Je suis brésilien (clique)

A turma do Charlie esperava o quê: flores?

Que me desculpe o amigo Nestor, que lá de Santos sugeriu que eu falasse – sob o título “Je suis Bonat” – alguma coisa sobre a recente explosão de violência de fanáticos em Paris. Sei bem que sua sugestão foi uma cutucada com sabor de blague. Apesar de estar brincando, creio mesmo que ele esperava qualquer palavra minha. Pois lhe afirmo, caro Nestor e demais amigos que me leem: tenho razões de sobra para permanecer calado diante de uma tragédia de há muito anunciada. Vou citar apenas três dos motivos para a minha mudez.

Primeiro: não vou conseguir resolver um problema que tem, descontando-se certo exagero, potencial para chegar às dimensões de um conflito como o palestino-israelense. De um lado, havia extremistas doutrinados desde a infância para matar e morrer. Do outro, gente, como os franceses do jornal satírico Charlie Hebdo, julgando-se superiores aos demais, aproveitando-se da liberté para ferir, magoar, ridicularizar pessoas e suas crenças. Por conveniência, esqueciam-se dos outros dois pilares da Revolução de julho de 1830: egalité e fraternité. Tornaram-se, assim, igualmente extremistas.

Segundo, pelo desapontamento causado a milhões de pessoas que divisam, como eu, no bleu, blanc, rouge da bandeira francesa, os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Convenhamos que apenas 1/3 dos ensinamentos que os idealistas da Revolução de julho de 1830 legaram ao mundo vem sendo praticado em Paris, seu próprio berço. Aliás, a história nos revela que isso não é de hoje, pois a França Colonizadora não primou pela aplicação daqueles fundamentos. Não sem razão, a Argélia continua sendo a sua mais dolorosa ferida, que volta e meia proporciona um contexto de temerosa violência contra a própria França. Os seis anos da guerra pela independência argelina, na qual cerca de um milhão de mulheres e homens morreram, permanecem como uma agonia sem fim para ambos os povos. Descendentes de argelinos – são milhões – que moram na França não esquecem das atrocidades e da barbárie cometidas. São, por isso mesmo, facilmente cooptados por radicais como os que criaram o Estado Islâmico.

Em terceiro lugar, e definitivamente, porque já tratei do assunto em 2005, quando milhares de automóveis foram incendiados nos subúrbios de Paris. Na época, afirmei que aquele protesto não tinha apenas raízes sociais e econômicas. Elas eram muito mais profundas. Citei, para explicar minha opinião, a experiência que vivenciei quando fiz um curso em Nîmes, simpática e acolhedora cidade situada no Midi, termo do francês arcaico preferido pelos franceses quando, carinhosamente, referem-se ao sul do seu país. Permitam-me relembrar a pequena história que, na ocasião, contei.

“Por favor, este trem vai para Marseille?” Não tinha certeza, por isso perguntei à única pessoa que, naquele momento, já estava no vagão. Logo para quem! A um senhor, uns quinze anos mais velho do que eu, com vestes árabes.

“Se você sabe, por que pergunta!”, bradou-me com raivoso sotaque. Só então me dei conta da minha ingenuidade brasileira. Imaginei que, da mesma forma que aqui, lá as pessoas se comunicavam sem nenhum rancor (ao menos éramos assim naquele ano de 1982). Mas não. Ele descarregou em mim o seu ódio antigaulês, provavelmente confundindo-me com um deles. Pensei até em lhe dizer “Je suis brésilien”, mas desisti, pois de nada adiantaria.

Lembro de ter encerrado aquele texto dizendo que os brasileiros tinham muito a ensinar a árabes e franceses. Nós, e quase mais ninguém, éramos os únicos que podiam proclamar: “vive la différence”! Pena que eles, ambos, até hoje não nos tenham escutado. Uma razão a mais para não seguir a sugestão do bom amigo Nestor.

45 Respostas para “Je suis brésilien (clique)”

  1. bonat Diz:

    Valeu mais uma vez Bonat.
    É uma situação difícil em que se encontram os europeus, principalmente os franceses.
    Infelizmente as interpretações do Corão estão cada vez mais radicais.
    Principalmente, talvez, pela ignorância de grande número pessoas, que proíbem até os outros de estudar e se aperfeiçoar.
    Com relação ao tratamento dado às mulheres, então, é um atraso secular que beira os tempos medievais.
    Por aqui, felizmente, não temos este tipo de problema, apesar do PT querer separar e dividir o Brasil entre ricos e pobres, negros e brancos, nós e eles, e por aí vai…
    Um abraço.
    Stori

  2. Claudinei Roncolatto Diz:

    Brilhante!!!

  3. O Jorge Díaz Diz:

    Amigo Bonat,
    “A turma do Charlie espera o qué? Flores?” con esta frase tuya conseguiste resumir el meollo humano de la cuestión. Y perfectamente explicado (lo que muchos no saben)a propósito de esos “ribetes” del alma y conducta de muchos (no todos, claro) los franceses. Muy bien recordado a tus lectores la violencia soberbia de la Francia colonialista. Toda “liberté” que desconozca el fuero íntimo, de “individualité” del prójimo, es decir aquella instancia personal, interioríssima, de dónde el individuo encuentra su justificación de ser y a “dónde debe ir”, es decir, SU DIGNIDAD, está condenada, como esta intolerante “liberté” francesa a “recolher o que tem semeado “.Si no, entonces, que un francés intente ofender a un noble, humilde y sencillo nordestino en sus valores internamente sacramentados como su madre, o menino Jesús o la Virgen María.Verá el resultado. Y esto que los hombres simples de nuestras latitudes no tienen cualquier referencia a un “Al Corán”. Pero aquellos elementos, sean los que fueren, les dan su justificación y de allí sacan lo que los hace DIGNOS.
    Fuera de los extremismos, más o menos politizados( o “usados” por intereses polícos-económicos ) , nuestro Occidente pasó por la globalización de Colombo,por la “onda” del mercantilismo que comenzó a vincular culturas, por el industrialismo que hizo racional y eficiente la produccion industrial y sacó al hombre del campo para traerlo a la “urbe”,y la máquina de vapor aceleró esta expansión, y el acero continuó potencializando la vida en ciudad, el petróleo incorporó comodidades y acercó aún mas a las personas y naciones, y la informática cubrió el mundo con la imagen y sonido “de los otros”- en tiempo “real”. Pero multitudes en Asia, Medio Oriente , África y aún América todavía viven entre la prehistoria, los tiempos bíblicos y los tiempos de los Sassánidas!!!- La “liberté” francesa no debe ser un concepto que excluya estos humanos – como tu y yo – por no haber tenido ni la suerte tuya ni la mía, de ver la existencia y la realidad del Hombre desde un mirador más alto y más confortable (estaré siendo soberbio ? perdón si así lo creyeren…).
    Prefiero la “freedom” americana nacida allá en la Philadelphia. Moderada, respetuosa , medida y protegida.
    Pena que el Papa haya demorado algunos dias para, en su avión papal, referirse públicamente a esto y en estos términos cuando yo – ahora veo que tu también – desde el primer día percibiste el fondo del asunto.
    Felicidades ch´amigo !!
    JORGE DÍAZ .-

  4. EDMAR LUIZ KRISTOCHIK Diz:

    A França é um barril de pólvora, a miscigenação dos povos colonizados e deslocados para essa nação não tem solução política aparente: eles estão bebendo do próprio veneno. Se me permite, no momento, a nossa nação caminha para uma situação similar, a falta de controle na imigração para o Brasil ocasionará, a curto prazo, problemas de difícil solução.

  5. Juan Koffler Diz:

    Ínclito amigo Bonat,
    Permita-me dizer-lhe que “senti” certa dificuldade sua para abordar tal temática, atendendo à solicitação do seu amigo Nestor. Sua fluência natural e usual, associada ao seu agudo raciocínio, lhe interpunham a questão: “por quê e para quê?”, afinal, tudo já tinha sido dito a respeito, nas mais variadas e intrincadas versões, em praticamente todos os idiomas do planeta.
    Bom, pelo pouco que lhe conheço, você não foge de um desafio; ao contrário, adapta-se e o enfrenta, como é este o caso. E sua abordagem articulada sobre o já surrado tema o comprova: singela, direta, pontual.
    Minha opinião a respeito do sangrento episódio advém da minha experiência acumulada nestes últimos sessenta anos (bem vividos, diga-se) e pode ser resumida, para este caso, numa singela frase: quem planta, colhe; que semeia ventos, colhe tempestades. Foi o que ocorreu. Nesse histórico embate sócio-político-religioso não há ganhadores nem perdedores, há apenas a infamante explosão irracional humana, que não mede esforços para acalmar suas ânsias. Mesmo que seja contra ele próprio, o humano.
    Forte abraço!
    Juan Koffler

  6. SALIM MUSSI Diz:

    Bom dia, meu Compatriota Bonat,
    Os cartunistas do Charlie são o quê? Jornalistas ? Não !!!
    São apenas provocadores !!! Não respeitam nem os valores que as revoluções de 1789, 1830, e as outras e principalmente estão colhendo o que fizeram com a violência de sua era colonialista em todo o mundo quer seja na América, Africa ou Ásia. A liberdade , a igualdade e a fraternidade só vale para os franceses e não para os “bárbaros” que lá vivem mesmo tendo a cidadania francesa pois não a deixam exercer pelo que bem disse:pelas diferenças.
    Também, “je n´ais suis pas Charlie, mais seulement um brèsilien comme vous que appele vive la diffèrence”.
    salim

  7. Jeová Diz:

    Caro amigo Bonat
    Concordo plenamente com os seus dizeres.
    Jamais aceito tamanha violência em nome Deus, entretanto não cabe a ninguém difamar figuras religiosas em que qualquer um acredita e respeita, pois o meu direito termina onde começa o do outro.
    Um fraterno abraço.
    Jeová

  8. Marco Piloto Diz:

    Je suis très brésilienne! Vivez la différence!

  9. Jaeme Gonçalves Diz:

    Caríssimo Gal. Bonat! Excelente a reflexão conjuntural, e dela concordo! O respeito é a base fundamental da liberdade, da igualdade e da fraternidade! Poucos são os que compreendem a origem dos conflitos ismaelitas e izaquistas (gênsesis 15/16 – gálatas 3.29). O que presenciamos é que a jovem cultura brasileira, inspirada na libertinagem de possível grupo de cunho político-gramscista, imposta por alguns barões da mídia forasteira mal-intencionada e sodomista, advinda sob falsos pilares de 1830, que implantou a ideologia de que liberdade é libertinagem, e que respeito é tabu, e deve ser quebrado, e que hierarquia fere a liberdade. Penso que são as barbáries “vendidas como liberdade”, que hoje o modismo a moldurou de “grupos oprimidos” se tornou uma espécime de ideologia catastrófica, que se perdeu na linha divisória do respeito. DISCORDO APENAS QUANTO A REPRODUÇÃO DA “charge”: Maomé, nasce uma estrela!

  10. bonat Diz:

    Senhor General Bonat, que maravilha de artigo. O estilo do senhor, já o afirmei, absorve minha atenção dando-me a sensação de não estar lendo, mas ouvindo o autor. Argumentos contundentes e verdadeiros: da tríade famosa só praticado a liberdade. Qualquer bandido faz isso, inclusive o governo brasileiro tão sórdido e mentiroso. Lamentei que lideres mundiais tenham sido precipitados com o infame Jê sui… Vou repassar o artigo a todos da minha lista. Grato!
    Lourenço

  11. bonat Diz:

    Caro amigo Gen Bonat
    Satirizar sentimentos e fé alheia acho que não é uma boa, como foi o caso dos chargistas franceses, que acabaram pagando um preço com própria vida. O radicalismo e extremismo também não é uma boa. A conjugação desses fatores certamente minimizaria a discriminação racial. Excelente artigo e, forte abraço do Zart.

  12. bonat Diz:

    Muito bom Bonat ! É um assunto difícil de tratar, o fato a lamentar é que matar não tem justificativas. Abraços, Renato

  13. bonat Diz:

    Ao amigo Bonat

    Perfeito. Vivência, conhecimento, inteligência e capacidade de escrever o que muitos de nós também pensamos.

    Grande editorialista ou cronista?

    Forte abraço. Joaquim

  14. bonat Diz:

    Excelente General. Parabéns. Alonso

  15. bonat Diz:

    Como sempre, meu General e escritor, preciso e esclarecedor.
    Eu só acrescentaria, em nome de uma paz que parece cada dia mais distante de ser conseguida – Je suis un être humain!!!
    Um abraço e sucesso,
    Julio Cesar

  16. Joaquim Rocha Diz:

    Caro amigo Bonat
    Como disse um dos comentários acima, “a violência em nome de Deus não é justificável”; nem a discriminação, seja ela qual for. Deus, Alá, Maomé, Jesus ou Buda, não pregaram a violência; esta é atribuída aos seguidores extremistas, como a Inquisição, (na Idade Média) ou os atentados terroristas (acidentes aéreos, execuções transmitidas ao vivo, homens bombas, etc).É serviço para os governos, para os serviços de inteligência e para os líderes das Igrejas.
    Muito oportuna as suas colocações, apesar de vc não querer se manifestar sobre o assunto.
    Abraços do amigo
    Joaquim Rocha

  17. Gabriel Cruz Pires Ribeiro Diz:

    Bonat,
    Parabéns pela abordagem deste tema tão polêmico. A França vai passar por muitas outras dificuldades se continuar apoiando a liberdade de expressão sem responsabilidade, principalmente ofendendo princípios religiosos com radicalismo.
    Se é possível pedir para você escrever algum artigo, deixo a minha sugestão de abordar o fuzilamento do brasileiro traficante na Indonésia + as interferências equivocadas do governo brasileiro + sobre o outro brasileiro que também está no corredor da morte.
    Abs.
    Gabriel (029)

  18. Afonso Pires Faria Diz:

    Que forma brilhante e abrangente de se explicar um fato. Brilhante, abrangente e com conhecimento de causa. Excelente, general.
    Afonso Pires Faria.

  19. Jorge Wilson Diz:

    Meu amigo Bonat,

    Muito bem abordado o assunto. Parabéns pela brilhante colocação.
    Não se pode usar a liberdade para ferir, magoar ou ridicularizar pessoas e suas crenças.

    Grande Abraço,
    Jorge Wilson

  20. Ariel P. Fonseca Diz:

    Caro amigo Bonat
    Meus cumprimentos por mais essa excelente crônica.
    Além de redigida com o seu invulgar talento literário, aborda com objetividade, clareza e sabedoria o problema, criado pelas ofensas fortes e gratuitas do jornalzinho francês antiético, metido a engraçado, em face da fúria assassina de terroristas fanáticos.
    Pobre França!
    Abraços calorosos do seu velho camarada e amigo Ariel.

  21. Roberto Diz:

    Amigo Bonat!
    Gênero, número e grau. Concordo.
    Hoje, mais do que nunca, fico torcendo para nossa diferença, tão vilipendiada pelas esquerdas, principalmente o PT, tenha força para aparar as arestas lapidadas pelo foro de são paulo… (minúsculo, mesmo). Grande abraço. Roberto.

  22. André Dambros Diz:

    Caro e saudoso amigo Gen Bonat.
    Lendo as colocações acima, encontrei uma que corresponde exatamente ao meu pensamento e, para não ser repetitivo, peço ao Sr. EDMAR LUIZ KRISTOCHIK, a quem não conheço, para tornar minhas as suas palavras.
    Estão bebendo do seu próprio veneno outrora produzido.

    Parabéns! Continue nos brindando com seus maravilhosos textos.
    André Dambros

  23. Mário Ivan Diz:

    Caro amigo Bonat, não poderia deixar de concordar inteiramente com você. Repudio com veemência os atos de terrorismo mas, por outro lado, também não concordo com essa pretensa liberdade de imprensa que permite debochar da religião dos outros. A meu ver, regredimos mil anos: voltamos à era das cruzadas. Considero que os dois lados estão errados. Muita gente morreu e ainda vai morrer em conseqüência da malsinada e irresponsável charge. Essa briga é coisa de gente atrasada. Não tem nada a ver com civilização e com democracia.

  24. Nestor Jesus de Sant'Anna Diz:

    Prezado General Bonat
    Por todo o conjunto das suas obras,inspiradas,coerentes e precisas na identificação,abordagem e dissecação do tema e em especial esta,face ao repto lançado, é que eu lhe parabenizo mais uma vez e reafirmo: Je ne suis pas Charlie.
    JE SUIS BONAT !

  25. Margareth R. Bieberbach Diz:

    Acho que os chargistas franceses cutucaram a onça com a vara curta da arrogância (parece uma característica dos humoristas, chargistas, stand ups – que, sentem-se superiores para dizer e desdizer das pessoas, ao que denominam “liberdade de expressão” Receberam uma resposta dos “ofendidos” com a liberdade de expressão que conecem. Infelizmente extrema. Há um velho ditado: quem diz o que quer, ouve o que não quer (ouviram estrondos, infelizmente).
    É como toda a celeuma criada pela pena de morte ao brasileiro traficante. Lamentar quem destrói famílias? No Brasil estão sendo fuzilados às penncas todos os dias… E o que o governo faz? Em prol das famílias lesadas por eles, em prol da juventude que está sendo consumida, em prol de um Brasil que está sendo minado nos seus valores… Margareth

  26. bonat Diz:

    Estimado Bonat,
    Gostei do seu escrito.
    Confesso que estou confuso e precupado, não só com os fundamentalistas radicais do exterior, mas, também com muitos posicionamentos de algumas religiões no próprio Brasil. Temos “xiitas” também. Há muita intolerância. Aonde vamos parar? A própria Imprensa está ameaçada.
    Abs
    Omar

  27. Monteiro Gomes Diz:

    Brilhante. Uma visão lúcida, longe daquelas que os jornais usam para venderem parcialidades e desinformação.

  28. Zatti Diz:

    Ecco! Para que mais explicações? Se houvessem muitos Bonat’s entre a França e a Ásia Menor, a tolerância seria mais cultuada. . .

  29. Luiz Carlos Soluchinsky Diz:

    Liberté, egalité e fraternité é muito bonité (trés joli), mas não se pode esquecer do respeité. Desculpe a brincadeira.

  30. anita zippin Diz:

    muito bom, Hamilton. ainda mais que você foge à mesmice já publicada e conta historinha do trem. vem ao encontro do que penso, hoje pela manhã, na natação eu pensava:”je souis Anita”!!!!
    e você vem falar em je souis brasilien, bem como pensei. afinal, não gosto de dizer que eu sou a charlie e sua depravação desenfreada.
    como diz um leitor seu, o que eles esperavam, flores?
    agora as terão. coitadas das famílias desamparadas. na hora de escrever absurdo e cutucar a onça com vara curta, não mediram esforços. sou contra a morte de jornalistas, pelo motivo que for, mas eu não sou charlie. minha imprensa é parecida com a sua, limpa,honesta e corajosa. mais uma vez, parabéns. Anita

  31. bonat Diz:

    Bonat…
    Agradou… e muito…
    Macedo

  32. bonat Diz:

    GAL BONAT

    TAMBEM PENSO ASSIM, A EUROPA, PRINCIPALMENTE A FRANÇA, COLHEM OS LOUROS DO COLONIALISMO .
    PIRES

  33. M. Inês Diz:

    Olá, Hamilton!
    O colonizador sempre se acha dono de todos os direitos, e ignora que está construindo a HISTÓRIA… E que esta tem consequências, inevitavelmente!
    Se defendemos ser uma ‘fraternidade de iguais’, em nome de que liberdade assumimos o direito de vilipendiar valores essenciais vividos por nossos irmãos?
    Parabéns, amigo!
    Um abraço,
    M.Inês

  34. renato balen Diz:

    Caro amigo Bonat!
    Me solidarizo com teu comentário. Creio que devemos nos preocupar com as atrocidades que se cometem aqui no Brasil, onde, em média, 150 pessoas são assassinadas por dia, a maioria delas vitimas, direta ou indiretamente, do narcotráfico, que hoje representa um poder paralelo em nossa nação. Creio também que a publicidade que os telejornais deram a este fato tem por objetivo de desviar a atenção da população, enquanto isso, aumentam energia, combustíveis, impostos, etc… E o povo brasileiro comovido não se dá conta disso.
    um abraço do amigo renato balen

  35. Vilmar Diz:

    Estimado General Bonat, parabéns pelo brilhante texto.
    Esta liberdade de expressão superlativa, faz-me lembrar do pensamento chinês: não somos obrigados a plantar o que não quizermos, mas somos obrigados a colher o que plantarmos.
    Posso afirmar que 2015 lhe trouxe boas inspirações, e matéria prima é o que não falta.
    Seguindo a esteira do Nestor, atrevo-me a sugerir algo sobre água, que quase não temos enm pra beber, quanto menos pra energia.
    Um gande abraço.
    Vilmar.

  36. Paulo Cesar de Castro Diz:

    Prezado amigo Bonat,
    Cumprimentos pelo título “Je suis brésilien”!
    A União Europeia ( UE )é uma porta escancarada à chegada, cada vez maior, de contingentes migrantes, entre eles os muçulmanos, radicais ou não. São pessoas sem identidade com o passado, a história, os valores e a cultura dos países da UE.
    Observo que o Brasil vive o início de igual fenômeno. Haitianos, bolivianos, peruanos, coreanos, africanos de diferentes origens e outros imigrantes ilegais estão se instalando em nosso país sem qualquer comprometimento com nossa Nação. Não creio que medidas sérias serão tomadas, até porque não creio na seriedade de nossos mandatários.
    O populismo e a demagogia estão instilando no sangue verde-e-amarelo, o veneno do ódio racial, do preconceito de cor, de gênero e de classes. Tomara que continuemos proclamando, todos, “Je suis brésilien”.
    Identifico nosso país como parte da civilização cristã-ocidental, tão ameaçada.
    Vamos lá e “ao combate”!
    Cumprimentos,
    Gen Castro

  37. Francisco Souto Neto Diz:

    Caro confrade Gal. Bonat!

    Concordo plenamente, sob todos os aspectos. A liberdade de uns termina onde começa a liberdade de outros. E a respeito da Revolução Francesa, é sempre oportuno lembrar que os ideais de “liberté, égalité e fraternité” se corromperam muitíssimo depressa, derivando para a nefasta fase do Terror.

    Sem dúvida a situação é muito mais complexa e profunda do que poderia parecer à primeira vista. Meus parabéns pelo brilhantismo do seu texto.

    Um abraço.

  38. Alfredo Cherem Filho Diz:

    Meu Caro General
    Belíssima sua crônica, pena que eles não descobriram que no diálogo e respeito se conseguem muitas atitudes pacíficas e sem rancores, parece que não há solução, pois o ódio cada vez é maior de ambas as partes.
    Obrigado pelo envio.
    Um Grande Abraço.
    Alfredo

  39. Ze smolka Diz:

    Parabens Hamilton
    Um assunto espinhoso, delicado, complexo, foi abordao com muita lucidez e ponderação.
    Voce tomou posição, não se omitiu, mas sem radicalismos. Essa moderação é que está faltando no nosso mundo atual.

  40. ROSELENE FERREIRA Diz:

    OI MEU AMIGO.
    ACHO QUE RESPEITO PELAS CRENÇAS É INDISPENSÁVEL.
    ATÉ EVITAM TRAGÉDIAS,NUM RACIOCÍNIO SIMPLÓRIO…,ME DESCULPE SE NÃO SOU BRILHANTE. SEI QUE ME ENTENDESTE.
    ESCREVES COM UMA LEVEZA QUE ME ENCANTA.
    PARABÉNS !
    BJS.
    ROSELENE

  41. Juliana Bonat Diz:

    Ótima reflexão, pai! É claro que as mortes não se justificam, de nenhum lado! Quando estávamos em Paris em 2014, uma parisiense nos disse que o Brasil era um exemplo para eles, com a nossa miscigenação e convivência pacífica entre povos. Mas, infelizmente, não é assim que pensa a maioria dos franceses. É assustadora a defesa à guerra ao terror que a Europa vem fazendo após esse acontecimento. Sempre me parece que o Ocidente tem como “carta na manga” o terrorismo/fundamentalismo para poder justificar suas guerras…

  42. Diva Malucelli Diz:

    Prezado Bonat, concordo com você…Há limites para estas brincadeiras com os ícones religiosos…não vejo fazerem charge com alguns líderes religiosos como Cristo(que é citado como profeta no Alcorão, e muito respeitado),Buda, Moisés…nem mesmo o Dalai Lama, nem o Papa. Por que a figura de Maomé, é vilipendiada? É óbvio que não concordo com a violência decorrente do que aconteceu, mas deve servir de lição.
    Devemos respeitar os líderes religiosos de todos os povos, pois fazem parte da cultura destes…Muito boa sua crônica, como sempre…abs.

  43. Joaquim Cardoso da Silveira Filho Diz:

    Prezado Hamilton,

    Oportuno e preciso seu ponto de vista sobre o trágico episódio e o cumprimento pelo brilhante texto.
    Liberdade de expressão parece encerrar a ideia de valor absoluto. Todavia, sabemos, na vida tudo é relativo. Talvez tenha escapado aos chargistas do Charlie Hebdo essa sutileza.
    Por oportuno, ressalvo que o Brasil vai deixando de ser o tal “país cordial”.
    Forte abraço,

    Joaquim

  44. ivan furlan Diz:

    Amigo Gal Bonat
    Esses Chargistas, como disse nosso colega, colheram o que plantaram, estavam brincando com fogo, e esta ai o resultado, vi muitas charges ofendendo a religião cristã Católica, onde realmente vimos a falta de respeito como um todo dos chargistas do Charlie Hedbo. Claro que não precisava chegar a este ponto, mas estavam avisados, mas não vai ser uma porta com controle que iria impedir o trágico acontecimento Abc
    Ivan Furl

  45. bonat Diz:

    Prezado Gen Bonat
    >
    > Ao acusar o recebimento de sua mensagem com o Jornal Inconfidência, aproveito para manifestar a excelência de seu artigo.
    >
    > Sim, muito pouco escutei de comentários sobre o extremismo dos cartunistas, colocação que o sr aborda com maestria.
    >
    > Parabéns.
    >
    > Atenciosamente
    > Ilton

Deixe um Comentário