Voo MH17, um covarde ato de terror (clique)

Estávamos em rigorosa prontidão, numa espera angustiante. Radares e observadores, espalhados por extensa área ao redor da refinaria, vasculhavam atentamente o céu para dar o alerta. Computadores prontos para calcular os dados a serem transmitidos eletronicamente para dezenas de peças, guarnecidas por artilheiros ansiosos para entrar em ação. Apesar de tratar-se de mais um exercício, havia certa tensão. Como nas corridas de Fórmula 1, o que separaria sucesso e fracasso seriam frações de segundo. Não poderíamos falhar. Não queríamos falhar!

O “inimigo” tinha a seu favor a surpresa. Seria dele a escolha sobre o momento e a direção do ataque. Provavelmente, os Super Tucanos surgiriam ao mesmo tempo, de várias direções. Estávamos em nítida desvantagem, o que é normal, pois armas antiaéreas são essencialmente defensivas.

Não é nada fácil abater um avião. Claro que estou tratando de aviões de combate. Derrubar aviões de carreira é ato de covardia, digno de terroristas, que nem passa pela cabeça de tropas regulares, principalmente das brasileiras. Mas sobre isso, falarei mais tarde.

Desde que Santos Dumont (ou os irmãos Wright, segundo os americanos) inventou a maravilhosa máquina que tornaria o mundo pequeno, ela vem sendo aprimorada como estratégico vetor de combate. A Itália foi a primeira a empregá-la. Em 2 de novembro de 1911, seus aviões bombardearam uma coluna militar otomana, na Primeira Guerra dos Balcãs.

Na I Primeira Guerra Mundial, os aviões seriam empregados com mais intensidade. Se, no início do conflito, não ultrapassavam 110 km/h, ao seu final muitos já alcançavam 230. Foram os franceses que primeiro os armaram, de forma a transformá-los, realmente, num vetor de guerra. Roland Garros (ele mesmo, que dá o nome aos famosos torneios de tênis!) afixou uma metralhadora no bico do seu avião, o que lhe permitia voar e, ao mesmo tempo, mirar sobre outra aeronave. Até aí, as ações aéreas, cada vez mais estratégicas e destruidoras, seriam levadas a efeito sem grandes riscos, pois pouco havia em terra para enfrentá-las.

A II Guerra Mundial caracterizou-se por drástico crescimento na produção e desenvolvimento da tecnologia da aviação. Surgiram os primeiros bombardeiros de longa distância e o primeiro caça a jato. A velocidade passou dos 480 para 640 Km/h. A altitude, de 9 mil para 12 mil metros. Porém, havia agora meios capazes de fazer-lhes frente: os canhões antiaéreos. Só para o amigo leitor ter uma ideia, quando comandei a nossa Brigada de Artilharia Antiaérea, conheci, em Guarujá, um senhor já bem idoso, que havia servido numa bateria antiaérea alemã. Segundo me revelou, sua unidade chegou a abater 94 aviões aliados durante toda a campanha. Mas a evolução dos meios de defesa antiaérea não impediria que as populações de importantes cidades fossem castigadas, até o fim do conflito, por violentos bombardeios.

O pós-guerra foi marcado pela corrida espacial. Com ela, houve exponencial aumento das ameaças vindas do ar: mísseis balísticos percorrem milhares de quilômetros; versáteis helicópteros armados estão prontos para realizar traiçoeiras e mortais emboscadas; aeronaves controladas remotamente – os drones – garantem a execução de ataques precisos, com risco zero. Para fazer face a esse crescente perigo, os meios antiaéreos foram sendo aperfeiçoados. Aumentou-se a capacidade de detecção, alcance, potência e precisão. Ao mesmo tempo, observa-se uma tendência à miniaturização do armamento. Já existem mísseis potentes que cabem dentro de uma sacola de viagem. O perigo está aí!

Volto agora aos aviões de carreira e à covardia, digna de terroristas, em abatê-los. Armamentos letais, como mísseis antiaéreos, ao caírem nas mãos desse tipo de gente, tornam-se perigosa ameaça. De essencialmente defensivos, transformam-se em mortais armas de ataque contra alvos indefesos. Por tudo isso, creio que o disparo que derrubou o avião da Malaysia Airlines, só pode ter partido de uma mente terrorista. Matou 298 pessoas, que nada tinham a ver com o imperialismo russo, que vem do tempo dos czares. Sua tentativa de esconder as caixas pretas só reforça essa percepção.

É sabido que o senhor Putin deseja que a Rússia – riquíssimo país, o mais extenso do planeta – volte a ser um protagonista mundial. Azar de quem mora ao lado. Os ucranianos (e outros) sabem bem disso, e há muito tempo. A mesma Rússia que, enquanto União Soviética, apoiava ações terroristas mundo afora, inclusive no Brasil, parece ter voltado aos bons tempos da velha KGB de Putin. Tudo leva a crer que ele tentará acobertar seus aliados da pobre Ucrânia. Mas, se não foram eles que mataram os passageiros do voo MH17, quem mais poderia ter sido? Militares russos? Talvez… Os familiares das vítimas jamais os perdoarão, mesmo que justifiquem seu ato criminoso como sendo uma prova de amor à eternamente expansionista Grande Mãe Rússia.
(A terceira e a quarta fotografias são de aviões controlados remotamente – “drones” – fabricados por uma equipe de militares do 3º Grupo de Artilharia Antiaérea, de Caxias do Sul. Eles são utilizados como alvo em exercícios de tiro real)


(Pintura de Jean Baptiste Debret, gentilmente enviada pelo Tenente Paulo Geraldo Meyer, e que representa as origens da Artilharia Antiaérea no Brasil)

42 Respostas para “Voo MH17, um covarde ato de terror (clique)”

  1. Dangui Diz:

    Caro Bonat
    Muito interessante sua abordagem porque ao lado de dados históricos relevantes aponta responsabilidades que não podem ser afastadas, apesar de ainda não comprovadas. Abs. Dangui

  2. Marco Balbi Diz:

    Ótimo.

  3. Deybson Bitencourt Diz:

    Ótima reflexão General. Parabéns, não só por este, mas por todo o seu trabalho, sou um grande admirado.
    Um forte abraço!

    Umuarama, PR.

  4. Brugalli Diz:

    Meu caro amigo. Como é bom ler suas crônicas. Uma aula de artilharia antiaérea. Uma de história sintética, mas abrangente, das I e II Guerras Mundiais. Um repúdio (próprio dos grandes homens) aos terroristas assassinos e covardes. Uma lembrança de que a Rússia não é mais a mesma URSS mas dela conserva o instinto selvagem, dominador e opressor do comunismo seja soviético, seja chinês, seja cubano(cujo líder encontra casa e comida na intimidade da residência presidencial brasileira). Vamos continuar alertando para que o Brasil acorde e expurgue os maus brasileiros acobertados à sombra do poder.
    Um abraço do amigo Brugalli.

  5. amaury koschinski Diz:

    Caro amigo General Bonat: Confesso que nas poucas linhas desse script está uma aula de defesa aérea; uma demostração de conhecimento militar principalmente de ARTILHARIA que o forte de seu conhecimento, como também de aviação e finalizando com um lembrete da Velha União Sovietica que a Russia atual não se desvinculou.
    Um abração.
    Amaury

  6. Nestor Jesus de Sant'Anna Diz:

    Prezado Amigo General Bonat.
    Seu abalizado relato histórico,elencado com a habitual excelência,desemboca no problema de todos nós. Armas letais na mão de sociopatas, que por justificativas diversas servem-lhes também como meios de prazer;além de veículos para atingir a onipotência subjetiva. Como fuzis brandidos nas mãos dos já milhares de bandidos, empoleirados por estes promontórios urbanos brasileiros. Em relação ao Putin a nossa “Presidenta” o afagou carinhosamente quando da reunião do BRICS, cá na nossa Terra de Santa Cruz. Quem sabe nessa nova escalada da “Guerra Não Tão Fria” o Brasil se alinhe marota e abertamente ao lado dos “Vermelhos”(a Dilma adora um taierzinho rubro) e os efeitos negativos do fiasco da seleção de futebol na sua cotação à reeleição sejam então revertidos. Enfim, no Brasil TUDO É POSSÍVEL .
    Abraços da Turma de Santos, das famílias Avian, Sampogna e Sant’Anna,ainda saboreando mentalmente o churrasco de 18 passado.

  7. bonat Diz:

    Caro amigo Gen Bonat.
    Sua fala remete a um verdadeiro artilheiro antiaéreo. Coitados dos passageiros, tripulantes e sua famílias do trágico Voo MH17 colhidos inocentemente e de surpresa, cujos autores, certamente estão apoiados por uma grande potência, como refere seu artigo. A propósito de artilheiro antiaéreo, seu então quartel 3º GAAAe esteve ai em Curitiba por ocasião dos jogos da copa para defender o espaço aéreo, mas, pelo visto, nenhuma aeronave foi derrubada. Parabéns pelos escritos e, forte abraço do Zartão.

  8. Paulo Cesar Diz:

    Perfeito, meu amigo. A Rússia continuará a aparecer mundialmente usando Qq recurso. Abrs.
    OCesar

  9. Gustavo Rocha da Silva Diz:

    Prezado General Bonat:

    Sua crônica toca em dois nervos expostos: as armas potentes e pequenas em mãos de terroristas e o expansionismo russo, neste momento aliados. A Rússia deita olhares cobiçosos nos países bálticos que um dia dominou, quer como Império, quer como União Soviética. Parabéns pela acuidade.

  10. Avelleda Diz:

    Excelente!!!Abrs.

  11. Marcio Fortes Diz:

    Prezado amigo,
    Gen Bonat.

    Muito bem colocado,…. os pontos nos isss…
    Mas nao esqueçamos que neste voô fatídico, tinha o “expert” e mais 29 amices, detentores de conhecimentos profundos que os “LABORATORIOS”, dos famosos remedinhos amenizadores do HIV e AIDS, odiavam! Coisa pra se pensar! Nao existem alvos, existe sim razoes economicas e politicas nestes novos tempos..
    F Abraço.
    Marcio

  12. bonat Diz:

    Muito bom, amigo Bonat! Há, em seu excelente artigo, relevantes enfoques de História Militar, em especial acerca do emprego do avião. Muitas palmas! A propósito, elaborei um trabalho para a revista Verde Oliva sobre as contribuições da I GM para a Arte da Guerra. Acho que soltarei para a minha lista amanhã ou depois de amanhã.
    o mais amigo dos abraços deste seu admirador,
    Soriano.

  13. Angelo Dal Pont Diz:

    Excelente como sempre.

  14. Juan Koffler Diz:

    Caro amigo Bonat,
    Lhe felicito por sua exposição. Concisa, clara, informativa, sem tendenciosidades.
    Venho alertando em meus artigos, insistentemente, que as estratégias político-bélicas da Rússia de Putin representam um retrocesso rumo à versão pós-moderna da guerra fria, que agora poderia se denominar, mais acertadamente, de guerra eletrônica.
    De outro ângulo – embora com o mesmo foco estratégico – a consolidação dos BRICs sob o manto “pacífico” de um pacto entre nações emergentes, é o mais ostensivo engodo político internacional, curiosamente menosprezado em seu potencial poder destrutivo. Une-os, dentre outros determinantes, a regência do patético símbolo russo da foice e do martelo; patético e capcioso.
    Assim, não é de se estranhar a gravíssima ocorrência da derrubada assassina de um avião de passageiros, certamente que comandada (ou permitida) pelo premier russo, ceifando a vida de 249 pessoas inocentes e que nunca será efetivamente elucidada, por motivos óbvios.

  15. CARLOS BOCH Diz:

    O que parece é que terrorismo a identidade destruidora cresce pela mentira e a informação o grande bombardeio que não se sabe de onde vem.

  16. Anatoli Oliynik Diz:

    Prezado General Bonat:

    Ótimo artigo. Parabéns!
    Permita-me complementar com uma informação: os terroristas que estão no leste da Ucrânia não fazem parte da população civil, mesmo que ela seja constituída significamente de origem russa e que por lá aportaram desde os antigos czares para dominar a Ucrânia e anexá-la ao Império Russo. A miscegenação entre russos e ucranianos no leste da ucrânia é muito grande e secular. Embora a maioria fale russo, há centenas de milhares de ucranianos legítimos que nem sabem mais falar a língua pátria – o ucraniano – mas o sanguem continua ucraniano. Estão lá e não tem desejo algum de serem anexado à Russia. Essa é uma historinha para inglês ver de jornalistas engajados e outros interesses políticos em questão.
    Os terroristas que estão no Leste da Ucrânia, infiltrados no meio da população, como se fizesse parte dela, são militares mercenários chechenos e russos que lutaram na Georgia, no Afeganistão e agora na Ucrânia, a soldo da Rússia e sob o comando de Putin, o psicopata megalômano e assassino.

  17. Anatoli Oliynik Diz:

    Prezado General Bonat:

    Ótimo artigo. Parabéns!
    Permita-me complementar com uma informação: os terroristas que estão no leste da Ucrânia não fazem parte da população civil, mesmo que ela seja constituída significamente de origem russa e que por lá aportaram desde os antigos czares para dominar a Ucrânia e anexá-la ao Império Russo. A miscegenação entre russos e ucranianos no leste da ucrânia é muito grande e secular. Embora a maioria fale russo, há centenas de milhares de ucranianos legítimos que nem sabem mais falar a língua pátria – o ucraniano – mas o sangue continua ucraniano. Estão lá e não tem desejo algum de serem anexado à Russia. Essa é uma historinha para inglês ver de jornalistas engajados e outros interesses políticos em questão.
    Os terroristas que estão no Leste da Ucrânia, infiltrados no meio da população, como se fizesse parte dela, são militares mercenários chechenos e russos que lutaram na Georgia, no Afeganistão e agora na Ucrânia, a soldo da Rússia e sob o comando de Putin, o psicopata megalômano e assassino.

  18. Paulo Meyer Diz:

    Prezado Gen Bonat… De repente, me faltam palavras para expressar o que sinto, ao ler esta magnífica crônica!!! Fico entre a perplexidade ante um ato de terror desta ousadia, e a minha paixão por aviação, cultivada desde tenra infância…
    O senhor escreve como um veterano artilheiro, e também conhecedor profundo dos artefatos aéreos (aviões, drones, mísseis,etc…) e senhor das nuances históricas a cerca do avião, desde os primórdios desta descoberta (pra não dizer invenção…), até os dias de hoje. um grande e forte abraço! Paulo Meyer

  19. Isaac Lawder Diz:

    Parabéns pela matéria, isto mostra o quanto estamos a mercê destas tomadas de posição extremista, um abraço

  20. Dirso Diz:

    Bom dia, general Bonat.
    Mais um excelente artigo. Mais uma aula. Obrigado por partilhar desses ensinamentos esclarecimentos.
    Dirso

  21. bonat Diz:

    CARO GENERAL BONAT
    LI SEU ARTIGO ATENTAMENTE E SENTI SUA INTENÇÃO EM ALERTAR AQUELES INCAUTOS QUE O PERIGO ESTÁ NO AR…
    Salomão

  22. Fernando D´Amico Diz:

    Bom dia, General Bonat, meu amigo!
    Parabéns pelo artigo. Muito esclarecedor principalmente para os leigos em artilharia anti-aérea e formas de terrorismo.
    Vou difundir.
    A proposito de Putin e seus aceclas, os separatistas proclamaram a Republica Popular de Donetz, não sei se essa é a grafia correta, mas é um alerta: Republica Popular significa que o comunismo não acabou, como muitos dão a entender. E nosso vizinho bolivariano a Venezuela comprou equipamento russo similar ao que derrobou o avião da Malasian Airlines. Para que eu não sei, só desconfio.
    Abraço

  23. Alfredo Cherem Filho Diz:

    Meu Caro General
    Pela sua explanação não há a mínima possibilidade de engano, portanto sua conclusão de que são
    Terroristas e covardes é exata, em muitas vezes o ser humano é cruel e não tem o bom senso de agir de igual para igual, cometendo atrocidades, é muito triste este ataque a inocentes, que certamente ficará sem solução.
    Obrigado pelo envio
    Um forte abraço
    Alfredo 23.07.14

  24. Osório Diz:

    Meu estimado amigo Bonat

    Em poucas linhas, uma bela aula da evolução da aviação de guerra e da defesa antiaérea, parte essa que você tão bem domina.
    Todos sabemos que não existe vácuo de poder. Alguém o ocupará, para o bem ou para o mal. No atual contexto internacional, estamos sem o grande “Sheriff”, pois o presidente Obama está retirando os Estados Unidos das grandes crises mundiais. E não adianta apenas dizer que está “indignado a mais não poder”. A situação se agrava no Egito, na Síria, no Iraque, no Afeganistão, na Ucrânia, na Faixa de Gaza. A Rússia e a China, mesmo com grandes territórios, mostram desejo de expansão, o que é comum em governos ditatoriais. Contra os Estados Unidos, todos agora se assanham, pois parece que lá também foi imposta a lei contra a palmada. Até a Coreia do Norte e a Venezuela sabem disso.
    Em relação ao terrorismo, a tendência será o agravamento. E vários terroristas estão sendo soltos pela nova política de frouxidão americana. Alguns dos mais perigosos ficarão bem perto do nosso país, sendo recebidos, provavelmente como heróis, no vizinho Uruguai. Mas, nisso, saímos na frente, com o asilo dado ao terrorista italiano Cesare Battisti.
    No entanto, nos países ainda democráticos, sempre resta a esperança da alternância do poder, com a realização de eleições livres.
    Os seus leitores agradecem as excelentes crônicas, que nos mostram o cotidiano do Brasil e do mundo, nos seus bons e maus momentos.
    Fraterno abraço do amigo de sempre. Osório

  25. André A. Dambros Diz:

    Como sempre, caro amigo Gen Bonat. Seus artigos veem de encontro aos meus pensamentos e é gratificante ler ou ouvir e arrebanhar conhecimentos sobre o que se gosta. Além disso, uma profunda lição sobre aviação e Artilharia Antiaérea, que convivi mas não com esta riqueza de detalhes, já que a minha área era outra. Concordo também com o Sr. Márcio que nos resta pensar também na história do interesse comercial. O HIV
    Um forte abraço.
    André

  26. Joaquim Rocha Diz:

    Prezado amigo Bonat
    Voce tem toda a razão ao referir-se à tecnologia como arma para o terrorismo.O caso do vôo MH17, da Malaysia nos remete ao conflito entre israel e palestinos,onde a tecnologia israelense consegue interceptar os mísseis palestinos, consequentemente há menos baixas civis do seu lado, e remete também ao outro avião da mesma Empresa, que ainda não foi localizado, graças às tecnicas supostamente empregada pelos terroristas. Infelizmente a tecnologia e a informática servem tanto aos agentes da lei como aos do crime.E entre este embate tecnológico, entre o bem e o mal, as vítimas são as pessoas que nada tem a ver com tudo isso, isto é, os conflitos extrapolam suas fronteiras. O que fazer? A resposta está na própria tecnologia.
    Abraços do amigo
    Joaquim Rocha

  27. Yonder Diz:

    Grande Hamilton.

    Excelente artigo. Uma perspectiva interessante e abrangente.
    Vai direto ao ponto de um assunto delicado e sensível aos dias atuais.
    Novos tempos, novas guerras…

    Abs

    Yonder

  28. Afonso Pires Faria Diz:

    Este mistura de história com atualidade, está fazendo de seus textos uma obra prima. Parabéns general.
    Afonso

  29. Jaeme Gonçalves Diz:

    Muito boa a abordagem. A “roda cíclica” da humanidade iniciada em tempos antanhos reaparece com novas “feições”…! A inquietação impulsiona a beligerância bélica tecnológica, fomenta a industria marcial, e leva a humanidade a polvorosa, com retirada precoce da vida daqueles que estão alheios ao fomento de um pensamento engessado nos grilhões do arrebatamento da liberdade segura de ir e de vir…! Parabéns!

  30. Edmar Diz:

    O home é lobo do homem. Como podem ser tão cruéis…

  31. bonat Diz:

    Ao amigo Bonat
    Inteligente, oportuno, abrangente e com as avaliações do Anatoli e do Marcio, perfeito.
    Prossiga como sempre.
    Um abraço. Renato

  32. Paulo Cesar de Castro Diz:

    Vibrante artilheiro antiaéreo, Bonat,
    Cumprimentos pela abordagem com conhecimento de causa.
    Minha adesão incondicional à sua posição sobre a covardia repugnante dos terroristas que abateram a aeronave em questão.
    Para reflexão deixo uma pergunta: por que o governo brasileiro não repudiou veementemente o ato abominável praticado por criminosos da pior laia?
    Saudações antiaéreas,
    Gen Castro

  33. bonat Diz:

    Bom dia Sr. Hamilton
    Agora veio o link.
    Parabéns pelo texto, por seus conhecimentos, por sua expressão. Gosto muito de ler seus artigos.
    Abraços
    Margareth R. B.

  34. Carlos Gama Diz:

    Excelente!
    Pares da excelência do conteúdo e das informações interessantes prestadas pelo amigo, estão alguns dos comentários, que nos situam em meio a esse campo minado e que tende a explodir ao primeiro passo em falso.
    Preocupa-nos o hoje, mas nos estarrecem as possibilidades sobre o amanhã. Se houver!
    Parabéns pela matéria e pelo alerta.
    Continue, sempre!
    Receba o meu fraterno abraço.

  35. Paulo Meyer Diz:

    Prezado Gen Bonat, ficou realmente ilustrativa, a postagem da gravura do índio no blog. Mas insisto em com um desenho, mais estilizado, digamos, e com a inestimável acessoria de meu frofessor Altair Viana. Aproveito para acrescentar que, é muito oportuna e completa, a declaração do Sr. Osório, a cerca do cenário mundial, em franca beligerância, onde os EE UU adotam a lei contra a palmada, e etc; e também elogio o comentário do Sr Márcio, que cita a história do interesse comercial, o HIV. att Paulo Meyer

  36. Joaquim Cardoso da Silveira Filho Diz:

    Prezado Hamilton,

    Parabéns pelo excelente texto, do qual se extrai, ao lado das considerações sobre o delicado momento das relações internacionais, interessante resumo dos últimos cem anos da história militar e evolução dos armamentos.

    Fica, de tudo, a perplexidade diante da estupidez nefanda dos atos terroristas. E diante da incapacidade humana de evoluir moralmente, é inevitável pensar que a Criação deveria ter se encerrado no quinto dia.

    Mas é preciso que sejamos otimistas: dias piores virão.

    Forte abraço,

    Joaquim

  37. Paulo Meyer Diz:

    Acabo de olhar melhor, e ver as fotos postadas, que mostram os aviões controlados remotamente com o propósito de conduzir, arrastar, em vôo, as birutas de pontaria, para o exercício do tiro antiaéreo. Muito ilustrativo, meu caro General.
    Brinquei por alguns anos, com meu querido tio Ivo, com aviões por controle remoto, e também os controlados por cabo de aço, os tais “U-Control”, e conheço bastante estes “brinquedos”. Também construí muitos deles. Mas, a brincadeira acaba ficando muito cara, e a gente termina por “se aposentar”.
    Mas acrescento que, estes “drones”, como o senhor subscreve nas fotos, tem tudo para terem sua construção e controle, motorização, e etc, idênticas aos aeromodelos radiocontrolados, dos quais existem, hoje em dia, modelos enormes, com motor a gasolina, quase na escala de um por um, ou seja, do tamanho real do avião… fica o registro. abração Paulo Meyer

  38. Paulo Meyer Diz:

    Muito interessante e oportuna ainformação adicional,que postou o Sr. Anatoli Oliynik, a cerca da real origem dos terroristas ao leste da Ucrânia. Infelizmente, temos sempre que pesar toda a informação que nos chega pela mídia, muitas vezes manipulada por interesses distorcidos, amestrados, emoldurado por jornalistas engajados e mal intencionados, interessados em tudo, menos na fiel e correta informação. abçs Paulo Meyer

  39. Guilherme Fregapani Diz:

    Meu caro amigo, bom dia.
    Como sempre, gostei muito desse seu artigo.
    Meus cumprimentos.
    Fregapani

  40. Luiz Carlos Soluchinsky Diz:

    Bela explanação sobre Artilharia anti aérea feita por alguém que realmente manja do assunto. Muito boa a crônica e também os comentários de seus amigos. Valeu! Um abraço

  41. ROSELENE FERREIRA Diz:

    MEU AMIGO.
    ÓTIMAS AS TUAS COLOCACÕES. CERTEIRAS .
    MINHA OPINIÃO,SINGELA, ” PEOPLE ARE CREAZY “…… INFELIZMENTE…
    UM ABRAÇO.
    ROSELENE.

  42. Laura Vaz Diz:

    Caro general:
    Mais uma excelente aula de um grande mestre.
    Parabéns e forte abraço.
    Laura

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