31 de Março (ou 1º de Abril?) – clique -

Fins de março. Ano, 1964. Sete horas da manhã. À entrada do colégio, um monitor esperava para informar aos alunos que as aulas estavam suspensas. Todos deveriam aguardar em casa até serem avisados sobre o reinício das atividades escolares. Melhor notícia impossível! Adolescentes não gostam de madrugar todo dia para enfrentar maçantes aulas, professores exigentes e cobranças nas provas que definiriam, ao final do ano, quem fora aprovado e quem teria que explicar-se aos pais.

A situação devia ser grave, pois até os professores e monitores haviam sido mobilizados. O que eu e meus colegas guardamos na memória, é que tivemos quase trinta dias de inesperadas férias, tempo disponível para jogar nossas peladas e vagar de bicicleta pelas ruas seguras de uma Curitiba com pouca gente e raros automóveis.

Nossa moleza acabaria na segunda metade de abril. Foi preciso recuperar o tempo perdido, com aulas inclusive aos sábados. Nada se falou à respeito da situação política. O importante era preparar-nos intelectualmente para o futuro. Em quartel, e colégio militar não deixa de sê-lo, até hoje, política e religião não se discute. Podem gerar polêmicas acaloradas, levam à discórdia. Além do mais, como gato escaldado, as Forças Armadas sabiam quantas vidas lhes custara a politização dos quartéis. Só para citar um exemplo, em 1935, centenas de militares haviam sido assassinados por outros militares.

Foi bem esse o ambiente que eu posteriormente vivenciaria por mais de 41 anos de serviço. No quartel, só deveria existir uma religião, um partido e uma ideologia, que atendia pelo nome de Brasil. Sua defesa e, por que não, o seu progresso, representavam um ideal. As Forças Armadas, por serem instituições nacionais, tinham que ser integradas por nacionalistas. Até hoje nos criticam por isso, mas em todo o mundo é assim. Estaria errado se não fosse.

Críticas também sempre houve quanto à presença fardada na política. Historicamente, desde a Independência, ela influenciou e, ao mesmo tempo, foi influenciada pelos políticos. As tentativas de cortar essa relação podem ser sintetizadas pelas mudanças de endereço da escola encarregada de formar os oficiais do exército. Em 1904, a Escola Militar saiu da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, Capital da República, para o então longínquo bairro do Realengo. A experiência não daria resultado, pois o movimento tenentista, iniciado na década de 1920, seria conduzido por ex-cadetes do Realengo. Diga-se de passagem, ele mostrou-se fundamental para a evolução da república e da democracia.

Mais tarde, os próprios chefes militares, sob aplausos acalorados de políticos interesseiros, decidiram afastar ainda mais os cadetes do centro do poder. Assim, em 1944, foi inaugurada a Escola Militar de Resende, atual Academia Militar das Agulhas Negras. Seu currículo voltou-se, essencialmente, para a formação de profissionais das armas. A política, que se deixasse para os políticos. Foi lá, numa das melhores academias militares do mundo, que se moldaram as novas gerações de oficiais, inclusive a minha. Mas, ao que parece, quanto mais essas gerações passaram a dedicar-se somente à defesa da Nação e menos à política partidária, mais foram sendo menosprezadas pelos políticos (dos quais se afastaram) e, sistematicamente, criticadas pela imprensa, que parece não entender-lhes o papel.

Confesso que não pretendia escrever sobre os 50 anos do 31 de março. Muita gente, bem ou mal intencionada, tem-no feito. Só decidi ao deparar-me com o texto de um brilhante articulista, onde se lê: “Março de 1964 marca o início de uma escalada que culminou em 1º de abril e instalou uma ‘sangrenta’ ditadura militar…” Ora, se houve por aqui cerca de trezentas lamentáveis mortes, cabe questionar: ao taxá-la de “sangrenta”, a que país ele estaria se referindo? À França da guilhotina, à União Soviética de Stalin e seus gulags, à China da revolução cultural de Mao, à Cuba do paredón de Fidel, ao Chile ou, quem sabe, à Argentina?

Essas, e muitas outras, são histórias que, por conta do 1º de Abril, ficam escondidas e que as dezenas (sustentadas pelo pobre contribuinte) de comissões da verdade fazem questão de não mostrar. Não resta dúvida de que, até o fim deste mês, haverá um bombardeio de críticas. Muito mais se contará. Mais ainda se esconderá.

Se os jovens adolescentes da década de 1960 pudessem fazer apenas um pedido à classe política, creio que seria no sentido de que, passado o 31 de março, ela assegurasse aos jovens de hoje a mesma paz que tiveram para crescer. Afinal, não seria “sangrento” um país, como o nosso, onde ocorrem mais de 50 mil mortes violentas por ano?

À imprensa, o apelo pessoal do meu deformado nacionalismo seria no sentido de que, cessado o bombardeio, ela aprofundasse mais as informações sobre as ONGs estrangeiras, instrumentos do neocolonialismo a que estamos sendo submetidos e que visa, em última instância, impedir nosso desenvolvimento.

48 Respostas para “31 de Março (ou 1º de Abril?) – clique -”

  1. Gabriel (Oliveira 643) Diz:

    Simplesmente PARABÉNS. (mais uma vez).

  2. De Zorzi, Luiz Diz:

    Parabéns General Bonat, A injustiça não triunfa apenas pela ação dos maus, mas também pelo silêncio dos bons, quem conhece pode falar com propriedade, aqui no caso muito lúcido e oportuno.
    Um fraterno Abraço.
    L. De Zorzi (2°bia can 3°gaaae cxs)

  3. Jaeme Gonçalves Diz:

    Boa tarde, caríssimo General Hamilton Bonat,

    Prefiro lembrar-me da máxima utilizada pelo corpo de bombeiros: “Água no umbigo; sinal de perigo”, isso, em alusão e trocadilho sadio e respeitoso à chamada à leitura “água nas canelas”. rsrsrsr. Nada disso! Fiz a atenta leitura de vossa profunda reflexão, e, o que tenho a lhe dizer? Apenas salve, salve 31 de março, e parabéns pela excelente escrita! Como nasci em 68, posso expor um paralelo imaginário, o qual conformará como a vossa reflexão, e por isso, sobre ela há concordância plena.
    Hoje, com o “controle das mentes”, há a imposição da mentalidade coletivista, com a implantação da cartilha de Gramsci, objetivando a “esconder” a inteligência da juventude, e impedir a reflexão livre e independente, conduzindo à subordinação estatal engessada, com pensamento único e reflexo, com retirada de sua auto-suficiência e com destruição de seus Valores. A imposição da tolerância, da diversidade, e do multiculturalismo, em detrimento da leitura, da escrita, da aritmética e da ciência, gera conflito aos Valores familiares, “literários” e “históricos reais”, e a tudo que é tradicional, com desistência do caráter e da moral, em homenagem à falsa liberdade! E com isso, tem-se o produto: Um eleitor desprovido de inteligência, porém, útil! Tudo isso ostentado com nossos impostos. Assim, não se há dúvida de que bons foram os tempos em transitei pela infância, juventude, e me fiz homem, para hoje, em pé à ordem, saudar essa valorosa data de 31 de março, dia em que a felicidade e a liberdade chegaram para os brasileiros de bem. Esse dia, pode se afirmar, que foi o dia do Patriota, do Cívico, e de todos aqueles que amavam e que amam o Brasil, como Nação liberta dos grilhões socialistas. Parabéns pela singular reflexão.

  4. edvin pio rigotti Diz:

    Gen Bonat, gostei do seu comentário. Creio ser eu um pouco mais antigo, pois, enquanto V. Excelência era estudantes eu já estava na ativa há 4 anos, como cabo. E veja só aonde 6º RC, Alegrete-Rs. Passamos maus momentos. Espero não ter sido em vão. Por outro lado, se os militares da época fossem politizados, hoje, no meu entender, a nossa reputação seria bem melhor. Entendo que que não soubemos escrever a cartilha. Abraço.

  5. valderez Diz:

    Gal. Hamilton, boa noite.
    Mais uma vez, parabéns pelo texto. Sempre é bom relembrar a história do nosso país. Salve 31 de março!!!! se tiver algum movimento,não acredito que tenha, vou participar… de vez em quando comentava com meu pai a respeito e dizia a ele: infelizmente vocês deixaram muita gente ” escapar “, está aí o resultado.
    Agora quero ver até onde vamos aguentar.
    Abraços.

  6. Mario de Oliveira Seixas Diz:

    Meu amigo,
    É uma alegria voltar a contatá-lo.
    Tenho acompanhado suas manifestações com admiração.
    Já transcrevi algumas delas no nosso site, na certeza de que o estávamos enriquecendo, na medida em que disponibilizávamos aos nossos frequentadores e visitantes referências para reflexões maduras.
    Forte abraço.

    Seixas

  7. José Carlos FIGUEIRÓ Diz:

    General, o senhor me fez recordar o 31 de março. Tbem fomos mandados para casa da escadaria do colégio Cruzeiro do Sul, bairro Teresópolis, POA, e passamos o resto do dia jogando futebol atrás da Igreja Medianeira. Parabéns, brilhante texto como sempre. Salve 31 de Março. Permita repassar aos meus contatos?

  8. Paulo Carvalho Diz:

    Cumprimentos amigo Bonat pela crônica. Sintética e ao mesmo tempo elucidativa. AMAN, também lá fui forjado.
    Abraços

  9. lazzarotto Diz:

    General BONAT nós da classe 64 iremos comenorar 50 anos 31 de março em ambiente civil,motivo que meu GENERAL sabe da ordem dada pela gerrrrrr,parabéns pelo seu comentário.

  10. Edu C. Antunes Diz:

    Companheiro Bonat

    Como sempre preciso. Há poucos dias li uma frase muito emblemática: “- A história não muda; mudam-na os historiadores”. E acrescento: “- Dependendo de seus interesses imediatos”.
    Infelizmente a cegueira ideológica e as “necessidades financeiras de sobrevivência”, vem deturpando a verdadeira história.
    Quem viveu “aqueles anos?” Sabe que tínhamos uma tranquilidade e uma segurança que hoje não desfrutamos.
    Lembro-me que andava por bairros do Rio de Janeiro de madrugada, sozinho, e não tinha medo de ser assaltado. Hoje…não preciso comentar.
    Realmente, os únicos que reclamam são os já locupletados por indenizações pagas pelo povo brasileiros e que, ainda, procuram impingir ao nosso povo uma doutrina ultrapassada e altamente sanguinária ao longo da história.
    “Os que ficam calados ante a ação de detratores não merecem respeito.”

    Abc e cumprimentos.

    Edu

  11. Adão Grzelkovski Diz:

    Prezado Gen Bonat

    Eu tbém sou militar de 64 (Jul/64), com muita honra. Nos idos de 60 em diante eu já acompanhava e discutia política, sempre gostei, desde garoto.Sei muito bem como se encontrava o país, mergulhado num caos político, social e econômico. A sociedade (povo) do bem, não suportava mais o estado de desmando que reinava, então clamou por uma tomada de posição e como sempre sobra às FFAA resolverem as questões internas graves como a que o país se encontrava(convulsão social. Não existe uma revolução, por mais amena que ela seja, sem que não haja perdas de ambos os lados e muitos inocentes pagam o preço, infelizmente. No nosso caso, se houve alguma perda foi em decorrência dos atos de terror praticados pelos adeptos e simpáticos pelo regime marxista, que não se conformavam em não terem conseguido implantá-lo no Brasil. O que me dói é essa tal de comissão da verdade, que para mim é comissão da vergonha, pois é repudiada pela grande maioria do povo. Se fosse da verdade, começaria pelos que cometeram os atos de terror, assaltos a bancos, sequestros, etc. Estão gastando o dinheiro do povo que poderia ser investido em tantas áreas tão carentes. Tenho nojo ler notícias sobre essa comissão da vergonha. Transportando ossos de um lado para outro e promovendo honras. É um descaso com o erário e com o povo tão scrificado e desacreditado com os políticos e governantes da vez.
    Parabéns pela sua crônica e ponto de vista sobre a Revolução de 1964, que salvou o país de ser hoje uma Cuba ou Coreia do Norte.
    Tomara que esse país não afunde como o nosso país vizinho, Argentina.

    Abraços.
    Adão

  12. Jorge Alberto Forrer Garcia Diz:

    Estimado Sr. General Bonat,
    quisera eu ter a elegância de V. Exa. para escrever sobre o 31 de Março de 1964. Um primor de história e síntese.Creio que, desde há muito, se deixou de dar as cotoveladas necessárias para que esse mal denominado comunismo não se entranhasse na política nacional. Não é verdade que o Brasil passou por “anos de chumbo”. O que vivemos desde 1964 foram “anos de pouco chumbo”. Concluo, com uma pérola gaúcha: um vivente lá da campanha achava-se o rei do laço. Instigado por amigos, certo dia ele laçou a chaminé de uma locomotiva. Destrambelhou-se todo. Depois de um tempo hospitalizado em Porto Alegre, foi-lhe dado um dia de despensa para arejar a cabeça. Ao avistar um pequeno trenzinho de brinquedo rodando numa vitrine da Livraria Globo, descarregou seu 38 na direção do brinquedo. Contido por dois Pedro e Paulo, explicou: “esses bichinhos quando não mata de pequeno dão desgosto depois de grande…”. Então é o que penso: anos de pouco chumbo…

  13. Jose luiz smolka Diz:

    Parabéns pela lucidez ,ao tratar um tema tão polemico e intenso, da nossa adolescente democracia.

  14. anita zippin Diz:

    confrade,
    A Academia de Letras José de Alencar, entidade cultural fundada há 75 anos muito se orgulha deste escritor que faz parte da História.
    continue a nos brindar com seus pensamentos e,muitos destes,para a nossa reflexão.
    sim, 50 anos do fatídico 64!
    saudações acadêmicas

    Anita Zippin
    vice=-presidente
    Academia de Letras José de Alencar

  15. Renato Silva e Silva Diz:

    Caro amigo
    Só aqueles como nós que éramos garotos àquela poderiam entender o quão benéfica foi a Revolução para o desenvolvimento do País. Nossos filhos ainda cresceram sem o fantasma do Socialismo de interesses da minoria dominante ,mas receio que nossos netos não tenham um legado à altura, dado o retrocesso em termos de desenvolvimento que estamos a viver nos ultimos 10 anos sob a escusa de uma pseudo distribuição de renda e discriminação de classes e raças que nunca existiu de fato. Quem chama de sangrento o movimento desconhece a histórias das nações. Independente das orientações governamentais nos cabe dissimiinar nas redes sociais a verdade.
    Um forte abraço e parabéns pela lucidez costumeira que lhe faz escrever sobre temas cruciais para o real conhecimentonda nossa história recente.
    Renato SS

  16. bonat Diz:

    MEU CARO GENERAL BONAT. NESSE DIA, 31 DE MARÇO DE 1964, EU ESTAVA SERVINDO DO CMC, E NA REUNIÃO DE OFICIAIS E SARGENTOS O NOSSO CMT CEL SENNA NOS FALOU SOBRE O QUE ESTAVA OCORRENDO NO NOSSO BRASIL.
    NESSE DIA AINDA NO PÁTIO FALEI COM O CEL. SENNA E SENTI A SUA PREOCUPAÇÃO SOBRE O OCORRIDO.
    DIAS DEPOIS O MAJOR BOSON FOI PARA A REGIÃO E EM SEGUIDA O CEL SENNA ME LEVOU PARA LÁ PARA DESENHAR OS MAPAS (MAPI E SEDIN) DE SEGURANÇA MÁXIMA DA RM.
    EU ESTAVA LÁ.
    Salomão

  17. bonat Diz:

    Parabéns, amigo Bonat, por sua abordagem, principalmente histórico-sociológica acerca de nosso Exército.
    Eu também escrevi uma monografia sobre o assunto que vou tornar a lhe enviar, pois acho que vc não a recebeu.
    O mais amigo dos abraços deste seu sempre admirador,
    Soriano.

  18. bonat Diz:

    Ao amigo Bonat
    Parabéns pela memória, lembranças de tanto tempo, e mais ainda por expressar
    aquilo que a maioria de nós quer dizer, mas sem a capacidade de fazê-lo de
    forma tão objetiva e simples.
    Conhecimento não lhe falta e a profundidade depende do que se pretende alcançar
    e a sua abordagem atingiu plenamente a meta.
    Um abraço. Renato

  19. Gustavo Rocha da Silva Diz:

    Prezado General Bonat:

    Parabéns pelo seu depoimento e pela defesa da Revolução. A “sangrenta ditadura” (que trocava de titular a prazo fixo, não tendo enriquecido qualquer deles) em vinte anos contou trezentos e tantos mortos, o que Robespierre, dito “o incorruptível”, guilhotinava em um único dia, se lhe doessem os calos. E não mencionemos Fidel Castro, Stálin e Mao, até hoje ídolos da nossa esquerda.

    Aluno do Segundo Científico do Colégio Militar do Rio de Janeiro, assisti de perto à intensa polarização política daqueles tempos e lembro da sucessão de greves que vivíamos, sem falar da inflação, da corrupção reinante e do assanhamento da esquerda.

    Gostaria de expressar minha profunda admiração pelo General Mourão Filho, a quem devemos o desenlace da Revolução e que nem sempre é lembrado como deveria. Ao marchar sobre o Rio à frente da sua tropa (“recrutas praticamente sem instrução, que fugiriam ao primeiro tiro”, como escreveu em suas memórias) Mourão Filho garantiu a rápida vitória da Revolução. O Brasil tem uma dívida imensa com esse homem.

    Hoje a inflação é pouco menor, a violência muito maior as greves são mais frequentes, o Brasil está cercado por países potencialmente hostis, o crime floresce, a corrupção campeia com o aval de ministros do STF, a esquerda está firmemente encastelada nos três poderes e, como se não bastasse, o General Mourão Filho não deixou descendentes.

    Deus tenha piedade de nós.

  20. Diva Malucelli Diz:

    Prezado Bonat, realmente a nossa ditadura, a qual vivi, foi tão ditabranda, que nem percebi. Só me criei, um pouco apolítica, por causa da censura, nos currículos escolares e universitários. Mas, me sentia muito mais segura do que agora…Enviei a vc. uma entrevista, dada ao Jornal O Globo, com o chefe do PCC (Camacho)…que é de doer…Estamos vivendo tempos difíceis…Excelente retrospectiva, amigo…abs.

  21. Carlos Alberto Peron Ramos Diz:

    A história da humanidade tem sido assim, lutas sangrentas para a mudança de rumos. Não pode ser diferente devido a própria característica humana, ainda muito presa à carne e aos sentimentos que ela desperta: ódio, cobiça, paixão, vingança, desejo.

    Na minha humilde análise o legado do exercito brasileiro quando deixou o poder foi triste. Sim, tivemos um nacionalismo exacerbado, porém uma determinação frouxa. Como bem analisado por você, ele se deixou, como mais uma vez aconteceu no Brasil, levar pelos interesseiros de plantão, ávidos sugadores da nação. Combateu a luta armada comunista, mas deixou a luta intelectual à solta e ela formou muitos dos jovens que hoje, aos 35, 50 anos ainda acham bonita a figura de um Che Guevara e ouvem clássicos populares de cantores comunistas que, em trocadilhos, humilhavam a ditadura.

    Havia muitos planos pioneiros a serem realizados, mas foram implantados de maneira torta. O PLANASA que ficou
    “pela metade”, o planejamento da educação que mudou da linha “formar pensadores” para a linha “formar trabalhadores”, etc.

    E devemos parar de nos submeter às críticas idiotas de alguns imbecis com tendências partidárias fortes, e assim, tentar explicar a crueldade (ou suposta) que a ditadura militar impôs ao nosso país. Na implantação do nefasto comunismo na União Soviética foram milhões de cidadãos de seu próprio país mortos (Dr. Jivago, um belo filme para assistir, fotografia e roteiro maravilhosos). E tantos outros que você citou. O capitalismo selvagem também mata, por inanição, depressão, ódio. Devemos lutar sim, mas pela bandeira do Humanismo!

    Na selva o leão que conquista o terrítório de outro leão mata os herdeiros do primeiro para não haver retaliação. É assim a lei enquanto tivermos um povo “manada”, condutível e manipulável.

    Abraços fraternos.

  22. Carlos Gama Diz:

    Cumprimento-o e agradeço por esta análise clara, sobre um momento histórico e polêmico.

  23. bonat Diz:

    Bom dia . nosso amigo e comandante.
    nesta quarta feira a orelha do sr. esteve muito quente.
    Como o sr. sabe esta semana estão e reunião o alto comando da brigada comandante das unidades aqui no guaruja e tambem o general Ademar, e varias esposas foram comigo para são paulo para compras na rua jose Paulino, e na viagem
    eu estava com o livro de cronicas do sr. muitas delas tem seu livro la em brasilia foi um comentario valioso sobre sua pessoa, o senhor não imagina como o sr. e uma pessoa querida comentario tambem de sua esposa pessoa maravilhosa.
    e vamos ler mais essa.
    obrigado
    jose roberto

  24. bonat Diz:

    Parabéns, amigo Bonat.
    Excelente. Abordou de uma maneira muito agradável para se ler.
    Forte abraço.
    Omar

  25. Juan Koffler Diz:

    Ínclito amigo Bonat:
    Realmente, interessante e “diferenciada” sua abordagem sobre o cinquentenário da contrarrevolução de 64. Se prestaria muito bem como complemento fundamental aos ensinamentos formais sobre essa época, pois sua visão é enriquecedora, objetiva e didática, principalmente para os jovens de hoje.
    A clássica reflexão sobre o crítico binômio “política x Forças Armadas” é mais que cabível, certeira: ambas são como a água e o óleo, não se misturam, mas podem subsistir em estreito compasso, o que, no caso em comento, é extremamente deletério.
    Particularmente, tenho minha visão firmada a partir das minhas experiências desde 1968, atuando em Porto Alegre junto às forças defensoras da democracia. Muito já tinha aprendido (teoricamente) sobre a insana e mentirosa ideologia comunista, o que acabou se ratificando nas experiências operacionais do pós-68 e daí em diante. Hoje orgulho-me de haver estado no prato certo dessa balança, que irrecusavelmente defendo e continuarei a defender até a morte.
    Parabéns, meu caro amigo, por sua certeira e aguçada visão de mundo. Forte e fraternal abraço!

  26. renato balen Diz:

    Parabéns General! Enquanto gastam o dinheiro da nação comprando refinarias superfaturadas e ultrapassadas, nós brasileiros só servimos para pagar impostos e estádios de futebol. Escolas e hospitais caindo aos pedaços. Enquanto um médico ou dentista do ministério da saúde tem um vencimento básico, em fim de carreira, de R$ 3383,00 e mais algumas gratificações, contratam médicos estrangeiros pagando 10 mil reais, gostaria de saber quanto ganham os participantes da “comissão da verdade”, os “guerrilheiros assassinos que destruiam aeroportos e matavam inocentes que ganham gratificações milionárias e uma aposentadoria de dar inveja a qualquer trabalhador”. Estamos vivendo o fim dos tempos em nossa nação: corrupção por todos os cantos, mentiras a todo o momento, inocentam-se corruptos e corruptores pois são da corja do PT – mas o povo alienado só pensa na copa do mundo. A educação neste pais é uma farsa – professores são obrigados a aprovar alunos que nada fazem, assim os índices de aprovação se tornam elevados – se faz de conta que se ensina e os alunos fazem de conta que aprendem. Que saudades do regime militar, onde se via seriedade, honestidade e patriotismo!!!!

  27. ORIVALDO Diz:

    até quando a nação vai aguentar esses maus brasileiros, que se venderam por trinta dinheiros.
    parabéns. um abraço

  28. Félix Maier Diz:

    Caro general Bonat,
    Grato pelo envio do interessante texto, o qual vou postar no site Usina de Letras.
    A propósito, para que as novas gerações conheçam o que foi aquele Movimento de 1964, e o júbilo externado em todos os jornais, apoiando a ação dos militares contra a baderna promovida por Jango e Brizola, sugiro acessar o link abaixo, que contém inúmeros textos sobre o assunto.
    Atenciosamente,
    Félix Maier
    http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=12991&cat=Ensaios

  29. Joaquim Cardoso da Silveira Filho Diz:

    Prezado Hamilton,
    Cumprimento-o pelo ótimo texto, que pede, a bem da verdade histórica e justiça, a análise fria e honesta acerca da Revolução de 1964 e seus desdobramentos.Inaceitável é o revisionismo que vamos observando, a soldo das esquerdas, que busca demonizar os militares e sagrar heróis os que pretenderam, pelas armas e pelo terrorismo,implantar o comunismo no Brasil.

    Forte abraço,
    Joaquim

  30. Luiz Carlos Soluchinsky Diz:

    Como sempre, muito boa a sua crônica. Lembrei-me com saudades do nosso CMC e das nossas férias forçadas pós 31 de março. Gostei muito de ver postarem seus comentários os caros companheiros Salomão e Rigotti. Abraço à todos.

  31. bonat Diz:

    Prezado amigo Gen Bonat.
    Sempre é bom lembrar das coisas boas do passado, como foi a substituição do governo civil pelo militar, por sinal, aclamado pelas pessoas de bem, como registra nossa história. Na época, tínhamos quatorze anos e, eu criado no interior pouco entendia de política governamental, mas, o certo é que, embora com algumas restrições, dentre outras coisas boas, desfrutávamos de liberdade, segurança, respeito e, nunca se viu falar em “robalheira”. Cumprimentos pela lembrança histórica e, abraço do Zart.

  32. amauury koschinski Diz:

    Amigo General Bonat:
    Cumprimento-lhe pelo artigo que revela a realidade escondida e modificada com mentiras, que infuenciam a juventude para que os mandatários políticos brasileiros contrinuem pregando o socialismo, apoiando governos como fizeram e continuam fazendo em Cuba, Bolivia e Venezuela e outros. O procedimento estratégico para alimentar o comunismo no Brasil me desgasta desde a eleição de Janio Quadros ee sua renuncia quando já contava com 7 anos de vida militar, renuncia que provocou oos fatos para o movimento nacionalista eclodido em 1964, que a partir da década de 70 foram se avolumando. Esse desgaste continuou ainda mais forte no meio acadêmico também onde vivenciei até o ano de 2003. Todavia, a partir do governo petista, os desmandos, a corrupção e os desvios de recursos para alimentar o sistema chegaram ao insuportável. Parabéns amigo!

  33. bonat Diz:

    Gostei do foco. Cheers! GD/BYE

  34. bonat Diz:

    General Bonat
    Parabens de quem, sendo um pouco + velho, acompanhou a situação e pode testemunhar os fatos que o Amigo, verdadeiramente registrou. O reverente respeito ao Brasil agradecem a sua bem articulada cronica sobre o “31 de Março”.
    Sds. brasílicas, Rafael de Lala, jornalista, da Associação Paranaense de Imprensa e do Centro de Estudos Brasileiros, do Paraná.

  35. BARBOSA Manoel Carlos Diz:

    Excelentíssimo Senhor General Bonat: Tinha eu 12 anos de idade quando eclodiu o movimento de Março de 1.964. Nada sabíamos de política naquela época e o que viemos a saber foi através da história. No início, um tanto distorcida pelos fins dos anos 70, mas, felizmente com a consciência crítica criada, fruto dos sólido ensinamentos da educação que recebíamos naquela época pudemos, SEMPRE, discernir a realidade. Vossa reflexão é brilhante! Parabéns! Traduz bem a nossa realidade! Infelizmente o Movimento de 1964 não conseguiu extirpar no todo os nocivos elementos que ainda estão por aí, levando nosso Brasil, à mais vexatória das situações! Felizmente ainda temos homens com a Vossa consciência e visão!

  36. Nina Maria Marach Carpentieri Diz:

    Ótima reflexão sobre o movimento de 31 de março. Estava eu em inicio de faculdade, e pude acompanhar de perto toda movimentação em torno deste fato. Parabéns pelo enfoque, mais um belo trabalho! Abraço forte, primo!

  37. Ariel P. da Fonseca Diz:

    Caro amigo Bonat
    Parabéns por mais essa excelente crônica, na qual, além das recordações, você apresenta aspectos autênticos, deturpados pela mídia e por autores suspeitos,da histórica Revolução de 64.
    Abraços do seu velho amigo Ariel.

  38. Juliana Diz:

    Muito boa reflexão!
    É muito difícil, para as pessoas da minha geração, entender a maneira como as pessoas que viveram a década de 60 e 70 pensam. Parece que o mundo era dividido em duas partes: militares X revolucionários; EUA X Rússia; comunistas X capitalistas. Sempre ouço as histórias dos dois lados e sinto que cada grupo tinha um pouco de razão e um pouco de exagero.

  39. LEONT CARVALHO Diz:

    GEN BONAT, COM É BOM E SALUTAR LER AS SUAS CRONICAS E LER OS SEUS LIVROS. SÓ QUEM VIVENCIOU OS DIAS DE POSTERIORES A 31 DE MARÇO, ONDE ESSA QUADRILHA QUE HOJE ESTÁ NO PODER, ATACAVA OS QUARTEIS COM CARROS BOMBAS, ATIRAVA EM MILITARES FARDADOS NO MEIO DA RUA E MATAVA EMBAIXADORES DE OUTROS PAISES E QUE HOJE RECEBEM POLPUDAS FORTUNAS DE INDENIZAÇÃO PELOS ATAQUES TERRORISTAS QUE FIZERAM AO NOSSO PAÍS É QUE ENTENDEM O QUANTO NÓS FOMOS FELIZES E COMO O BRASIL CRESCEU NOS ANOS EM QUE AS FORÇAS ARMADAS DIRIGIRAM ESTE PAÍS. HOJE, O QUE NOS RESTA É O CAOS EM TODOS OS SENTIDOS, QUADRILHAS DENTRO DE PRESIDIOS, NAS CAMARAS MUNICIPAIS, ESTADUAIS, NO CONGRESSO E ATÉ NAS NOSSAS INSTITUIÇÕES JURIDICAS DEFENDENDO O CAOS DO NOSSO PAÍS. POR FAVOR, COM SUA BRILHANTE INTELIGENCIA, CONTINUE NOS BRINDANDO COM SUAS BELAS CRONICAS E EXCELENTES LIVROS, PARA VER SE OS BRASILEIROS DE VERDADE ACORDAM PARA A REALIDADE FUNESTA QUE DIRIGE O NOSSO PAIS.

    FELICIDADES E QUE DEUS SEMPRE O ILUMINE.

  40. Alfredo Cherem Filho Diz:

    Estimado General
    Acredito que neste momento a única salvação de nossa pátria é nosso glorioso EXÉRCITO novamente colocar em ordem o caos em que se transformou, com o voto jamais será alcançada a plena liberdade, suponhamos que outro partido que não o atual vença as eleições, não tenho dúvida que o pt (minúsculo mesmo)ponha fogo no Brasil.
    Espero ansiosamente que este dia (Exército no poder) esteja bem próximo.
    Um Grande Abraço, obrigado pelo envio
    Alfredo 22.03.14

  41. Amilton Cesar Marinho Dias Diz:

    Caro amigo.
    Sua colocação sôbre o tema é, como costuma ser,muito precisa. Se pensarmos como seria o Brasil sem este episódio, por certo estaríamos igual ou pior do que Cuba,isto é o co- munismo que recidivamente tentam nos impor, e algumas vezes de maneira muito ardiloza. Vendo o que ocorre hoje no País, onde ladrões são tidos como ‘espertos’, bandidos mandam em presídios, presos fazem leis para tentar punir quem os condenou, escândalos e mais escândalos ocorrem dia a dia, sem dúvida alguma é um apagão generalizado da decência, da ética e moral. Fazendo uma profunda relexão sôbre esta data me vem um pensamento forte, que se resume na palavra ‘saudades’.
    Parabéns pelo artigo e um forte abraço.
    Amilton Cesar M. Dias

  42. Abreu de Moraes Diz:

    Caro Bonat

    Tudo muito bem dito. Mais uma bela e oportuna peça do nosso

    “cronista castrense”.

    Efetivamente, teremos que ter muita paciência até o dia

    31 de março. Vamos ter que engolir muita coisa. São os

    derrotados que não aceitam a derrota!!!!!!

    Grande abraço. Abreu de Moraes

  43. André A. Dambros Diz:

    É isso ai Caro amigo:
    Foi deixado que a árvore crescesse torta e agora para endireita-la, nem com o serrote.
    Sabemos nós a verdade e as condições em que se vivia, no entanto foram pregadas falsas doutrinas sobre jovens que acreditam até hoje nas barbáries que não existiram naquele porte e tudo o que ocorre hoje lhes parece normal.
    Sinto pena de meus filhos e netos para um negro futuro.
    Um forte abraço e parabéns pela clareza do texto.
    André

  44. Gabriel Cruz Pires Ribeiro Diz:

    Parabéns, Bonat, por mais este artigo em que demonstra a sua (e a nossa)preocupação com o futuro do país, razão pela qual muitos jovens estão procurando viver em outros países, onde há organização, segurança e melhores condições de vida.
    Abs.
    Gabriel (029)

  45. Arioswaldo Trancoso Cruz Diz:

    Parabéns, caro amigo e confrade, por mais esta lúcida reflexão. Ainda me recordo da fase pré-revolucionária de 1963, quando cursava o primeiro ano de Filosofia na PUCRS e testemunhei as badernas no Centro Acadêmico, com alunos veteranos (repetentes profissionais) pronunciando inflamados discursos de doutrinação comunista, confundindo mentes ainda em formação e tentando estabelecer a desordem geral.
    Como Tenente R2 que fui,servi de 64 a 69 no antigo 17º RI, em Cruz Alta,RS.O que vi e o que fiz lá só me trazem boas lembranças de trabalho honesto em benefício da Pátria.Nada de prisões arbitrárias, torturas e outras falácias. Sinto orgulho dos meus companheiros e subordinados da época. Os fatos que mais me marcaram foram a paz que se observava em toda a região e a normalidade serena em que se vivia a vida social. Sinceramente, não foram anos de chumbo; foram muito mal-aproveitados “anos de ouro”.O revanchismo de hoje é “fogo de palha”. A verdade se erguerá altaneira e, com toda a certeza, não virá das “comissões”.
    Forte abraço do confrade Arioswaldo (Tenete Trancoso).

  46. Ernesto Caruso Diz:

    Caro Bonat

    Felizmente você sentiu que era preciso escrever, e o fez muito bem. Se calamos, consentimos. Somos poucos diante da avalanche de informações caluniosas dos comunistas que infestam o governo atual, vingativo e despudorado no trato com as finanças públicas.
    Abraços
    Caruso

  47. Betty Diz:

    É um assunto que para mim é um pouco nebuloso. Você me esclareceu mais um pouco, mas na época,confesso, era de uma turma “meio alienada”
    Estou ficando, já “velhota” mais antenada.
    Abraços

  48. Roberto Diz:

    Amigo Bonat, muito bom!
    Os esquerdopatas desejam transformar uma derrota, em vitória… Mas a mentira nunca venceu!
    Um grande abraço e prossiga na missão. Roberto.

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