A esquecida morte de 50 mil vira-latas (clique)

Por que atacar o Brasil, se a disputa era entre Assunção e Buenos Aires, que sufocava a economia paraguaia? Seria esta a pergunta que, se pudesse, eu faria a Francisco Solano López. Vai completar 150 anos que ele mandou aprisionar o vapor Marquês de Olinda e trancafiou sua tripulação e passageiros, entre eles o Presidente da Província de Mato Grosso, que sucumbiriam à fome e aos maus tratos na prisão. Pouco mais tarde, milhares de suas fanatizadas tropas tomariam Forte Coimbra, Dourados, Nioaque, Miranda e Coxim, não sem antes ceifar inúmeras vidas.

López deve ter-se apercebido da nossa fragilidade. Éramos um país dividido. A Corte, centralizadora, e as oligarquias regionais, ávidas por autonomia, olhavam-se com desconfiança. Do Imperador tinham tirado o exército. Fracionaram-no em guardas nacionais, subordinadas aos propósitos da elite escravista. O efetivo terrestre não chegava a 20 mil. López deve ter imaginado que seria presa fácil para os seus 50 mil bravos. Havia, ainda, uma cruel divisão entre homens livres e escravos. Ele confiava na sublevação destes últimos. Não contava, aí o seu erro, com o poder aglutinador e a capacidade de mobilização da Coroa.

Apesar de estarem documentalmente registradas, evidências históricas parecem nada valer para certos autores, que, numa autofagia incompreensível, insistem em atribuir ao Brasil a culpabilidade pela sangrenta guerra que se prolongaria por quase seis anos. Segundo eles, influenciados pelos ingleses, fomos os responsáveis, não só por ela, mas pelo extermínio da população masculina do vizinho país.

Não lembram dos mais de 50 mil brasileiros, a maioria muito jovem, que deixaram suas vidas longe do pedaço de chão onde eram amados. Tratam-nos como vira-latas, termo recorrente em demagógicos discursos de líderes políticos nacionais. O eufemista “complexo de vira-latas”, rotineiramente usado, parece-lhes mais agradável do que afirmar que não somos de nada. A conclusão que se tira disso tudo é que somos realmente vira-latas!

Enquanto nossos irmãos paraguaios enaltecem seus mais de 150 mil mortos, não permitimos que os nossos 50 mil descansem, condenando-os ao fogo eterno. Com sua ideologia, carcomido instrumento de dominação externa, brasileiros tentam impor ideias, que não são deles, mas importadas, baseadas em suposições que mascaram a realidade.

Ainda bem que autores há para desmenti-los. “A Maldita Guerra”, de Francisco Doratioto, é resultado de séria pesquisa e revela inexistir comprovação da industrialização guarani. Seu consumo interno era ínfimo. Portanto, afirmar que a Inglaterra queria abrir mercado, patrocinando uma guerra, é algo totalmente ilógico. A falta de lógica é reforçada quando Doratioto revela que, quando o conflito começou, o Brasil tinha relações rompidas com a Inglaterra.Ilustração de João Carlos Bonat
(Ilustração de João Carlos Bonat)

Passa longe de mim a intenção de defender os ingleses, os donos do mundo de então. Muito menos pretendo elevá-los ao altar, pois santos eles nunca foram. Que o digam os indígenas da América do Norte, ou as vítimas chinesas da guerra do Ópio. Com o tempo, sua influência foi diminuindo, menos por aqui, onde continuam dando as cartas, num jogo de um perdedor só: o vira-lata. Quem dá as cartas são suas organizações ambientalistas, aquelas que agem contra o progresso em todo o mundo, menos, e estranhamente, na Europa Ocidental. Fez bem o senhor Putin ao dar-lhes um “chega prá lá” quando tentaram invadir uma plataforma de petróleo russa. Fazem bem os chineses ao não admitirem sua intromissão em sua cozinha. Mas no território brasileiro elas têm livre trânsito, contando com a cumplicidade de autoridades do alto escalão e, até, de pretendentes a tal. Quantos brasileiros mais irão morrer no trecho da Serra do Cafezal da Régis Bittencourt? Até quando permaneceremos sem a energia da usina de Belo Monte? Até quando durará a nossa submissão? A resposta é simples: até o dia em que deixarmos de ser vira-latas.

Mas até mesmo guerras geram avanços. Após a do Paraguai, o Brasil passaria por sua maior revolução política e social. Antecipou-se o fim de quase 400 anos de escravidão, mancha com que os lusitanos e seus descendentes marcaram a nossa história. Sentindo que iriam perder a mão de obra gratuita, apressaram-se em incentivar, com falsas promessas, a imigração de europeus. Entre outros, chegaram poloneses, ucranianos, suíços, alemães e italianos, gente que nunca escravizou e que passaria a viver aqui em regime de quase escravidão.

Os que mandavam no pedaço não demoraram em alcunhá-los coxas-brancas, com o subliminar intento de taxá-los como racistas. Uma vez mais, invertia-se a realidade. Por não conseguir entender, acrescento mais um vira-lata nessa história: este guaipeca que vos fala.

ILUSTRAÇÃO: JOÃO CARLOS BONAT

37 Respostas para “A esquecida morte de 50 mil vira-latas (clique)”

  1. Medeiros Dias Diz:

    Parabens, suas cronicas sempre são gostosas de ler e de entender.Quando vc colocará tudo isto em livro? Aguardarei.

  2. Afonso Pires Faria Diz:

    General comecei a leitura com um certo temor de que o sr. fosse classificar os mortos paraguaios como sendo os “vira-latas”. Ao decorrer da leitura entendi o seu objetivo. Agora vai um conselho. Divulgue este seu texto. Que poder de síntese. Que obra prima. Sabes muito bem o quando eu fico contente em poder apontar um erro para ajudar. Mais uma vez fico privado deste objetivo. Brilhante. Não tem outro adjetivo para este seu artigo. Uma pena que nem 0,01% do povo brasileiro tenha acesso a ele, e em tendo não saberá fazer a devida leitura do conteúdo. Mais uma vez parabéns.
    Afonso

  3. Arioswaldo Trancoso Cruz Diz:

    Parabéns, confrade, por seu belo texto que redime nossa gente de um complexo de culpa injustificado em relação àquela guerra e seus resultados.

    Abração do Arioswaldo.

  4. Albérico Diz:

    Excelente texto, amigo Bonat.

  5. EDMAR LUIZ KRISTOCHIK Diz:

    A deturpação dos fatos é uma característica do ser humano, CADA UM ACREDITA NA VERDADE QUE LHES CONVÉM (geralmente, nunca verdadeira). Hoje, tentam transformar os militares em viras-latas e enaltecer os marginais do passado (OS AUTÊNTICOS DITOS CUJOS), que passaram a ser tratados como vítimas. Primeiro, precisamos expulsar do poder esses petistas comunistas e, depois, acabar com as influências dos OMGs na nossa Amazônia. Tem momentos que bate um desespero na gente, fruto da cultura de tanta mediocridade… como são incompetentes esses petistas comunistas que administram esse país e ainda existe gente que acredita neles…

  6. Alfredo Cherem Filho Diz:

    Meu Caro General
    Gostei muito de suas palavras, sempre coerentes e de bom senso, traçando um paralelo com o presente.
    Um forte abraço
    Alfredo 20.08.14

  7. Vanderlei F Bomfim Diz:

    Gen Bonat, seu companheiro de escrita, da Bahia, o Sr Raimundo comentou que suas crônicas deveriam ser publicadas em jornais de grande circulação. para conhecimento de toda a nação.Abraços. Bomfim

  8. Gustavo Rocha da Silva Diz:

    Prezado General Bonat:

    Gostei muitíssimo e aprendi que, pouco antes da Guerra do Paraguai, o Brasil estava muito mais dividido do que eu supunha.

    O livro de Francisco Doratioto, completamente apoiado em documentos, desmonta ponto ponto “Guerra do Paraguai:genocídio americano”, de Júlio José Chiavenato, este sim, um vira-lata sarnento e hidrófobo.

    Parabéns!

  9. Fernando Soares Diz:

    Caro Gen Bonat
    Parabéns pelo texto, quanto ao endeusamento de Lopez, recomendo a leitura de um livro chamado “A iIdeologia Autoritáia”, escrito por Guido Rodriguez Alcalá, um intelectual paraguaio, colaborador de Francisco Doratioto no livro “A Maldita Guerra”. Guido explica como esse eudesamento de Lopez foi fabricado para legitimar os regimes autoritários no Paraguai e tem gente no Brasil que engole essa pílula. Quanto ao tema ambiental, um dado levantado por um cientista brasileiro, Evaristo de Miranda, disponível em http://www.desmatamento.cnpm.embrapa.br/conteudo/resultadoquant.htm, diz que o Brasil detém 69,4% das suas florestas originais, o segundo colocado é a América do Norte com menos de 35%, a Europa apenas 0,3%, então quem sabe preservar somos nós, os outros têm de vir aqui para aprender, não para dar palpite.
    Um abraço
    Fernando Soares

  10. Margareth R. Bieberbach Diz:

    Gosto muito de ler suas crônicas Sr. Hamilton.Sobre a Guerra do Paraguai fiquei chocada com a realidade dos fatos ao ler “Genocídio Americano” do Júlio José Chiavenatto, uma realidade bem diferente da aprendida na escola. Abraços (Secretária da ACCUR)

  11. Reneu José Kerber Diz:

    Gen. Bonat, gostei do texto. Estou revisando a história de modo geral e a história do Brasil em especial, para melhor entender vários aspectos de nosso passado, haja visto que os atuais detendores do poder estão querendo reescrevê-la da forma como lhes convier. Precisamos resgatar a verdadeira história de nosso passado.

    Parabéns!

  12. Falce Diz:

    Sensacional, Gen Bonat.

  13. Betty Diz:

    Oi Hamilton!
    Como sempre ótimo texto e sempre me esclarecendo mais.
    Parabéns e abraços!

  14. DENISE OLIVEIRA Diz:

    Texto excelente. Tenho gostado muito de suas crônicas.

  15. Lúcia Tonon Diz:

    Seu Hamilton: sem certo constrangimento (!!!), devo dizer que há muito deixei as aulas de História na escola e meu foco nos últimos anos tem sido, o senhor sabe, a Medicina. Então, aprender novamente um pouco sobre a Guerra do Paraguai foi uma grande aula hoje, obrigada!
    O senhor não deixa de me surpreender com sua inteligência e acúmulo de conhecimentos. Um abraço, Lúcia.

  16. Joaquim Cardoso da Silveira Filho Diz:

    Prezado Hamilton,

    As esquerdas daninhas deturpam a História, na tentativa de submeter os fatos às suas empulhações ideológicas.A Guerra do Paraguai não escapou dessa desonestidade intelectual e factual, e muitos brasileiros, por desinformação, embarcam na mentira que nos denigre. Seu excelente texto contesta a falsificação e merece ser divulgado mais amplamente. Parabéns, caro Hamilton!
    Abraços,
    Joaquim

  17. Ronaldo Brito Diz:

    Excelente. O cabo escriba continua dando um banho. Parabéns.

  18. bonat Diz:

    Prezado amigo Gen Bonat.
    Bela crônica, apesar de não ter enaltecido a figura de Duque de Caxias naqueles conflitos. Pena que o Marques de Olinda aprisionado e exposto no Paraguai como troféu não seja repatriado para o Brasil, para integrar e imortalizar os marcos históricos da Marinha Brasileira e seu patrono Almirante Tamandaré. Cumprimentos pela abordagem e, forte abraço do Zartão.

  19. bonat Diz:

    Muito bom texto, Bonat…
    Tomei a liberdade de divulgá-lo no Forum Defesa Brasil sob o tópico “Guerra do Paraguai” para contrapor algumas visões distorcidas que de vez em vez surgem por lá, bem como postei a indicação do link para vosso Blog.
    Grato por compartilhar.
    Romeo

  20. Joaquim Rocha Diz:

    Prezado Gen e amigo Bonat
    Sempre é bom conhecer as opiniões de pesquisadores sobre episódios da nossa história. Um leitor acima deixou seu comentário, dizendo que leu o Genocídio Americano, de José Julio Chiavenato, que também tive oportunidade de ler. Me interessa esse tipo de leitura, para conhecer o outro lado da história, entre elas, crônicas como essa postada por voce. Com o devido respeito ao ilustre Acadêmico, permita-me discordar da última frase.
    Abraços fraternos
    Cel PM Joaquim Rocha

  21. Ariel P. da Fonseca Diz:

    Caro amigo Bonat
    Parabéns por mais essa inspirada crônica. Patriótica e de valor histórico, pois faz justiça ao papel brasileiro na Guerra do Paraguai. E, além disso, mostra a intromissão indevida e interesseira de ONGs “ecológicas” que hoje assombram o Brasil, com a omissão do “governo” petista.
    Fraterno abraço do seu velho camarada e amigo Ariel.

  22. Ailson Oliveira Colossi Diz:

    General sempre me interessa saber desta guerra, porque Brasil Argentina e Uruguai se defrontaram com o Paraguai o
    que houve? Este texto é brilhante como todos os seus, mas, súdito que sou do que V.S. escreve, peço, com a visão de
    grande General que sempre foi e é nos explique o que originou esta absurda guerra, qual a posição do Brasil o
    que fez Duque de Caxias e outros. Muito Obrigado Abração
    Ailson

  23. bonat Diz:

    BONAT:
    URUGUAIANA SEDIARÁ UMA CELEBRAÇÃO DOS 150 ANOS DA RENDIÇÃO PARAGUAIA.
    O ARTISTA PLÁSTICO HERMES ALEJANDRO ARNUTTI DELAPORTA , MEU AMIGO [VEJA NO FACEBOOK] VAI PINTAR UM PAINEL COMEMORATIVO DE 3,00X6,00 m .
    ABRAÇO!
    RENATO

  24. Paulo Meyer Diz:

    Boa noite prezado Gen Bonat. Também comecei a me assustar ao ler o texto: Quem seriam os vira-latas? Uma coisa é certa, tive uma aula de reaprendizado sobre a História do Brasil, e sobre a Guerra do Paraguai. Anotei os nomes dos livros, “A maldita guerra”, “A Ideologia Autoritária” e “Genocídio Americano” que vou procurar no sebo, e comprar, pois adoro fuçar nuances da história, as verdadeiras por mais que nos façam sofrer. abçs Paulo Meyer

  25. Sergio Arzua Diz:

    Parabéns Confrade. Temos que mostrar a pujança daqueles que tiveram a coragem de defender o Brasil e proporcionar pelo menos nossa união geográfica. Abraços.

  26. ROSELENE FERREIRA Diz:

    meu querido amigo,
    mais uma aula de história perfeita ,numa crônica perfeita.
    até me senti aliviada de não termos tanta culpa ,nesta guerra….
    parabéns pelos teus escritos e pelos teu alto gráu de conhecimento.
    abraços da
    roselene.

  27. salim mussi Diz:

    Estimado concidadão
    Como corredor, da LIga Nacional de Defesa, do Fogo Sagrado da Pátria de 1953, intitulado “Retirada de Laguma e Dourados” sabemos do sacrifício do nosso povo nos idos de 1860,gom a invasão paraguaia em nosso Território, seu texto exprime a exatidão histórica.
    Obrigado por manter o fogo da pátria vivo.
    Salim MUssi, Curitiba

  28. bonat Diz:

    CARO GENERAL
    LI COM MUITA ATENÇÃO SEU TRABALHO E PERMITA-ME DIZER:
    UMA VERDADEIRA AULA DE HISTÓRIA DO BRASIL,
    COISA QUE MUITOS BRASILEIROS DESCONHECEM.
    Salomão

  29. Luiz Carlos Soluchinsky Diz:

    Eu achava que sabia bastante coisa sobre a Guerra do Paraguai. Tudo que sei aprendi com o Maj Carneiro (lembra do nosso prof. de historia?). Eu não sabia nada. Agora melhorei meus conhecimentos. Valeu. Um abraço do Solu

  30. André Diz:

    Caríssimo amigo.
    Assim fossemos todos os brasileiros, guaipecas como se denomina. Com certeza nossos feitos do passado estariam sendo rememorados em grande estilo em todo o pais e não somente na fronteira. O Brasil seria outro pais.
    Muito bem lembrado e detalhado. Parabéns !
    Um forte abraço.
    André

  31. Roberto Diz:

    Bonat, muito bom! Lendo e aprendendo! Hoje aprendi mais um pouco! Gostei muito e prossiga na missão. Um grande abraço do amigo Roberto.

  32. Dirso Diz:

    Boa noite, general Bonat.
    Muito esclarecedor, para mim, sua crônica.
    Confesso que pouco sei sobre essa passagem da nossa história, mas também confesso que nunca engoli bem essa história de que os brasileiros foram responsáveis por aniquilar uma geração inteira de jovens paraguaios. Agora sei um pouco mais, talvez o suficiente para acreditar que instintivamente eu estava certo. Mais uma vez muito obrigado pela aula. Grande abraço.

  33. Nestor Jesus de Sant'Anna Diz:

    Amigo General Bonat. Só o Senhor, com sua autoridade, para ajudar a resgatar a verdade. Verdade, paralelamente, que essa comissão da mentira petista tenta a qualquer preço subverter.
    Rezarei pra Santiago , em Compostela, nos livrar dessa mancha vermelha que ora tenta encobrir o nosso verde-amarelo.
    Até a volta.
    Nestor

  34. Laura Vaz Diz:

    Prezado General:
    Nossa! Que bela aula de história! Isso precisava ser divuldado nas escolas. Excelente! Se eu tivesse tido um professor de história que mencionasse os fatos da maneira como o senhor faz, teria valorizado um pouco mais. História era, para mim, uma matéria completamente sem graça.
    Parabéns!
    Forte abraço.
    Laura

  35. Brugalli Diz:

    Prezado amigo. Faço minhas as suas palavras na cônica sobre a Guerra do Paraguai. Duas dicas para quem gosta do tema: “A guerra do Paraguai em números”, de Nylson Reis Boiteux, a quem muito prezo, trabalho publicado na Revista do Clube Militar e a “Ordem do dia n°668, e na qual Marquês de Caxias faz detalhado relatório ao imperador sobre os feitos das armas brasileiras ocorridos na frente paraguaia,em dezembro del868 conhecida como dezembrada. Com apoio o professor Mário Gardelin, publiquei um Caderno Especial com reprodução dos originais,mantendo a linguagem e ortografia da época.Uma das obras confiáveis é a de Doratioto. Também Visconde de Taunay, embora tratando de um episódiopontual, traz dados históricos também confiáveis. Parabéns pelo ângulo abordado e por exaltar os sacrificados Volunários da Pátria.
    Um abraço do Brugalli.
    A OD acima mencionada é de 16.04.1869.

  36. Orivaldo Diz:

    bom dia General. Parabéns pelo belo artigo. Os que acham que eles, os vizinhos, foram os massacrados, querem na verdade, mais uma vez, transferir a truculência para nossas Forças Armadas.

  37. GABRIEL CRUZ PIRES RIBEIRO Diz:

    Bonat,
    Muito interessante sua abordagem sobre tema tão pouco conhecido dos brasileiros.
    Resolvi divulgá-lo no meu facebook.
    Abs.
    Gabriel (029)

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