestado,/ No nosso ardor juvenil,/ Permanece imaculado/ Na defesa do Brasil.
Neste encontro de irmãos, nem todos se fazem presentes fisicamente. Espalhados pelos muitos rincões deste país continente, muitos não puderam, por vários motivos, comparecer. Alguns, com problemas de saúde, recebem o nosso pensamento de superação e de vitória nesse grande e belo combate, do qual todos participamos: o da vida. Outros, por compromissos familiares e de trabalho inadiáveis, até mesmo na aprazível tarefa de avô. Alguns, talvez por acomodação, nestes tempos de idosos, quando, algumas vezes, nos trancamos em nós mesmos. Mas, escutem o conselho do filósofo Peninha: “estamos velhos demais para protelar encontros”. Um grupo, com certeza, cumpriu com mais presteza as missões determinadas neste Plano Terrestre e obedeceu ao chamamento do Criador, para novas e importantes tarefas em algumas de suas muitas moradas. Não sei se eles estão presentes neste ambiente físico, mas, no dizer de Camões, no assento etéreo onde subiram, recebem as vibrações que daqui emanam, de carinho, de companheirismo e de uma doce saudade. Como bem diz a nossa Cavalaria, que “os nossos estribos se choquem em cavalgadas futuras, pois assim estarão selados, para sempre, os laços da nossa amizade”.
E quem sabe, montado novamente no meu cavalo Esso, que em certo domingo acadêmico, me levou em disparada, agarrado ao seu pescoço, para o almoço nas baias, eu possa cavalgar em suaves campos verdejantes, ao lado do Britão, agora mais leve, montado em seu Granadeiro, único cavalo que, naquela época, com suas ancas largas, suportava o peso do não tão esbelto infante. E quem sabe, lá também estará a Maísa, a dos olhos tristes, com o seu pelo esbranquiçado e manchas pretas cobrindo parte do seu corpo. Talvez, rejuvenescida, passe a seguir o trote dos cavalos, como fazia, embora já cansada, acompanhando as marchas a pé e os exercícios de campo dos cadetes do Curso Básico, como a incentivá-los nas duras jornadas.
E na alegria desta comemoração, lembramos dos queridos amigos que nos deixaram fisicamente, mas que permanecem em nossos corações. São eles:
Moacir TEIXEIRA de Araújo e RAUL José Haendchen, jovens cadetes falecidos em 1970.
Ângelo José CASTRO Alves Ferreira, Antônio Fernando de Sá Muniz BARRETO, Antônio Geraldo Araújo ÁVILA, ANTÔNIO MARCO Baptista da Silva, Armando GALEMBECK Júnior, Braz Miguel RUSSO, Carlos Eduardo GUTTMANN, CARLOS JORGE do Nascimento, DANILO Tambeiro Guimarães, Elias de OLIVEIRA SANTOS, Geraldo MAGELLA Marques de Vasconcellos, Henrique CLEBER Simões, HILTON Hril Falcão Torres, IRAN Müller Lago Filho, Jairo Roberto Freitas RAMOS, João Batista Farias CARNEIRO, José Antônio QUEIROZ, José BANDEIRA de Melo Filho, José CALAZANS de Carvalho, José Eduardo BRANCO, José Luiz CERAVOLO, José Maria MOURA VIANA, LAUDENIR José Rosa, Luiz Augusto RAGGI, Luiz Eduardo GOUVÊA Alves, Manoel Aloisio de Campos RAMIRO, MAURO Cardoso Canito, NADIN Ferreira da Costa, Osvaldo Roberto DE PAULA, PRIMO Beraldo, Ramão GRALA, Roberto Antônio Pinto COSTA, Ronaldo Medeiros ILHA MOREIRA, Sérgio José Alonso SOCHACKI, Sílvio Sérgio Pereira NATALINO, Tamotsu WATANABE, UBIRATAN Miguel da Silva e WILLIAN Cardoso Espíndola
E, mais recentemente, nesse último quinquênio, particularmente no ano passado: ALBERTO Souza Gonçalves,Carlos Alfredo NEVES, Carlos Cesar Cunha MARTINS, FERNANDO Henrique Pereira Rosa, JAIRO de Castro Freitas, José Antônio BRAGA, José Carlos KRATZER, Laercio Corrêa de NORONHA, Paulo Carvalho ESPINDOLA, Pedro Paulo Molinaro ZACHARIAS e Ronaldo do Vale BRITO
Ó Deus dos Exércitos, tende piedade. Não dizimeis Vós as nossas fileiras. Preservai os meninos da Turma Marechal Castello Branco. Foram muitas as baixas em tão pouco tempo.
Somos soldados! Fomos preparados para as agruras do combate e, consequentemente, para a morte. Mas, agora, quando estamos no retiro das nossas vidas, queremos um pouco mais do tempo que, no passado, a dedicação ao serviço nos tirou. Tempo para brincar com os netos, receber o carinho dos filhos, o amor da companheira e a amizade dos amigos. Tempo ainda para acreditar na grande Pátria dos nossos sonhos juvenis. Tempo para nós mesmos. Um pouco mais, apenas.
Mas, em tudo, seja feita a Vossa vontade. Seremos fortes, pois nos habituamos a cumprir a missão recebida e partir para novos e mais importantes desafios. Mas, deixai que choremos as nossas perdas, as despedidas, as ausências físicas, pois também bate um coração no peito do soldado.
Com muita honra, mas também com muita humildade, recebi da Comissão Organizadora, com o apoio de alguns amigos, a grata missão de expressar o nosso contentamento neste encontro dos 45 anos de formatura da Turma Marechal Castello Branco. Por brincar de ser poeta, com meus versos de rima pobre, no limite do meu esforço e na boa vontade dos companheiros, não poderia deixar de usá-los no meio desta prosa. Por isso, ao encerrar esta tarefa, que procurei cumprir mais com o coração do que com o cérebro, o faço com mais um soneto. Eu o ofereço, como uma singela homenagem à família, célula principal de nossa nacionalidade, e ao Exército, guardião da nossa Pátria.
O QUE ME RESTA DIZER,/ NO MOMENTO DA DESPEDIDA,/ A NÃO SER AGRADECER/ AS JÓIAS GANHAS NA VIDA.

E NO ÂMAGO DO MEU SER,/ AS GUARDO BEM ESCONDIDAS./ MAS DEIXO TRANSPARECER/ O QUE A ALMA DÁ GUARIDA

POR VOCAÇÃO, SER SOLDADO./ SERVIR À ARMA DE CABRITA,/ AMAR A MINHA FATITA

E OS FILHOS POR NÓS GERADOS./ E TER SEGURO ABRIGO,/ NO PEITO DE CADA AMIGO.

Resende, RJ, em 10 de dezembro de 2016

Luiz OSÓRIO Marinho Silva – Cel Eng Refm da TMCB – AMAN 1971

15 Respostas para “Turma Marechal Castello Branco – 45 anos de formatura”

  1. Santa Maria Diz:

    Obrigado!

  2. Higino Macedo Diz:

    Dois Muito Obrigado:
    Ao Osório pela inspiração e a felicidade do uso do vernáculo para expressar o sentimento de toda a turma – TMCB;
    E ao Bonat pela inspiração de agasalhar o discurso do Osório em seu BLOG e assim divulgar mais amplamente o encontro, a fala e a turma a que ele também pertence.

  3. Eduardo Ferreira (da Int) Diz:

    Obrigado amigos!
    Obrigado amigo OSÓRIO por tão bem reproduzir nossos sentimentos de amizade, saudades e recordações ao nosso tempo de atividade na caserna! São lembranças eternas que sempre nos acompanharão. Isto nos dá a certeza de que nossas vidas não está se passando inutilmente. Me emocionei com muitas passagens revividas em tão comovente discurso! Ao amigo BONAT agradeço a gentileza em nos brindar com a divulgação desta bela obra de um poeta pernambucano anônimo. Não tive a oportunidade de assistir o evento dos 45 anos da TMCB. Um saudoso abraço para todos. Eduardo (Ferreira) da int.

  4. Joaquim Rocha Diz:

    Prezado amigo Gen Bonat
    Cumprimentos pela iniciativa de publicar o pronunciamento do Cel Eng Osório. Embora não pertença ao Exército, e sim à Brigada Militar, a nossa formação e os sentimentos são semelhantes, e as ocasiões como essa se tornam emocionantes e nostálgicas, pelas lembranças do passado trazidas para o presente, pelo sentimento de grupo que se mantém sempre, apesar do tempo e da distância, pela ausência dos que já partiram prematuramente. Fortalece os laços de amizade entre os colegas, reforça os laços familiares e reanima o espírito de corpo. Louvável iniciativa.
    Fraterno abraço
    Joaquim Rocha

  5. Paulo Cesar de Castro Diz:

    Parabéns, inesquecível Turma de 71!

    Tenente Castro

  6. Jorge Saito Diz:

    Caro General Hamilton Bonat, agradeço a iniciativa da publicação no vosso site o discurso proferido pelo Coronel Osório no encontro da TMCB Aman71 no dia 10 de dezembro de 2016, discurso este carregado de muito júbilo, verdade, patriotismo e emoção. Estar incluído o meu nome e do Leme Dias foi algo imensurável e inesquecível nos tocou profundamente de um sentimento emocional jamais presenciado em toda a minha vida, confesso que o levarei para o oriente eterno. A todos do TMCB meu muito obrigado pela magma receptividade um fraternal abraço.

  7. bonat Diz:

    Excelente Osório!
    Abraços,
    Costa Lemos

  8. Adriano Pires Ribas Diz:

    General Bonat, percebo V. Excia. empolgado e com razões de sobra pelos seus 45 anos de graduação, li, e vou repassar do seu blog http://www.bonat.com.br, a meus correspondentes, a belíssima fala do seu colega de turma, Cel Eng Refm Luiz OSÓRIO Marinho Silva, proferida na solenidade do dia 10 último.
    Foi o primeiro passo de brilhante carreira.
    Há, com certeza, razões para satisfação plena, grande alegria.
    Peço-lhe General Bonat, que aceite meus cumprimentos.
    Adriano

  9. bonat Diz:

    Senhor GENERAL BONAT, o retroceder no tempo é prerrogativa do ser humano. Fazê-lo para tornar presente um período
    orjador dos jovens e vibrantes CADETES em gigantes OFICIAIS que, em todos os rincões da PÁTRIA, fincaram um marco
    luminoso constituído pelas virtudes cívicas, militares, profundo amor à Pátria para tornar-se referência a todos os militares
    das diversas OM que tiveram a dita de os receber.
    Muitos alcançaram o Generalato, todos, no entanto, são possuidores da mesma seiva de outrora que suscita entusiasmo
    pelo Brasil e inibe a maldita ação do inimigo.
    Marcham para o glorioso e belo Jubileu de Ouro, daqui a apenas cinco anos!
    Se eu, simples leitor, fiquei emocionado, fico a imaginar o que os senhores sentiram no encontro dos 45 anos!
    Para conhecer-se o sabor da água do oceano, basta uma gota da sua imensidão.
    Conheço muito bem o valor da TURMA CASTELO BRANCO: tive a honra de conhecer, na Brigada Antiaérea, o GENERAL BONAT!
    Muito obrigado, pela remessa do documento histórico!
    Parreira – Capitão

  10. Eduardo José Pedreira Franco dos Passos Diz:

    Amigo Bonat

    Obrigado por ter publicado esse brilhante discurso do nosso irmão Osório. Fiquei muito emocionado com as suas palavras, pois me fez recordar daqueles tempos bons de amizade e companheirismo e, pode acreditar, me levou às lágrimas. Um grande abraço aos nossos irmãos de armas. Que Deus nos proteja e nos guarde.

  11. bonat Diz:

    Caro Bonat! Trabalhamos juntos em Recife.
    O Osorio é um brilhante orador/escritor. Na EsAO, como capitao, publicou um excelente texto sobre um problema da época. Nao me lembro dos detalhes e, se encontrar, te mando
    Abraços daqui de Camboriu e Boas Festas. Nelson

  12. Molinari Diz:

    Parabéns Osorio!Palavras emocionantes mesmo para quem nao pertence a famosa turma. Parabéns

  13. Naldir MARIANO da Fonseca Diz:

    Parabenizo a Turma Marechal Castelo Branco pelos 45 anos de aspirantado. Parabenizo o Cel Ozório pela belas palavras e envio o meu abraço ao Gal. Bonat e a todos desta turma que fiz parte só na primeira etapa. Feliz Natal e ótimo 2017.Mariano .’.

  14. Osório Diz:

    Meu estimado amigo Bonat

    Na preparação do “discurso”, procurei utilizar textos e depoimentos anteriores como o do Andrade Neves, o seu, o do Higino e, inclusive, meus, para mostrar as diferentes fases de nossas vidas, desde a entrada na AMAM, em 1968.
    Achei que assim representaria melhor a História da nossa Turma e a minha fala ficaria mais enriquecida pelos relatos dos amigos, nessas diferentes e importantes etapas. Acredito que deu certo.
    Procurei, também, ao longo dos ajustes e seguidas leituras, me preparar para dominar a emoção. No sábado, mesmo depois das comemorações na noite de sexta-feira, acordei antes do despertador, às 05:00 horas, quando ainda fiz algumas modificações. Acredito que, mesmo hoje, ainda estaria mexendo em alguma coisa, na superação das limitações.
    Na hora do “discurso”, ao lado do Pedroso, o nosso guri do Alegrete, ao vê-lo, bem de perto, declamar a poesia do nosso Rio Grande, com as lágrimas derramadas e a voz embargada pela emoção, no forte e bonito sentimento nativista, que eu, como pernambucano, compreendo muito bem, tive que fazer força para não começar a alocução também dominado pelas lágrimas.
    Depois disso, porém, ao abrir o seu blog e reler o texto e os comentários bondosos de queridos amigos e até de pessoas que não tive o prazer de conhecer, confesso que chorei, agora sem procurar me conter.
    De coração, agradeço o privilégio que você me deu, de estar no seu blog, de tantas bonitas e emocionantes crônicas.
    Fraterno abraço do seu amigo de muitos anos, desde os saudosos tempos da Escola Preparatória de Cadetes do Exército e dos bons dias de acolhimento na casa dos seus pais, em Curitiba, quando sempre fui tratado como um filho.

  15. Renê Osvaldo Haendchen Diz:

    Em 11/11/1970 os pais e nove irmãos perderam o nosso querido “Lula” – Cadete Raul José Haendchen. Nestes quase 47 anos, apenas saudades, lembranças da infância e da adolescência, convivida entre irmãos, primos e amigos. Raríssimas eram as informações dos tempos de cadete. Hoje, em prantos, ao ler o discurso proferido em vosso encontro de 2016, foi grande a emoção em conhecer um pouco dos seus tempos de caserna. Um discurso brilhante, emocionante, que toca fundo o coração dos familiares. Nobre e confortante a citação aos membros da turma que ja partiram. Gostaria de ter dado esse discurso aos meus pais, mas infelizmente, também já partiram. Fica em memória. Agradeço a todos vocês o conforto que nos deram. Se me permitir, obrigado Cel. OSÓRIO, obrigado Gen. BONAT.

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