Falta-nos um José de Alencar

Estou à toa. Hoje, mais do que em outros dias. À toa e de baixo astral. Não consigo, sequer, ver as páginas dos jornais e as notícias assustadoras que as lotam. Sinto-me triste, envergonhado, aborrecido, desolado mesmo. Definitivamente, cansei. Preciso afastar-me delas. Tenho que encontrar algo de útil para preencher a minha ociosidade. Tenho pressa. Necessito, urgentemente, de uma overdose de otimismo. Mas que seja aplicada na veia, para surtir efeito rápido.

Se me permitem os amigos, gostaria de dividir o que me aflige. Preocupa-me o momento atual. Incomodam-me os ventos de discórdia e violência que vieram, não sei exatamente de onde, e alastraram-se ameaçadores pelo Brasil. Por temerem o nosso crescimento, os de fora sopraram com força. Seu sopro, de falsa bela aparência, espalhou-se e nos dividiu. Deixamos de nos ver como irmãos. Por toda a parte, nos enxergamos, uns aos outros, como inimigos. Estamos enfraquecidos. Conseguiram nos desunir.

Meus olhos percorrem com ansiedade a estante em busca de ânimo. Entre centenas de livros, deparo-me com um de José de Alencar. Não com “O Guarani” ou qualquer outra das suas maravilhosas obras, mas com a sua biografia. Nela, tento encontrar alento.

Abro-a com a velocidade de quem não pode perder tempo. Não me interesso por aquilo que meus leitores já sabem. Não resolveria o meu angustiante problema. E, também, nada acrescentaria aos que me leem, pois qual deles nunca ouviu falar do famoso jornalista, político, advogado, inflamado orador, brilhante cronista, romancista e dramaturgo cearense? Quem entre eles nunca saboreou a doçura dos lábios de mel de Iracema? Qual deles nunca sonhou com a delicadeza da Viuvinha de olhos negros e brilhantes? Quem entre eles não sente orgulho de ser brasileiro, brasileiro e miscigenado, como se fosse um filho de Ceci e Peri?

O que me interessa da obra de José de Alencar é o seu marcante nacionalismo, no difícil período da consolidação da nossa independência. Pungente de brasilidade, ela representou um esforço em povoar o Brasil com cultura própria. Alencar contribuiu para que nos sentíssemos não apenas um povo multirracial e multifacetado, mas, essencialmente, como uma mistura de povos.

Na literatura que criou está evidente u’a maneira de sentir e pensar tipicamente brasileira. Tão grande foi sua preocupação em retratar a nossa terra e o nosso povo, que as páginas dos seus romances revelam o intuito de, cada vez mais, tornar mais abrasileirados os seus textos. Convém lembrar que, isso tudo, deu-se numa época bem mais difícil do que a que vivemos, pois, se acabáramos de proclamar a independência, algo mais era necessário: romper nossa dependência cultural.

Pergunto então, e deixo para a reflexão de todos, se não estaria na hora de a obra de José de Alencar ser mais revisitada? Ou, ainda, se nossa literatura e nosso país não estariam carentes de novos Josés de Alencar? E, principalmente, se nossa política não estaria clamando por um José Martiniano de Alencar? Mas que surja logo, pois a hora é quase passada. Nosso caso é de emergência. Requer aplicação de choque, sem filtro, na veia.

32 Respostas para “Falta-nos um José de Alencar”

  1. Edvin Pio Rigotti Diz:

    Com certeza, tudo que foi escrito é a realidade do momento. está faltando, tambéme,algo que foi dito pelo tradicionalista gaúcho Barbosa Lessa “Povo sem tradição é povo sem Terra”. Nós estamos perdendo, através de nossos governantes, até o orgulho de ser brasileiro.

  2. Edvin Pio Rigotti Diz:

    Parabéns Gen, pela sua matéria.

  3. Medeiros Dias Diz:

    Só posso dizer que gostei muito, pois fostes buscar nas palavras desse grande conterraneo o que está faltando à grande parte dos brasileiros, NACIONALIDADE. Parabens e continuarei curtindo teus “blogs”

  4. Carlos Gama Diz:

    Triste momento, este!
    O conteúdo desta sua crônica, meu amigo, acabou despertando em mim mais uma conjeitura a respeito de José de Alencar.
    Não haverá, além do pecuniário e do demagógico, algum outro interesse, no reescrever parte da obra de José de Alencar, mudando-lhe termos e, quiçá, sentidos?
    Dia destes, no corpo da mensagem de uma pessoa amiga, vieram-me estas palavras de ânimo e de incentivo: “Não podemos perder a esperança. Um dia as coisas hão de melhorar”.
    Oxalá esse vaticínio se cumpra!
    Fraterno abraço!

  5. Assis Utsch Diz:

    Caro General Bonat,

    Penso, conforme já nos lembrara o grande Sérgio Buarque de Holanda, que “a sociedade foi mal formada nesta terra” (Raízes do Brasil).
    A verdade é que começamos muito por abaixo. Como todos sabemos, os milhares de portugueses deixados nessa terra, no começo da colonização, regrediram terrivelmente. Pois eles “perderam até a língua”, adotando por cerca de 150 anos o idioma nativo. Além disso aqueles colonos estavam ainda com a cabeça na Idade Média. Diferente portanto do colono americano, canadense, neozelande e outros, que começaram com uma sociedade pronta. Já que eles migraram para esses países em comunidades que traziam prontas suas instituições, seus valores, suas famílias, suas crenças, etc. Enquanto nós ainda estamos num lento processo de construção social.

  6. JOÃO A PEREIRA Diz:

    Prezado Gen Bonat!
    O senhor foi muito feliz em pautar o sentimento de milhões de brasileiros, que assistimos passivamente tamanho descalabro, provocado pelo atual governo. Aguardamos ansiosamente o desfecho
    do dia 16 de agosto. Agora é a hora da UNIÃO. Lembremo-nos do Dia 31 de Março de 1964 – A MARCHA DA FAMÍLIA COM DEUS PELA LIBERDADE. Mais uma vez O BEM TRIUNFARÁ SOBRE O MAL. Não podemos se envergonhar da condição de sermos HONESTOS. Um abraço fraterno General.

  7. Mandrup Larsen Diz:

    Excelente artigo meu caro General, aliás como são todos os seus artigos. Parabéns e um grande abraço.

  8. Paulo Cesar de Castro Diz:

    Meu caro amigo, Bonat,

    Seus sentimentos são os de milhões de brasileiros que pensam, refletem, observam, entendem a gravidade do momento e, pior ainda, sentem no coração o futuro sombrio que nos aguarda. Ser brasileiro e amar o Brasil, tratá-lo com carinho e expurgar todo tipo de câncer, eis o que nos resta, ainda que sintamos dor. José de Alencar é o cirurgião de que todos precisamos para diminuir o tempo do tratamento que ainda não começamos. Vamos lá!

    Um abraço,

    Gen Castro

  9. Anquises Paulo Stori Paquete Diz:

    Amigo Bonat. Como você citou no início da sua crônica, eu também tenho acompanhado angustiado as notícias sobre o que acontece no Brasil. Parece que está tudo errado e ninguém faz nada. O mal não pode prevalecer, mas não estamos conseguindo mudar as coisas. Do meu lado tenho me aferrado ao trabalho, tentando fazer a minha parte para manter o país funcionando da maneira correta, gerando emprego para muita gente, sofrendo e pagando em dia os escorchantes impostos, enfim tentando sobreviver até que as coisas melhorem, acredito que só com a saída do PT. Tenho certeza e convicção que dias melhores virão !!! Um abraço. Stori

  10. Roberto Diz:

    Bonat, parabéns!
    Perder a esperança, nunca! Com ou sem José de Alencar!
    Do amigo Roberto.

  11. bonat Diz:

    Bonat,

    Não é de Alencar que precisamos e sim de “Bonats”, que como você estão difundindo o que precisamos para o nosso Brasil.

    Pode estar certo, e temos que acreditar nisso, que outros também estão trabalhando para que o nosso país pode e merece ser.

    Parabéns pelo que continuas fazendo com seus escritos.

    Um forte abraço. Renato

  12. EDMAR LUIZ KRISTOCHIK Diz:

    Eu entendo a sua angustia meu caro amigo General, vivemos num país onde a nossa presidente se abraçou com um comprovado ladrão (o Renan Calheiros) para tentar salvar o mandato. Temos o Senado Federal conivente com esse safado, quando devia destituí-lo de imediato. E o pior, existem pessoas que acham natural isso que está acontecendo na política. A situação do Brasil é que nem aquele ditado: “Se correr o bicho pega, se ficar, o bicho come”.

  13. Alfredo Cherem Filho Diz:

    Estimado General
    Concordo plenamente com suas afirmações, neste momento faltam líderes com bom senso e respeitadores de nosso sofrido povo.Parabéns, obrigado pelo envio.
    Um Forte Abraço
    Alfredo 14.8.15

  14. renato balen Diz:

    Caro amigo General Bonat
    Suas considerações já não me surpreendem pois são sempre de um brilho ímpar. Estou sempre ávido esperando por novas crônicas do amigo.
    A discórdia e a violência, creio, fazem parte do macabro plano do partido que hoje nos governa orientados pelas metas do Fórum de São Paulo. Pretendem desestabilizar moral e economicamente esta nação e, quando estivermos no fundo do poço, apresentarem o socialismo bolivariano como a única solução e saída.
    um grande abraço do amigo renato balen

  15. bonat Diz:

    Prezado Gen Bonat,

    Li e gostei muito de seu livro “Ciscos e Franciscos”.

    Realmente, o senhor é um ótimo cronista.

    Um abraço. Carlos

  16. bonat Diz:

    Prezado Amigo. Concordo em todo o conteúdo da sua brilhante escrita.

    Em minha opinião, o problema é que deixamos de confiar nas pessoas, porque muitos dos que se “dizem nossos irmãos”, não

    foram gerados pelos mesmos pais: o Patriotismo e a Verdade. Assim fica muito difícil gestar a necessária confiança mútua, qualidade pétria para se consolidar a Verdadeira Irmandade. Até lá, Deus nos guie. Parabéns é forte abraço.

    Abs.
    Antônio

  17. Juan Koffler Diz:

    Meu querido amigo,
    Perdoe-me a expressão, mas até que enfim você foi “tocado” pela “febre negra” da decepção, da desilusão, do descrédito em nossos poderes constituídos e em nossa própria sociedade. Não que estivesse lhe desejando isso – admiro-o demais para nutrir tal odioso pensamento -, mas, sinceramente, estava me sentido isolado nesse meu desamor pela pátria e suas instituições ditas “democráticas”. Agora pelo menos tenho um companheiro que, senão de armas (pois que são distintas), pelo menos de espírito crítico e de sensibilidade (que sei sobrar-lhes), trazendo-o ao meu mundo de desilusão, de desencantamento com os rumos da nossa amada pátria.
    Tenha certeza duma coisa: choro com você e são lágrimas amargas, sanguinolentas, que me castigam por não mais ter idade para pegar em armas (como em 64) e ceifar a existência dos que hoje nos torturam com sua infâmia e total ausência de cidadania e de patriotismo.
    Agora sim, somos mais irmãos, pois sofremos em ver como, nem tão lenta, mas inexoravelmente, caminhamos para um abismo sem fundo…
    Solidarizo-me com você e com todos aqueles que, como nós, ainda acreditam no bem e no amor pela pátria.
    Fraterno abraço! E conte incondicionalmente comigo para o que seja necessário, a fim de pelo menos minorar esse sofrimento hoje compartilhado por muitos homens e mulheres de bem!

  18. Beth Diz:

    Acho que o seu sentimento é o mesmo de quase todos nós brasileiros!
    Nunca li a biografia de José de Alencar,mas agora faço questão!
    Seus escritos sempre tem muita propriedade!
    Com esperança na nossa Pátria,abraços!

  19. Mario Gardano Diz:

    Amigo Bonat, esse sentimento de tristeza, vergonha, baixo astral, não é exclusivo, todos nós, estamos com o coração apertado, infelizmente não vejo surgir no horizonte nenhum José de Alencar, uma pena.
    abraços
    Mario Gardano

  20. Afonso Pires Faria Diz:

    Caro general, estás na contra mão da história. As leituras, hoje recomendadas nas escolas é outra. Não podemos fechar as fronteiras para nossos irmãos da “Pátria Grande”, temos que ser generosos e este negócio de patriotismo é assemelhado ao fascismo. O governo se preocupa mesmo em tornar nossas crianças espartanas, mas não no sentido benéfico, e sim para que lute pelos direitos. Direitos humanos dos desumanos, dos animais, do meio ambiente, das minorias e por aí vai. Não tem José de Alencar que chegue a tempo. A Inês é morta. Brilhante texto general, brilhante como sempre. Nos desperta curiosidade em coisas velhas/novas. Mas, infelizmente, estás pregando no deserto para poucos.
    Saudações
    Afonso Pires Faria

  21. Shitiro Tanji Diz:

    Caro amigo General Bonat.
    Todos os bons brasileiros estamos sofrendo do mesmo desalento.
    O seu sempre oportuno e excelente artigo me fez lembrar da Canção do Exército, que eu cantava com fervor, em 1957, quando servia o Exército. ” A paz queremos com fervor, a guerra só nos causa dor. Porém, se a Pátria amada for um dia ULTRAJADA lutaremos sem temor”
    Aristóteles Onassis dizia que “o homem só fracassa quando desiste de tentar”. General, conheço o seu perfil perseverante dotado de alto espírito josealencariano, desde a época do Forte dos Andradas, em Guarujá. Por isso, estou despreocupado.

    Abraços
    Shitiro Tanji

  22. Gustavo Rocha da Silva Diz:

    Prezado General Bonat:

    Acabo de ser apresentado a um José de Alencar de cuja existência sequer suspeitava. Muito obrigado por diminuir minha ignorância.

    Cordialmente
    Gustavo

  23. Paulo Cesar Feltes Diz:

    Caro amigo, General Bonat.
    Sua tristeza e indignação, pode ser dividida com milhares de brasileiros. Parabéns por mais este artigo. Amigo Bonat, quando irá nos brindar com um novo livro?
    Fraternal Abraço.:

  24. anita zippin Diz:

    Grande Bonat, não por acaso é diretor da Academia de Letras José de Alencar. Se nós estamos orgulhosos de suas crônicas, em especial esta de nosso patrono, imagina o José lá de cima , na estrela mais brilhante a saudá-lo e desejar sempre este espírito lutador em suas palavras, mas com a esperança por dias melhores.
    a alegria em estar consigo nesta caminhada cultural e humanística , onde seus textos refletem a realidade e nos fazem pensar e ainda crer num Shangri-lá. Apesar dos pesares….
    Anita Zippin-Presidente. Academia de Letras José de Alencar

  25. Ney de Araripe Sucupira Diz:

    Prezado general BONAT

    Opotuno texto de avivamento em honra ao imortal patrício José Martiniano de Alencar, apaixonado nacionalista que contaminou gerações de basileiros e lusitanos.

    Nosso Brasil vive deplorável anomia social, combinada com anêmia cívica, consequência da aventura política de governantes insinceros, parlamentares cativos do poder executiivo e alta magistratura limitada pela gratidão de nomeações palacianas, que se olvidaram da sagrada honra da Pátria.
    Ney de Araripe Sucupira -Vice-Delegado da ADESG/SP

  26. ROSELENE FERREIRA. Diz:

    OI MEU AMIGO !!!
    MAIS DO QUE NA HORA !!!!!
    ATÉ JÁ É PASSADA A HORA !!!!
    GRANDE BJ.

  27. Laura Vaz Diz:

    Caro General:
    Faço minhas as breves palavras de Edvin Rigotti. Estamos realmente perdendo o orgulho de ser brasileiro. Que coisa terrível!
    Abraços
    Laura

  28. Joaquim Rocha Diz:

    Prezado amigo Bonat
    Parabéns pela escolha do assunto. Conhecendo-o, sabemos que voce conserva a inspiração mesmo quando está “… e de baixo astral”.Hoje tivemos milhares de Josés de Alencares fazendo passeata por esse Brasil afora, embora acho que vai dar em nada, mas é assim que deve ser, quanto mais panelaço, passeata, buzinaço, melhor, com a cobertura da imprensa. Mas ainda acredito que vamos sair dessa situação, e acho que vai ser antes do que eu pensava.
    Abraços fraternos
    Cel PM Res Joaquim Rocha

  29. Nina Maria Marach Carpentieri Diz:

    O cenário é desolador, que algum fato novo possa nos renovar a esperança. Ótima crônica, como todas as que escreve. Abraços á todos, muitas saudades!

  30. Joaquim Cardoso da Silveira Filho Diz:

    Prezado Hamilton,
    Cumprimento-pelo belo texto, ainda que transpirante de desânimo e pesar do autor diante dos horrores da vida política nacional.
    Absoluta razão tem ao afirmar, por outras palavras, que nos faltam “os grandes homens”, aqueles que, pela conduta e inteligência, ditam o padrão moral e ético de seu tempo. Ao contrário, sobram-nos personagens torpes, que não requerem ser nomeados.
    Apesar de tudo, façamos o nosso melhor, ainda que com fracas esperanças de mudar o cenário. É o imperativo moral que nos move a resistir ao mal.
    Forte abraço,
    Joaquim

  31. Nestor Jesus de Sant'Anna Diz:

    Prezado General Bonat.
    Apesar do esforço nacionalista de José de Alencar,a eterna e deletéria ação de nossos políticos em cuidar UNICAMENTE de seus mais mesquinhos e imorais interesses, a maioria sobrepostos à Constituição Federal, resultou nesse caldeirão fumegante que ameaça perigosamente entornar.No meio de tudo o petê e sua desvariada campanha,materializada a partir do foro de são paulo(infelizmente ocorrida no meu Estado), de integrar o Brasil à uma presumivelmente miserável e abjeta nação bolivariana una das américas.Isso dá ensejo a que ideais separatistas refluam aqui e ali.As bandeiras do Rio Grande do Sul sendo agitadas freneticamente nos jogos,antigas reivindicações de Santa Catarina e até a imaginada independência de São Paulo são antigos sentimentos ora revividos,frutos da insatisfação generalizada. Já ouvi pessoas imaginando um Paraná+São Paulo (que país !!!), e um RGS+Santa Catarina,ou sós, mas convivendo harmoniosa, cooperativa e virtuosamente, cada um com suas leis e centros de decisão. Quem não gostaria de ser livrar definitivamente das ordens dessa “Brasília”, suas bizarrices exóticas(jaguares,ferraris,porches na casa da Dinda)seus desmandos,seus bilhões em orçamentos alucinantes, seus arbítrios ex-constitucionais, o senado compondo com o governo, mas opondo-se à câmara,senador do partido x votando a favor do Y, alinhando-se com o governo em troca de MAIS E MAIS “$$$emendas$$$). Com toda certeza uma consulta popular nestes estados, p.exemplo, iria consagrar o voto por novos países, livres do “brasil” das falcatruas, do mensalão, do petrolão, do pixuleco,do B.N.D.E.S que dá dinheiro aos Castro e que falta para investimento em todos os portos do Brasil, dos anões do orçamento,da paralisada transposição do Rio São Francisco,dos estádios híper faturados da copa do mundo de futebol, do mst,das contas secretas nos paraísos fiscais e, enfim,de todos os coronéis ainda mandantes,enfim de todos os problemas que vieram se acumulando desde que o finado Alencar deu seu derradeiro suspiro, sonhando então, com um Brasil mais Brasileiro. Porém,um contraponto a ser , MAIS UMA VEZ,oportuna e RESPEITOSAMENTE lembrado. Uma outra estirpe de cidadãos,compenetrada, ciente e pontualmente alerta a essa baderna institucionalizada, forma uma entidade que pugna pela NAÇÃO BRASILEIRA ideal, LEAL E INCONDICIONALMENTE. Os cidadãos e cidadãs componentes das Forças Armadas. E no bojo destas Forças, seu principal braço, o EXÉRCITO BRASILEIRO,que ora detém 70% da aprovação popular.Uma incrível credibilidade dentro de um cenário caótico e desanimador.Ninguém raspa nem perto. Um orgulho enorme, para quem vestiu farda e serviu ao Exército Brasileiro, como eu e muitos.
    Tive o imenso prazer de estar presente,junto com colegas de farda de 1965,da Fortaleza de Itaipu, Praia Grande/SP,no último exercício de tiro da Artilharia,de todas as Unidades do país, em Formosa/Goiás, no último 5 de agosto. Gaúchos, cariocas, paulistas, mineiros,paranaenses, baianos, goianos, pernambucanos,etc., com seus diferentes sotaques, mas verdadeiros irmãos de ideais e armas, sangue verde nas veias, unidos sob o axioma e a lei do BRASIL ACIMA DE TUDO E DE TODOS. Ali, como acolá,ou em algures,como praxe e lei não se falou de política. Mas,ficou e fica a certeza que nenhuma força estranha,ilegal, apátrida ou similar haverá de destruir pela força a pátria que Alencar sonhou.Principalmente aquela que o ex-presidente declarou usar iminentemente, agora oficialmente reiterado na frente da president(a) por um rotundo e visivelmente bem alimentado dirigente sindical,com a sua sinistra cobertura vermelho/trotskista.
    A não ser que essa cisão aconteça,infelizmente,como a única solução para o bem e a felicidade da maioria dos brasileiros e que assim eles decidam, pacificamente,como uma redundante final, com cada um a cuidar de seu quintal!

  32. Fabio Diz:

    Sinto a necessidade do urgente clamor do patriotismo e da inteligência. Como aprendi, e por diversas vezes me foi lembrado: “Para se entender de Guerra, estude Canudos”. E como Canudos, estamos prestes a um conflito generalizado, onde os atores não carregam bandeiras ou ideais, mais simplesmente suas necessidades como cidadão e pai de família. O conflito Assimétrico se faz presente, e devido à situação político social fato emergente. Que venha o bom Conselheiro para que desta vez se consolide a REPUBLICA e com ela os ideais de Nação.

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