Uma força maior

“Por motivo de força maior, não estamos atendendo. Reabriremos quando possível” Mais uma vez (a quinta, em menos de seis meses), lá estava o aviso. Mais uma vez, tive que procurar outra agência para postar os livros que me haviam encomendado. Mais uma vez, entendi a mensagem escondida nas entrelinhas daquele pedaço de papel. Mensagem triste, que reflete a realidade nacional. Mais uma vez, a agência fora assaltada. Mais uma vez, a força do crime mostrou-se maior do que a força da sociedade em combatê-lo.

Mas o que despertaria a atenção dos assaltantes num simples posto do correio? É que ele é também um banco, uma espécie de filial da Caixa e do Banco do Brasil, sem contar, entretanto, com a segurança de uma agência bancária.

Por falar nisso, avisos como aquele não são únicos. Eles têm-se multiplicado, aos milhares, por todo o país. Podem ser encontrados desde em pequenos comércios de bairro, até em caixas eletrônicos. Já chegaram aos cofres públicos. Estão, mesmo que virtualmente, no edifício sede da Petrobras, empresa que já foi de todos os brasileiros, mas que agora pertence a alguns poucos empoleirados no poder. Rouba-se como “nunca na história deste país”. Um rico país que empobrece.

Tirar do rico para dar ao pobre. Eis a desculpa esfarrapada que os atuais poderosos da política nacional precisam para justificar suas intenções totalitárias. Tentam fazê-la aceitável, a fim de manipular mentes. As sobras da rapinagem oficializada vão parar, a título de distribuição de renda, no bolso de miseráveis. As migalhas, que recebem como forma de cabresto eleitoral, comprometem sua perspectiva de futuro. Não apenas a sua, mas a da própria Nação, pois ela se torna cada vez menos competitiva. Nos contentamos em ser meros fornecedores de commodities. Não investimos em tecnologia e infraestrutura, muito menos em moralidade e ética.

Sequer a poderosa Petrobras conseguiu escapar das garras ávidas por riquezas dos que não as produzem, mas detêm o poder. Ferida em suas entranhas, descapitalizada e desacreditada, quase falida, ela não consegue mais caminhar com as próprias pernas. Sem contar a falta de visão estratégica dos que a comandam, que não enxergam que os combustíveis fósseis estão com os dias contados.

Mas o que tem um simples posto de correio e seus funcionários a ver com isso? Tudo! Quando os que mandam no país pregam a falsa apologia de uma cruzada a Robin Hood, a criminalidade sente-se no direito de tirar do rico para dar ao pobre. No caso da agência em questão, seu dono é considerado um capitalista explorador do povo trabalhador.

O curioso é que aquela agência não é uma franquia. Pertence aos Correios mesmo, cujo patrimônio já vem sendo dilapidado há algum tempo. Ao que parece, a empresa vem sendo roubada tanto por ladrões engravatados quanto pelos sem gravata.

Após sofrer o quarto ataque, o posto ficou fechado durante cerca de um mês. Estive lá quando reabriu. Naquela vez, havia um guarda na entrada. Não sei para quê, pois estava desarmado. Dos três atendentes, só um permaneceu. As duas simpáticas jovens tinham sido substituídas. Em depressão, foram parar num sofá de psicanalista.

Agora, por ocasião do mais recente assalto, o bando fortemente armado obrigou que o guarda permanecesse humilhantemente ajoelhado. Mesmo assim, se a agência reabrir, ele estará lá, desarmado como sempre. Mas tenho dúvidas se os demais funcionários voltarão. Devem estar aterrorizados. Se isso se confirmar, logo nos deparemos com um novo aviso: “Derrotada por uma força maior, esta agência foi definitivamente fechada. Para maiores informações ou reclamações, ligue para Brasília”. E vida que segue… Morro abaixo, mas segue.

30 Respostas para “Uma força maior”

  1. Patricia Diz:

    Infelizmente essa é a realidade !!!
    Estamos rendidos e quase sem esperança ….

  2. Paulo Geraldo Meyer Diz:

    É meu caro Gen Bonat, aí temos mais uma amostra do desgoverno brasileiro!!! Muito oportuno o vosso texto, que só atesta que o nosso Brasil está à deriva!!!

  3. Gustavo Rocha da Silva Diz:

    Prezado General Bonat:

    Mais uma vez, em poucas linhas e com palavras simples, o sr. fez um retrato extremamente precis da situação que vivemos. Receba meus cumprimentos, com uma pontinha de inveja, pelo poder de síntese.

    Ao sr. e a todos os seus um Natal muito feliz e um 2016 que não nos faça ter saudades deste infausto 2015.

  4. José Figueiró Diz:

    Infelizmente esta crônica, CMT, serve de Norte a Sul do Brasil. “Derrotada por força maior, está agência (Brasil) foi definitivamente fechada” espero não ter de ouvir isto. Mas……
    Que possamos ter, nos outros, um Natal de alegria e muita saúde.

  5. SALAZAR Diz:

    Meu amigo BONAT !

    Excelente, como sempre! Sugiro que em vez de ligar para Brasília pedindo maiores informações ESCREVA UMA CARTA E POSTE NAQUELA AGÊNCIA ! Abração Salazar.

  6. Afonso Pires Faria Diz:

    É de fato, uma triste realidade. E teremos que conviver com esta gente até 2018, pois não haverá impeachment. As condições estão postas para isto. Somente discordo em que o Brasil não fez investimentos. Fez sim. Fez portos metrôs e rodovias. O detalhe de ter sido feito em outros países, é de menos para o povo ignorante, assim como os recursos e o fato de ter sido a fundo perdido. Parabéns mais uma vez pelo brilhante texto.

  7. Edu C. Antunes Diz:

    Amigo Bonat

    Excelente crônica. Pena que a mesma não atinja aos verdadeiros responsáveis por este estado de coisas que estamos vivenciando: Nossos “governantes” que deixaram, faz tempo, de se preocupar com a segurança de “seu povo”. A impunidade e a leniência dos brasileiros em geral em não cobrar de seus representantes planejamentos e recursos para que se tenha mais tranquilidade, tem sido um dos grandes fatores para a “liberdade marginal”.
    Desarmaram a população, o estado não dá a segurança exigida e, com isso, deram aos marginais a certeza de que não possuímos meios de defesa adequados. Deu no que deu.

  8. Reges Francisco Moraes da Cunha Diz:

    Prezado Gen Bonat!
    Mas uma vez sua crônica é de uma verdade assustadora.
    O País está ladeira abaixo , diminuindo sua economia, na região de Blumenau -Sc ( sempre foi muito rica ) fecham 10 empresas , a cada mês na média. Pequenas e médias .
    Não suportam mais tamanha carga tributária , dólar fora de controle, inflação …estamos voltando aos anos 50 , 60..
    Sair na rua à noite…nem pensar.
    O povo não vai para ruas???
    Não temos um líder ” do bem” para nos tirar dessa enroscada .
    Reges F M da Cunha

  9. Renato balen Diz:

    Caro amigo General Bonat!
    Compartilho com o amigo todas as considerações pertinentes ao caso. A rapinagem produzida pela quadrilha de nossos representes extrapolam os limites da imaginação. Enquanto isso alguns poucos conseguem ver e externar sua indignação, procurando ampliar a visão dos que os rodeiam.particularmente me sinto com esta obrigação e, confesso, as vezes, meu entusiasmo extrapola certos limites.
    Continue,amigo Bonat,que admiro suas crônicas, sempre pautadas por correção e bom senso.
    Renato balen LP

  10. Anquises Paulo Stori Paquete Diz:

    Meu amigo Bonat

    Infelizmente esta é a realidade brasileira. Está tudo errado por aqui !!! Enquanto este picaretas do PT não forem enxotados do poder a coisa vai ficar cada dia pior.
    Só ficarmos indignados não vai resolver, vai ser necessário alguma coisa mais incisiva.
    Um Feliz Natal para você e sua família e os votos de um Ano Novo bem melhor para todos nós.
    Um abraço.
    Stori

  11. Luiz R B Pires Diz:

    Assim como o desmonte na economia , também é proposital a política de insegurança pública traçada pelos governos federal e estaduais . Passamos por um processo de dominação amplo , geral e irrestrito e marchamos para a escravidão .

  12. Alfredo Cherem Filho Diz:

    Estimado General
    Que triste momento estamos vivendo de nossa hist’oria, tão brilhantemente descrita em sua crônica, espero que o bem triunfe.Obrigado pelo envio.
    Alfredo 24.12.15

  13. Gabriel Cruz Pires Ribeiro Diz:

    Com as compras nas lojas virtuais, os Correios e até os carteiros passaram a ser alvos atrativos dos ladrões. Cada vez mais, passaram a fazer parte deste comércio e até mesmo das campanhas publicitárias. Assim, até que se adequarem à realidade da insegurança nacional, instalando vigilantes fortemente armados em suas agências e os carteiros passarem a andar armados ou escoltados, esses assaltos continuarão a acontecer.
    035, Bonat, parabéns pela crônica.
    Feliz Natal a todos.
    029 Gabriel

  14. Guilherme Diz:

    Caro Chefe,o Sr deu vez e voz ao processo de venezuelização da sociedade brasileira….

  15. Juan Koffler Diz:

    Meu preclaro e arguto amigo Bonat!
    Chegamos ao final de mais um ano dessa longa e torturante série de 13 que, para nós, representa “o número da besta”, tal os estragos, os crimes de lesa-pátria (por ação ou omissão), os assaltos degenerados aos cofres da União, impunemente.
    Particularmente e como criminólogo, eu não diferencio o autor do ato infrator, se “de gravata” ou “pé-de-chinelo”). O crime é o mesmo, a penalidade é, no mínimo, a mesma. Assim deveria ser o entendimento da (injusta) Justiça!
    Todavia, esta não funciona assim. A balança de Têmis persiste desbalançada. Seus olhos continuam vendados, embora, vez ou outra, apareçam sub-repticiamente para “diferenciar” o paciente que “mereça” tratamento diferenciado.
    Por que, para uma mesma pena de 7 anos e 11 meses (aplicada do Zé Dirceu), uns (como ele) cumprem prisão domiciliar (com tornozeleira) e outros apodrecem nas decrépitas penitenciárias brasileiras? Dois pesos e duas medidas?
    Esta semana postei em minha página do JUSBRASIL um artigo sobre como eu entendo que deveria funcionar nosso país. Estou copiando o link para que todos os seus dignos leitores possam se manifestar, desde já autorizando que a compartilhem sem restrições: .
    A resposta aos seus questionamentos e queixas, neste seu exemplar artigo, meu querido amigo, encontra-se nesse meu artigo.
    Forte e fraternal abraço, desejando-lhe, extensivamente a todos seus leitores, um melhor ano, menos traumático e mais alvissareiro!
    J.Koffler

  16. Haroldo Silva Diz:

    Infelizmente o Brasil está se fragmentando em todas as áreas, logo aparecerão movimentos separatistas.Mas de que vão adiantar,se somos incapazes de formarmos uma nação que dirá micronações. Nunca pensei que viveria momentos como estes, dói na alma. H

  17. Jânio Diz:

    Ótima crônica general Bonat. Tudo na Natureza passa por altos e baixos. No momento o Brasil está em baixa. Mas tenho uma palavra de otimismo: logo, os escroques que se apoderaram do poder e do falso discurso social cairão e pagarão por seus crimes hediondos; pessoas de boa vontade terão as rédeas do poder para o progresso moral e material de nossa nação brasileira, que bem merece.

  18. amaury koschinski Diz:

    Caro amigo General Bonat:

    Sua crônica retrata a situação do nosso país, que infelizmente, por incompetência política, ou por seguir rigidamente o objetivo de destruição para facilitar a perpetuação do poder,embora alguns brasileiros ainda mantenham o otimismo de dias melhores,sou de parecer que só uma medida contraria e drástica poderá reverter esse status quo.

  19. Cosendey Diz:

    Amigo Bonat,
    Alguém ainda tem dúvida do que esse des-governo quer:
    “QUANTO PIOR, MELHOR.”
    Um forte abraço!

  20. Laura Vaz Diz:

    Triste, muito triste sua crônica, General. Quisera virar o ano sem notícias como a relatada pelo senhor, já que nosso 2015 se abarrotou nesse quesito. Infelizmente, a realidade do País nos persegue, se cola na gente, nos agarra. Não temos como fugir. Fica difícil a gente voltar a acreditar que as coisas possam melhorar em 2016. Já não tenho mais esperança. Será preciso um milagre e milagres não existem…
    Abraços
    Laura

  21. Mario Gardano Diz:

    Amigo Bonat, num país que todos os valores estão invertidos, este é apenas um fato corriqueiro, que não escandalizam, nem ao menos surpreendem a nós pobres mortais.Endireita Brasil!!!!
    abraços
    Mario Gardano

  22. Nestor Jesus de Sant'Anna Diz:

    General. De novo o “bastão de comando em riste”, retratando,identificando e escancarando a ferida social que o petismo cirúrgica e estrategicamente estuporou ainda mais, sob a cartilha de dominação total gramscianista bolivariana/comuno/petista. Gosto desse seu tipo de crônica,atual, real, pé no chão, “daquilo” que atravessa na nossa frente todos os dias, aleatória e fulminantemente. Aqui em Santos, que o Senhor tão bem conhece, sua crônica soa perfeitamente.Aliás, diariamente.Já recebi ,em minha firma,um visitante calibrado com uma 45, que levou todo o pagamento do mês de todos os funcionários. Na ciclovia da praia fui abordado por dois , também de bicicleta, que levaram corrente, relógio e uns tico-ticos . A vida seguiu, GRAÇAS A DEUS, como o Senhor tão bem finalizou, meio morro abaixo. Como, também o Senhor tão bem comparou, se os “”CAMARADA”" da pobre Brasília nos assaltam “com a força avassaladora e inexorável das canetadas”, os de baixo da pirâmide sentem-se “autênticos” e “legítimos” batalhadores do pão de cada dia, “livrando” uns trocados “se virando” com uma arma na mão. Aliás, o bardo petista , o parisiense chico buarque, antecipou esses tempos com uma antiga ode ao arrebatador de correntinha, elegendo-o como uma excelsa figura de um crime que vertiginosa e maestralmente tão bem executado, aos ouvidos do pessoal da esquerda festiva caiu como um ato sublime, um anjo que descia inopinadamente do céu para praticar a devida e justíssima divisão da riqueza.Menos a do chico, claro, com sua mansão carioca com campo de futebol, o apartamentinho perto do Sena, etc. Só, que agora, esses “anjos” se multiplicaram e decidiram ficar na terra ad aeternum… , encurralando-nos, sim nós, os pagadores de todos os impostos, eleitos por “ELLES” como eternos pecadores do mundo capitalista.
    E plagiando o que publicou a REVISTA VEJA desta semana, UM EXCELENTE 2019 A TODOS. Nestor – Santos/SP

  23. Joaquim Rocha Diz:

    Prezado amigo Gen Bonat
    Infelizmente, os ladrões engravatados é que são os mais temerosos, infames e “caras-de-pau”; os outros, os desgravatados, proporcionalmente, roubam migalhas, mas são os que amedrontam a sociedade, pela falta de segurança. Infelizmente, não vejo luz no fundo túnel, só vejo a escuridão do fundo do poço. Estão acabando com o Brasil, e não vejo oposição, forças de reação, nem Forças Armadas em ação. Mesmo assim, lhe desejo um Ano Novo melhor, com saúde, paz e alegrias, extensivo aos seus estimados familiares.
    Joaquim Rocha

  24. Paulo Cesar Feltes Diz:

    Caro amigo Gen. Bonat
    Confesso que minha última esperança, é que as FFAA nos livrem destes bandidos, corruptos e incompetentes que administram nosso país. Isto ocorrendo, consequentemente terminaríamos com a bandidagem. Infelizmente esta esperança já está se esvaindo. Mas vai como consolo, esta agência já foi assaltada pela 5ª vez, porque até os larápios sabem do grande valor de seus livros, que lá estão.
    Gen. Bonat, como sempre, ótimas e maravilhosas crônicas. Continuo aguardando novos livros. Desejo ao Sr. e, aos seus um ótimo 2016 (Caso o governo permitir).
    Fraternal abraço

    Paulo Cesar Feltes

  25. isabel Sprenger Ribas Diz:

    É lamentável que palavras tão bem agrupadas retratem a conjuntural situação deste nosso país tão amado e terrivelmente tão posto à prova nas nefastas circunstâncias que assolam nossos dias.
    Além de bem escrito texto remete o pensamento nacional, mais uma vez, ao que estamos vivendo neste tempo que já se faz longo!
    Grande abraço nosso. Isabel e Ribas

  26. Carlos Peron Diz:

    Pena que poucos lerão essa brilhante resenha pois aqui também carecemos fortemente do interesse literário. Ainda ontem me consternei com a falta de numerário para restauração de livros raros de uma antiga biblioteca brasileira. Lembrei-me de um livro de história do Brasil onde o autor cita que um certo senhor francês de passagem pelo Brasil, ainda sob o comando régio – D. João VI – se admirava em seu livro de memórias do vazio absoluto em que sempre se encontrava a biblioteca real, aberta ao público e tida como das maiores e melhores do mundo. Caminharemos muito ainda à sombra dos exploradores, lamentávelmente.

  27. Joaquim Cardoso da Silveira Filho Diz:

    Prezado Hamilton,
    Trágico retrato da realidade brasileira, captado com o habitual brilhantismo do cronista. O Brasil é um doente internado em UTI, a pedir urgente socorro, urgente intervenção. É esperança que fica para 2016. Que cheguemos ao fim do novo ano livres da maldição do lulopetismo.
    Forte abraço,
    Joaquim

  28. Regina Celi Simoes Angelo Diz:

    Tristemente nosso Correio já passou por outros roubos; não tivemos uma CPI dos Correios, com esses tais do Mensalão?
    Precisamos de mais textos como este para tentar acordar as pessoas de Bem para reorganizar nossa nação.
    É triste, muito triste esta situação, mas não podemos perder a esperança.
    Parabéns! Continue com sua crítica construtiva pois a maioria dos brasileiros tem preguiça de pensar.

  29. EDMAR LUIZ KRISTOCHIK Diz:

    O Poder Público do Brasil, na Era Petista, curva-se ao BANDIDO. Sinto-me enojado com tanta falta de iniciativa das autoridades constituídas.

  30. Paulo Cesar de Castro Diz:

    Prezado amigo, Bonat,

    É sempre prazeroso ler suas crônicas, lúcida abordagem, palavras apropriadas, malgrado o triste momento nacional.
    Parabéns!
    Que se vá 2015 e que surja, em 2016, pelo menos a esperança de dias melhores. Que “por motivo de força maior”, tenhamos um “Feliz Ano Novo!”

    Um abraço e tudo de bom,

    Tenente Castro

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