Sobre vaias, lágrimas e cousas (clique)

Há tempo, e bota tempo nisso, no Colégio Militar do Rio de Janeiro, havia uma disciplina de nome estranho: “cousas”. A escolha de quem caberia ministrá-la recaía sobre os decanos do corpo docente, que a acumulavam com as matérias que já ministravam regularmente. Ao pesquisar nos antigos boletins do colégio, descobre-se que as tais “cousas” nada mais eram do que a experiência acumulada ao longo de uma longa vida, que seria transmitida aos jovens alunos pelos professores mais velhos. Assuntos como casamento, economia familiar, poupança, profissões, vícios, importância do estudo, de levantar-se após as quedas, de ser mais do que ter, do respeito devido às pessoas, às crianças, às senhoras, aos mais velhos, do zelo com os bens alheios, fossem públicos ou privados, da ajuda aos mais necessitados, do comportamento em sociedade, dos cuidados com a saúde, enfim, sobre o bem viver. É bem possível que outras escolas, além das militares, adotassem o mesmo procedimento.

Mas para que tratar de um assunto com cheiro de naftalina, de uma figura que, de há muito, deixou de existir? Além do mais, com o tempo, nossa sociedade passou a considerar o velho e seus conselhos dispensáveis. Alguns dirão ainda mais: a maioria deles não consegue, sequer, manusear um “tablet”. E, para reforçar seu argumento, nos lembrarão que as modernas escolas dispõem de equipes multidisciplinares, compostas, entre outros especialistas, por psicólogos e psiquiatras, encarregados de orientar os alunos. Só nos resta concordar, mas apenas parcialmente. Se lhes sobram títulos e diplomas, falta-lhes a experiência, que só a vivência é capaz de proporcionar.

O que me levou ao tema foi o assunto do momento: futebol. Debate-se as razões do choro de alguns badalados jogadores da nossa seleção. Sabe-se da dificuldade de passar pelas peneiras futebolísticas. São milhares de candidatos, a maioria de origem humilde, para pouquíssimas vagas. Os escolhidos têm que dedicar-se integralmente, não sobrando tempo para o estudo. Em torno deles, orbitam empresários e marqueteiros, ávidos por contratos milionários. Para favorecer seus “apadrinhados”, não perdem tempo em atribuir-lhes títulos, como imperador, magnífico, estupendo e outros ainda mais maravilhosos. A repetição é tanta, que o próprio atleta acaba por se enxergar como tal, isto é, ele passa a se considerar um “magnífico”. A partir daí, seu carro tem que ser magnífico, assim como sua casa, suas mulheres, seus brincos, seu penteado, numa ostentação totalmente deslocada da realidade.

Lágrimas são a mais espontânea manifestação do sentimento humano. Suas causas são variadas. Aquelas, após o difícil empate com o Chile, creio terem sido o resultado da constatação de uma realidade: nossos atletas descobriram que não eram assim tão magníficos quanto supunham. Os psicólogos estão tentando encontrar suas razões. A mim parece que foi a ausência do velho professor de cousas.

Das arquibancadas, no mesmo jogo, viria outra constatação de quanto a sua falta nos tem sido prejudicial: as vaias ao hino chileno. Ora, se somos os anfitriões (mesmo se não fôssemos), não caberia tal manifestação de hostilidade aos nossos convidados. Repetiam-se, para comprovar nossa falta de civilidade, os apupos na cerimônia de abertura à presidente da república. Qualquer professor de cousas não os aprovaria, mesmo se a autoridade em questão fosse merecedora. Não era o local nem o momento adequado para aquele tipo de protesto.

O que se espalha por aí, é que a Copa já tem um vencedor: o Japão. Sua torcida, terminados os jogos (acrescente-se que eles não venceram nenhum), preocupava-se em catar o lixo que havia espalhado. Os orientais têm, culturalmente, a tradição de respeitar e ouvir os conselhos dos mais idosos. Quem sabe, sua exemplar atitude não tenha sido aprendida com um velho professor de cousas.

60 Respostas para “Sobre vaias, lágrimas e cousas (clique)”

  1. Isaac Lawder Diz:

    Parabéns pela crônica, muito bem elaborada

  2. Roberto Diz:

    Bonat, muito bom! Parabéns, como sempre.
    Repito o que já postei aqui mesmo: falta ao nosso povo educação… Muita educação!
    Como gostaria de ver os brasileiros limpando os locais onde ocupou, antes de deixá-lo… Será que veremos esse upgrade educacional, liderado pelos professores de cousas? Estou descrente… Parece que a educação engatou marcha a ré… Um grande abraço. Roberto.

  3. Luiz De Zorzi Diz:

    Realmente, está faltando a matéria/cadeira “cousas” em nossas escolas (casa,fundamental,universidade),estamos estupefatos de magníficos, fenomenais, bombásticos,etc. Atrevo-me a dizer que já não existem mais esportes, estamos em uma era de negócios esportivos, de títulos, de grandezas (que não existem), não existe mais a possibilidade de praticar algum esporte, faz-se necessário ser extremamente competitivo e profissional, caso contrário se passa vergonha e serve para qualquer brincadeira, até golfe ou tênis nos clubes, etc…Os esportistas se transformaram em produtos, gostaram mas não estão emocionalmente adaptados para a vida e até mesmo para as competições mais acirradas e de nível técnico similar.

  4. Marcelo Gurgel Diz:

    Excelente artigo.

  5. Carlos Alberto Peron Ramos Diz:

    Perfeito, suas cousas foram selecionadas com maestria, em muito superior à dos infelizes jogadores.

  6. Alexandre Diz:

    Excelente seu texto! Espero me tornar um professor de cousas ao menos para os meus filhos, bem como passarei a considerar meu pai como tal.

  7. Juliana Bonat Diz:

    Muito obrigada pela aula de “cousas”!

  8. Luiz Cláudio Diz:

    Caro Hamilton
    Poupo elogios para não parecer repetitivo.
    A ausência de valores novos para ocupar espaço dos antigos, que alguns consideraram obsoletos, criou um vazio que a sociedade está tendo dificuldade para entender. É preciso compreender que o velho não é descartável, quando muito renovado por usos e costumes adaptados a realidade de novos tempos.

  9. Marco Balbi Diz:

    Muito bom, como sempre!

  10. Betty Diz:

    Caro Hamilton:
    Diante do explanado, só tenho a dizer: que volte o professor de “cousas”!Quem sabe as coisas mudem.
    Abraços

  11. Gustavo Rocha da Silva Diz:

    Prezado General Bonat:

    A disciplina “Cousas” não é do meu tempo de Colégio Militar do RIo de Janeiro (1959-1965), o que lamento. Não tenho dúvida de que seria um indivíduo melhor se a houvesse cursado. Mas sejamos francos: estivesse eu presente no Itaquerão, teria xingado D.Dilma com ou sem “cousas. Foi uma catarse coletiva, e das boas!Enquanto isso o Japão nos dá impressionantes lições de educação.

    Um abraço.
    Gustavo

  12. Brugalli Diz:

    Caro amigo. Cousas (e quantas!)nos faltam. Se elas retornarem e quanto antes, certamente nossos jovens, nossos governantes (principalmente eles), nosso Poder Legislativo e nosso Judiciário não seriam o que são. Chega de faz de contas. Queremos COUSAS JÁ! Parabéns por ir buscar no fundo do baú um argumento irretocável para um tema tão atual como a Copa do Mundo. Torçamos!
    Um abraço do Brugalli.

  13. Altair Diz:

    Nesse mundo em que o individualismo e o egocentrismo imperam, é salutar saber que ainda existem aqueles para os quais respeito e o preocupar-se com o próximo são valores inegociáveis. Parabéns!

  14. Guilherme Diz:

    Caro chefe …ótimo texto.De fato, há talento de sobra nessa seleção, tanto quanto falta de uma boa aula de ” cousas”. É um mal do nosso tempo. Chega-se logo aos píncaros da glória, efêmera diga-se de passagem, sem nunca ter experimentado uma boa sessão de Acuidade visual e auditiva no alto de algum morro da vida para aprender a ouvir e a ver. Galga-se a fama , sem ter substância para tal. Basta um CHi-Chi-Le-Le pela frente para mostrar de que se é feito.

  15. bonat Diz:

    Bonat….
    Que beleza…
    Penso que as “cousas” seria mais importante para a formação do homem que os conhecimentos acadêmicos.
    Pegando uma carona sobre o choro: dizia meu avô que o homem pode até chorar; só não pode chorar quando o choro é o cacarejar como galinha no terreiro que precisa se cantar como galo. Os nosso jovens estão cacarejando;
    Outra carona: para os orientais, chineses e japonese e em particular aos japonese, as famílias são compostas por avós, pais e filhos; os pais trabalham e as crianças são educadas pelos avós; nós ocidentais, temos como família pais e filhos … e agora até isso está mudando. As Cousas são praticadas pelos japoneses… vivenciei isso bastante porque Campo Grande sempre foi uma ilha de judeus cercada de japoneses por todos os lados…
    Abç e Parabéns. Macedo

  16. Nádia Burda Diz:

    Caro Bonat,
    Talvez por isso os colégios militares sejam tão invejados? Lá as cousas ainda estão em uso. Nós, professores de escolas normais, temos q seguir a cartilha vigente. Proteger, proteger, e proteger….

  17. bonat Diz:

    Grande Bonat,
    Como sempre, muito bom. Você tem razão, falta-nos gente que eduque, no sentido amplo da palavra. No momento, somos uma nação de deseducados, embora muitos tenham ampla gama de conhecimentos.
    Forte abraço, Lalau

  18. bonat Diz:

    Caro Bonat,
    Gostei muito.
    Um abraço
    Joanor

  19. bonat Diz:

    Bonat
    Excelente, você tocou no ponto “G”
    abraços,Kuyven

  20. Afonso Pires Faria Diz:

    General, estas me deixando frustrado. Gosto muito de fazer uma crítica, fazer uma correção aqui, outra acolá. Mas ultimamente não tens me deixado nenhuma breja para tal.
    Parabéns.
    Afonso

  21. Paulo Cesar de Castro Diz:

    Meu amigo Bonat,

    Excelente abordagem, como de hábito. Algum dia, quem sabe, seremos “japoneses”. No mais, com toda a falta de educação e para ser bem sincero, gostei dos xingamentos.
    Um abraço,

    Gen Castro

  22. Nina Maria Marach Carpentieri Diz:

    Como sempre, muito inspirado! Nossos jogadores deveriam ler. Abraço forte!

  23. Medeiros Dias Diz:

    Parabens pela cronica; realmente isto é uma verdade, já não se faz brasileiros como antigamente.Quem não tem educação e nem respeito aos seus convivas não merece a nossa admiração. Quando já fizeram de nossa Bandeira pano de chão, o que esperar dessa gente.Voltando ao que interessa,continue com suas belas e corretas cronicas que muito lhes engrandecem.

  24. bonat Diz:

    Caro General Bonat,
    Acolhendo sua crônica, envio abaixo outra, sobre um episódio interessante para o Brasil.
    Sds., Rafael de Lala.

    Bandeira, a força do símbolo do Brasil
    Símbolo nacional cuja presença traz, para os brasileiros, “a lembrança da Pátria” – como evoca o hino – a Bandeira do Brasil teve seu simbolismo reafirmado num episódio do recente terremoto que devastou o Haiti em 2010.
    O caso é narrado por João de Melo Longuini, sargento do Exército Brasileiro em missão de paz no Haiti, onde atuava como condutor de veículos blindados desde a primeira missão, em 2004. Na segunda vez em que esteve naquele país do Caribe, faltando quatro dias para encerrar sua presença e retornar ao Brasil, enfrentou uma situação terrível: o terremoto.
    Longuini, após se refazer do tremor, apresentou-se como voluntário para um oficial que precisava percorrer as bases brasileiras – todas com sua comunicação por rádio cortadas pela catástrofe. Seguiram em uma viatura de transporte de tropas e, à medida que percorriam as ruas esburacadas e cheias de destroços, iam recolhendo feridos que clamavam por ajuda.
    “A situação que mais me marcou – depõe o sargento brasileiro – foi a de uma menina coberta de sangue, mais ou menos da idade da minha filha na época. O pai da criança veio falar comigo, mas eu não o entendia”. Exasperado ante o pedido de socorro de um pai cuja língua (o dialeto crioulo dos haitianos) ele não compreendia, sem pensar muito ante a dolorosa emergência, o militar teve um gesto quase automático.
    “Apenas retirei a bandeira do Brasil da minha farda e dei para ele. Não sei porque fiz isso. Mas ele entendeu que significava que não iríamos abandoná-los”.
    Ato contínuo, voltando para a base do Exército Brasileiro, os dois militares deixaram os feridos aos cuidados dos médicos do batalhão e foram adiante, para outras ações humanitárias. Longuini ainda voltaria ao Haiti em uma terceira estada, agora em 2014, quando a presença da Força de Paz da ONU comandada pelo Brasil completa dez anos. Porém não esquece o episódio de 2010, quando o simbolismo do nosso pavilhão superou a barreira das línguas e ajudou a salvar a vida de uma criança.
    Resumo: Rafael de Lala; fonte: Folha de S. Paulo, “Brasil no Haiti – 10 anos – Minha História, João de Melo Longuini”, 31mai14.

  25. EDMAR LUIZ KRISTOCHIK Diz:

    O choro é uma eclosão de algo reprimido. Os nossos jogadores, antes da copa, eram considerados os melhores do mundo, mas após alguns jogos, caíram na realidade da mediocridade, as seleções que constituíram esse mito na Copa das Confederações, já estão em casa: Espanha, Itália e Uruguai. Eu, particularmente, acho que a preocupação do Felipão deveria ser com o esquema tático, é lógico, sem consultar o Parreira. Eu mesmo, depois do último jogo, extrapolei e caí no choro, tive como causa reprimida “a manguaça” e o sofrimento pela ausência de futebol na nossa seleção. Brincadeirinha!

  26. Gilberto Lima Santos Diz:

    Grande General Bonat.
    Como sempre colocações perfeitas.
    Um abraço,

    Gilberto

  27. Edvin Pio Rigotti Diz:

    Caro General Boinat, li sua crônica. Que maravilha ter o poder de unir palavras, formando uma verdadeira lição àqueles que só sabem curtir os elogios e a “fama” imposta por alguns grupos de pessoas que procuram tirar proveito disso. Nossos atletas não estão com essa bola toda. Parabéns. Abraço.

  28. anita zippin Diz:

    Bonat, sobre cousas, mas que cousa a má educação brasileira. concordo consigo ; no colégio estadual do paraná, tínhamos educação moral e cívica que o tempo extinguiu. que pena acabarem as matérias que nos ensinam a viver e a respeitar o próximo. muito tempestivo o seu texto, aliás crítica construtiva, como sempre. abs

    Anita
    Academia de Letras José de Alencar

  29. Renato Silva e Silva Diz:

    Nossa elite econômica que pôde pagar os preços dos ingressos, é porém muito miseravelmente mal educada pois faltou às aulas de “cousas” Na escola e em casa. Faltou-lhes também palmatória, cantar o hino e hastear a bandeira antes de iniciar as aulas do dia, enfim faltou-lhes lições de cidadania. Alguém está interessado em acabar, além da família, com a moral e ética do cidadão. Parabéns por nos lembrar do quanto nosso povo ainda tem que aprender! Abraços

  30. Selvino Muraro Diz:

    Grande Mestre e General
    Abordas uma realidade que nos faz falta,e que falta.
    Parabens.

    Como sempre colocações perfeitas.
    Um abraço,

  31. Joaquim Rocha Diz:

    Caro amigo Bonat
    Tens razão, os tempos mudaram e com ele, os valores humanos. Algumas pessoas trazem esses valores na sua genética, mas a maioria não. Somente com os anos se adquire isso, ou, como vc relatou, através da passagem pelas “cousas”, nos bancos escolares. Hoje, os nossos atletas, desprovidos das “cousas”, e de origens humildes, viram celebridades do dia para a noite, despreparados, imaturos, e alguns ainda na adolescencia.Todos tem preparo físico, mas nem todos tem o equilíbrio emocional, razão do choro. Choro é normal para um atleta profissional no pódio(por ex.), mas assim é descontrole emocional, caso para acompanhamento psicológico.
    Parabéns pela sua abordagem nesse assunto, sempre oportuna.
    Abraços fraternos
    Joaquim Rocha
    Cel PM Res da Brigada Militar(RS).

  32. Jorge Kirchnet Diz:

    Prezado General Bonat
    Você falou com muita propriedade das “cousas” e me fez lembrar de dois professores que eu tive na faculdade. Um deles, muitas vezes parava de ministrar o ensino do curriculum escolar daquela disciplina para nos ministrar a base de sustentação para a vida. Magnífico.
    Um outro professor, por outro lado, não queria ensinar o essencial do curriculum acadêmico, porque não queria ter concorrentes no mercado de trabalho. Pode? Este último nem sabia das “cousas” da vida.
    Parabéns. Belo artigo.
    Receba o meu abraço.
    Jorge Kirchner – NPOR 73 – 5.GAC AP

  33. Shitiro Tanji Diz:

    Caríssimo General Bonat
    Falta de “cousas” na atualidade está influenciando na formação de pessoas sem noção de princípios fundamentais de educação. O que mais me espanta é o uso inadequado da Bandeira Nacional. Aliás, os brasileiros só lembram dela quando a badalada e endeusada seleção joga. Torna-se artigo de enfeite, chapéu,fantasia, roupas etc. Fiquei abismado quando ví em uma casa comercial de comidas, bandeiras brasileiras servindo de pano de mesa. Aí sim, caro amigo, fiquei com vontade de chorar. Porque o povão não se lembra da Bandeira Brasileira nos dias de feriados nacionais? A mídia seria a culpada? Ou,está faltando “cousas”…
    Abraços

  34. Rivoredo Diz:

    pezado amigo,cousa,nada mais é que a antiga Educação, Moral e Civica,é também o momento da caserna chamado de -a disposição do CMT de Bateria, e outras cousas passadas.Excelente a sua crônica

  35. bonat Diz:

    Caro amigo Gen Bonat.

    Como dá a entender sua crônica as “cousas” tem um significado muito grande. Pena que poucos aqui no Brasil as respeitam, a exemplo de recolher os lixos adequadamente e, sobretudo respeitar os hinos dos outros países. Lembrando que, nos velhos tempos da caserna, além das rotinas diárias, fazíamos “pente fino” depois de qualquer evento. Por oportuno, acho que a cobra hoje vai fumar, espero de não sermos tragados pelos Colombianos. Forte abraço do Zart.

  36. bonat Diz:

    Vou responder por email mesmo: Bom dia meu caro Gen Bonat, mais uma maravilhosa exposição!!! Muito oportuna, nos faz arrepiar até, nós que já estamos na faixa dos “enta”, e nos lembrarmos dos nossos mestres, de seus ensinamentos, e em contraste, das atitudes lamentáveis dos filhos das gerações recentes, e seus lastimáveis comportamentos… grande abraço Paulo Meyer

  37. bonat Diz:

    Parabéns, prezado Bonat! Excelente a sua crônica. Os brasileiros precisam rever os seus conceitos.
    O mais amigo dos abraços deste seu admirador,
    Manoel

  38. renato balen Diz:

    Caro amigo! Excelente sua colocação. Quando jogadores de futebol são endeusados, principalmente pela mídia, na verdade tornam-se mercenários. As lágrimas não me convencem, apenas foram derramadas pelo medo de perder $$$ por, talvez, não vencerem a copa, perderem $$$ na renovação de seus contratos, etc… A educação, pelo menos no Rio Grande do Sul, jogada às traças – não pode haver reprovação – portanto os alunos nada fazem seguindo a lei do menor esforço. Se tiverem aulas de “cousas” não darão a mínima importância, já que os “valores morais e éticos” se foram pro brejo. Na verdade a educação começa em casa, com os pais e seus exemplos, porém creio que em nossa sociedade não tenha mais valor pois os institutos da criança e adolescencia e agora também os dos jovens (até 29 anos) só falam em direitos – deveres e obrigações não tem – somados aos nobres exemplos mostrados pela TV onde relações amorosas entre casais do mesmo sexo são mostradas como a coisa mais maravilhosa do mundo, a banalização do uso de drogas e outros mais – o que se pode esperar de nossa juventude, do futuro de nosso país, se a maioria destas cenas são mostradas em horário nobre onde crianças e adolescentes estão em formação de caráter. Fomos criados em outra época, onde os valores e a família eram considerados, somos a geração dos que nunca tiveram razão – quando éramos crianças ou jovens os pais diziam: fica quieto que tu não sabe nada – hoje se ouve: – fica quieto “véio que tu não sabe nada”
    um abraço do amigo r.Balen

  39. amaury koschinski Diz:

    É meu amigo Gen Bonat! A carência de educação e princípios oriundos do meio familiar entre outras coisas, estão levando a popuilação brasileira a uma situação peocupante.

  40. Mario Gardano Diz:

    Caro Bonat, lembra bem você nos teus tempos de Colégio Militar, que a escola era a extensão do lar, e nela recebíamos ensinamentos valiosos que nos ajudava na formação e no enfrentamento dos obstáculos.Hoje a escola (principalmente a básica), é um centro deformador de idéias, não se ensina disciplina,o respeito é palavra desconhecida, e o amor a pátria não é pregado para os alunos, menos culpa dos pobres mestres (pobres em todos os sentidos), e mais das diretrizes educacionais inseridas pelo governo, e da-lhe lei da palmada.Quanto ao choro dos nossos “craques”, é livre, mas chorar na cama é melhor.
    abraços
    Mario Gardano

  41. bonat Diz:

    PRESADO GENERAL
    COMO SEMPRE SUAS CRÔNICAS SÃO DE UMA REALIDADE COMO TAMBÉM A SUA MANEIRA DE SE EXPRESSAR.

    MAIS UMA VEZ OBRIGADO POR NOS PRESENTEAR.

    Salomão

  42. Jorge Saito Diz:

    Caro amigo Bonat, parabéns pela bela e inteligente crônica aliás uma qualidade peculiar que vem apresentando nos livros por você publicados publicados.

  43. Juan Koffler Diz:

    Preclaro amigo Bonat,

    Seu texto reflete algo que faz parte da história humana desde praticamente seus primórdios. Em todas as regiões e em todas as épocas, aos velhos coube o papel fundamental de orientar os mais jovens, mostrar-lhes o caminho do respeito, do equilíbrio, da humildade, da honestidade, da ética e da moral. E os jovens sempre os ouviram, pois, afinal, eram considerados sábios pela experiência vivencial, independentemente dos seus níveis culturais e intelectuais. Experiência sempre foi superior ao requintado academicismo teorético.
    Entrei com 11 anos para a Academia da Força Aérea Argentina e tudo o que aprendi durante os dez anos que nela fiquei me formou como cidadão comprometido com a sociedade e com a pátria. Os conhecimentos técnicos, didáticos e formadores foram apenas o “plus” que me permitiu alcançar o oficialato.
    Claro que, como filho e neto de militares, também recebi destes o aperfeiçoamento em patamares de pós-grado.
    Hoje, me orgulho de ser como sou e de ter tido tão rara oportunidade em minha formação. Mas me revolto ao ver que tais impagáveis ensinamentos hoje não mais parecem existir. As sociedades vêm num processo crescente de deterioração dos valores mais comezinhos do ser humano, esse “projeto mal-acabado” (título da minha tese de 1976).
    Parabéns por sua sempre arguta visão do meio!
    Fraternal abraço.
    Juan

  44. Reges F. M. da Cunha Diz:

    prezado Gen. Bonat!
    Como vai de saúde nosso “Imperador, Magnifico ou Craque ” Escritor da Academia????
    A Tempo não escrevi…, mas sempre lia… sobre suas Crônicas.
    esta Lembra muito, muito meu avo Lauro, meu Pai Capitão Clodomiro, falecido a mais de 6 anos.
    Exemplos, experiências , conselhos, etc… deixado pelo mais velhos , não tem preço.
    Devemos sempre ouvir e ler os “causos”. Eles são sempre recorrentes.
    Fraternal Abraço
    Réges F.M. da Cunha
    Blumenau – SC

  45. ALEXANDRE FREIRE Diz:

    Excelente artigo!
    Parabéns!

  46. Dirso Diz:

    É meu nobre amigo gen Bonat.
    Falta muitas cousas para essa nossa juventude aprender; bem pensado, às vezes até para muitos não tão jovens assim.
    Espero que um dia veremos algumas cousas dessas citadas, sendo transmitidas para a nossa ( pelo menos) juventude, pois não acredito que se possa educar alguém com mais de 12 anos de idade. Gostaria de estar errado.
    Grande abraço.
    Gostei muito da sua crônica.
    Dirso

  47. bonat Diz:

    Ao amigo Bonat
    Mais uma vez, oportuno, perspicaz e demonstrando muito conhecimento ou vivência. Parabéns, continue a nos brindar com a sua incrível capacidade de “colocar no papel” de forma agradável os acontecimentos da humanidade.
    Um abraço. Renato

  48. Nestor Jesus de Sant'Anna Diz:

    Mais uma crônica pertinente e atual. Aliás, as verdades como inspiradamente (aliás, a sua inspiração, Graças a Deus, está tinindo)a sua crônica alinhou são atemporais. Os indígenas norte-americanos tinham um “Conselho dos Idosos”, que orientava em casos de pendência. Aqui temos, agora, o SUPREMO que “afrouxa” a pena dos mensaleiros. O Senhor, mais uma vez, fez, pois, um gol de “letra”. A lição dos japoneses ficará histórica. Tenho uma sobrinha afetiva nissei que lá estudou e as crianças do primário, em alguns dias da semana, saem às ruas com saquinhos para catar lixo. Isto é, se o encontram !!! Aqui o Colégio seria processado por alguma ONG defensora do estatudo dos “DIMENOR”. O Oscar(mão santa) certa vez incentivou a platéia a apupar um jogador de uma seleção de basquete alienígena, enquanto ele tentava um arremesso livre. Dias depois “caiu-lhe a ficha” e ele veio a público retratar-se. O fato da platéia ter vaiado o HINO DO CHILE deveria ter uma repreensão ao vivo, do mestre de cerimônia, como o tal Blat tentou quanto vaiaram a presidente. Vaiar um hino de um país é vaiar o País. Agora, vaiar a dilma não é vaiar o BRASIL. A VOZ DO POVO(JÁ CANSADO DE TANTAS) é a voz de Deus. Um final e merecido PARABÉNS à esta sua crônica. Abraço e saúde ao Senhor e à Dona Norma. Nestor – Santos/SP .

  49. ROSELENE FERREIRA Diz:

    PARECE QUE AS COUSAS ESTÃO FORA DE MODA.
    É UMA LÁSTIMA.
    TUAS PALAVRAS ,UMA BELEZURA !!!!!!!!!!
    ABRAÇOS SAUDOSOS!!!!!
    ROSELENE.

  50. roseni p. tabalipa Diz:

    Prezado General Bonat:

    Como sempre, suas crônicas são verdadeiras aulas de quem tem muito conhecimento, vivência e inteligência. Adoro ler suas crônicas…Um grande abraço e continue… Abraços na Dona Norma e saudade…
    Roseni P. Tabalipa.

  51. Alfredo Cherem Filho Diz:

    Meu Caro General
    Maravilhosa sua crônica, um povo que não cultua sua história, não tem respeito por mais nada, os idosos não tem a beleza externa, mas a interna, com a sabedoria construída em cima da experiência, que jamais pode ser ignorada.
    Obrigado pelo envio
    Um Grande Abraço
    Alfredo 06.07.14

  52. Wander Soares Diz:

    Caro amigo Bonat;
    Seu excelente artigo, fez acompanhar de muitos comentários que acabo de ler e de “curtir”. Tem sido assim, recebo seu artigo, leio e ato seguinte vou para os comentários, aproveitar também as colaborações que seus amigos adicionaram. Forte abraço. Wander Soares

  53. bonat Diz:

    Caro confrade General Bonat,
    obrigado pela crônica, oportuna e coerente. Parabéns por redigir com tal propriedade.
    Abraço do Francisco.

  54. Enrico Maggi Diz:

    Amigo Bonat.
    É muito bom lembrar que as “cousas” cívicas e patrióticas , SMJ,estão orquestradamente sendo substituídas(desde o início da Era “progressista”)por ensinamentos que,só convêm aos interesses dos governantes populistas.O tema lembra”Educação Moral e Cívica”, dos anos “de chumbo”. As cousas hoje são dirigidas a formação de agentes do nada,para serem usados contra a sociedade insatisfeita com o desgoverno instalado no país, após a saída do Presidente Itamar Franco. Quem sabe ver,está a assistir o desmonte das nossas Instituições Democráticas com tendência à tirania vermelha.Vê-se os Poderes comprometidos com o Executivo e grande desinformação entre os elitizados, tornando o debate inviável pelos seus argumentos infundados,levando-nos a prenúncios de tardio choro, caso se viabilizem as estratégias de mudanças, que o governo já preparou para os cidadãos de bem. – Mas, ao ler suas crônicas consistentes e leves, passo a refletir, e peço desculpas se eu estiver errado.Gosto de suas lavras e leio todas.Abração do Maaaaaggi.

  55. Orivaldo Omodei Diz:

    Mais uma vez o Senhor acertou, falta a nossa Nação , a educação ( aquela que vem de casa ) e a humildade para aprender com os mais velhos. Um abraço.

  56. Carlos Gama Diz:

    Meu caro amigo Bonat, o tempo e o trabalho de sapa foram dando cabo das “cousas”, foram transformando-as em “coisas” desimportantes e aí foi morrendo o respeito, foram desmoronando os conceitos.
    Foi-se o tempo em que a idade era vista como signo de sabedoria e merecedora de respeito. Hoje, os mais antigos são velhos, são mesmo antiquados, mas ainda existem redutos onde as “cousas” têm seu conceito, se ensinam e merecem respeito.
    Sei que você teve tempo par ensinar essas “cousas” aos seus, como eu tive para ensinar aos meus.
    Nesse ponto reside a nossa alegria e a certeza do dever cumprido.
    Fraterno abraço e meus cumprimentos por mais essa lição de vida que você compartilha com sabedoria.

  57. João Bala Diz:

    Amigo General Bonat
    Gostei muito de sua crônica,obrigado por fazer-me voltar as
    aulas de Educação Moral e Civica.
    um abraço

  58. Celso do Ó da Silva Diz:

    Meu caro Gen Bonat. Como sempre, o senhor foi no ponto da questão. O que nos falta é um professor de cousas. O pessoal se esquece que os mais velhos já viveram várias situações como aquelas que os mais jovens irão desfrutar e são desprezados. Infelizmente é o que nos resta. Parabéns pela crônica. Um grande abraço.

  59. Joaquim Cardoso da Silveira Filho Diz:

    Prezado Hamilton,
    Felizes as culturas que preservam e reverenciam a experiência, como faz a japonesa, apropriadamente lembrada em seu brilhante texto. Desafortunadamente, não é o caso da brasileira,apegada à descartabilidade da experiência e das lições, em despejo que nos tem custado caro. Os mestres de “cousas” fazem mesmo muita falta.
    Mais uma vez, parabéns.
    Forte abraço,
    Joaquim

  60. GABRIEL CRUZ PIRES RIBEIRO Diz:

    Bonat,
    Vou transcrever meu comentário em sua crônica anterior (1950 não se repetirá) a respeito da Copa do Mundo, quando registrei meu desejo de que o Brasil não passasse da primeira fase. Se isso tivesse acontecido, não teríamos passado por esse desastre de hoje, quando perdemos da Alemanha por 7 x 1.
    Está na hora de o Brasil acordar para outras paixões: por educação, saúde, transporte, segurança etc.
    Só espero que lembrem disso nas eleições de outubro.
    “Bonat,
    Parabéns pela brilhante comparação desses dois períodos.
    Ao contrário de muitos, acredito que se o Brasil for eliminado, de preferência na primeira fase, será melhor para o país.
    Se for campeão, isso será usado politicamente para reeleger Dilma e Cia Limitada.
    O povo tem que acordar para a realidade deste desgoverno e dar uma resposta nas próximas eleições.
    Abs.
    Gabriel (029)”

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