A mãe de todas as engenharias

Boa notícia não é notícia. As racionalmente lógicas também não. Estudantes de jornalismo aprendem, desde cedo, que um cachorro morder uma criança não chama atenção. No entanto, se a criança morder o cachorro…

Mas, atualmente, são tantas as manchetes sobre superfaturamento em obras públicas, que um cachorro morder uma criança deveria ser capa de revista, como poderia ter acontecido com a entrega à Infraero, pela engenharia do Exército, da pista principal do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP). Pouca gente tomou conhecimento de que o Exército não só concluiu a obra com quatro meses de antecedência, como, principalmente, a um custo 30% menor do valor previsto. Foram construídas duas pistas secundárias de saída rápida, reasfaltados 1.060 m, além dos trabalhos de iluminação, sinalização e grooving (ranhuras para facilitar a frenagem). Mas como era um cachorro mordendo uma criança…

É sabido que a mãe de todas as engenharias são os exércitos. A primeira civilização a possuir uma força especialmente dedicada à engenharia militar foi a romana. Suas legiões contavam com os “architecti”, corpo de engenheiros responsável por feitos notáveis, como a construção, em algumas semanas, de fortificações de 60 quilômetros de extensão. Na costa mediterrânea da Europa, deixaram obras que podem ser visitadas até hoje. No sul da França, construíram, antes de Cristo, um aqueduto de 50 quilômetros para abastecer a cidade de Nîmes. A ponte sobre o rio Gard, com seus 49 metros de altura, patrimônio da UNESCO, ainda resiste para comprovar a sua capacidade.

Entretanto, foi com Napoleão que a engenharia militar tornou-se ciência. Em 1747, surgiu a École Nationale de Ponts e Chaussés (Escola Nacional de Pontes e Estradas), primeira escola de engenharia do mundo, até hoje das mais prestigiosas da Europa. Grandes matemáticos foram engenheiros do Pequeno Corso. Entre eles, Gaspard Monge, criador da geometria descritiva, solução de um problema de fortificações, mantida como segredo militar durante 15 anos.

No Brasil Colônia, os engenheiros militares brasileiros absorveram e aprimoraram a arte portuguesa de planejar e construir fortificações, edificações e estradas. Algumas de suas obras ainda fazem parte da nossa paisagem, como bastiões de nossas fronteiras marítimas e terrestres. Em 1792, foi criada a Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, primeira escola de engenharia das Américas, que deu origem ao Instituto Militar de Engenharia e à Escola Politécnica da UFRJ. Em 1874, a Real Academia estendeu o acesso a civis, resultando na separação do ensino civil do militar, fazendo surgir os engenheiros civis.

A universidade mais antiga do Brasil, a Federal do Paraná, que agora comemora seu centenário, teve como criadores, além do médico Victor Ferreira do Amaral, outros idealistas. Entre eles, alguns militares, como Nilo Cairo da Silva, que antes de tornar-se médico formara-se engenheiro militar, Manuel de Cerqueira Daltro Filho, Mário Tourinho e Guilherme Baeta de Faria, o projetista do prédio da praça Santos Andrade, um dos símbolos da capital paranaense.

Quem conhece o extraordinário acervo de realizações da engenharia militar brasileira ao longo dos tempos não se surpreendeu ao saber que ela concluiu a obra de Cumbica antes do prazo e a um custo menor. Mal comparando, foi o mesmo que um cachorro ter mordido uma criança. Fazer o quê? Isso não interessa à imprensa. Seu único intuito é vender jornal. Se não conseguir, jornalista perde o emprego.

39 Respostas para “A mãe de todas as engenharias”

  1. Roberto Diz:

    Bonat, a imprensa funciona como descreveu em seu artigo… E para piorar, ou melhorar, quanto mais tempo o assunto ficar em banho maria, desgaste para uns e faturamento para outros… Amigo, parabéns pela crônica. De novo, no alvo! Um grande abraço. Roberto.

  2. Moreira Diz:

    Caro amigo parabéns. Claro e brilhante como sempre nos mostrou um fato que, de uma maneira geral, não chega ao conhecimento público. Grande parte disso se deve à falta de interesse da mídia em divulgar as relizações bem sucedidas das FA brasileiras. Julgo que dentro dessa realidade de superfaturamentos, desvios de verbas públicas e descumprimento de contratos por parte das empreiteiras; essa obra do Exército deveria sim ser vista como a criança mordendo o cachorro.
    Um forte abraço.

  3. Mário Ivan Diz:

    Muito interessante, Bonat, você deu uma verdadeira aula. Meus cumprimentos.

  4. Marco Antonio Diz:

    Parabéns! Lido e difundido em vários locais! Você ainda vai ficar famoso! Abraços!

  5. Betty Diz:

    Uma verdadeira aula para mim.
    Parabéns!
    Abraços

  6. Amaury Koschinski Diz:

    Parabéns pela boa noticia que não é noticia. A resposta ou se preferir, o comentario de Moreira Diniz retrata a realidade que a atual pólitica brasileira pratica e deseja.Em que pese e se respeite todas as Armas do nosso exército,é uma injustiça não divulgar o trabalho eficaz da engenharia militar que o objetivo é muito trabalho, honestidade e procura constante da perfeição.

  7. brugalli Diz:

    “Quem não é visto, não é lembrado”, diz a velha sabedoria popular. O Exército Brasileiro, como sempre, cumpriu o seu dever silenciosa e modestamente. Economizou dinheiro e tempo. Mas, tal como o cachorro que mordeu a criança, não foi notícia. Faltou marketing? Faltou RP? A meu ver não faltou nada.Sobrou honestidade, competência e espírito público. Mercadorias em absoluta falta nos parlamentos brasileiros, federal, estaduais e municipais. “Verba movent. Exempla traunt”.(As palavras movem. Os exemplos arrastam). Vejamos pelo lado positivo, esperando que este “arrastão” se multiplique por esses amados Brasís. Um abraço do Brugalli.

  8. Afonso Pires Faria Diz:

    Uma aula de história, e um exemplo de como se deve fazer as coisas. Mas, infelizmente general, isto não ganha voto. Ganha voto até os mal feitos. O nosso povo está tão anestesiado de notícias ruins que esta deveria ser uma exceção, mas não. Nem sendo novidade, a imprensa não dá crédito ao exercito. Eles que esperem. Um dia ainda se arrependerão.
    Afonso

  9. J.Koffler Diz:

    Caro amigo Bonat,
    Felicitações pela oportuna lembrança da Engenharia do Exército e também pela esclarecedora aula de história com certeira recordação. A ciência da Engenharia e as Forças Armadas sempre caminharam em estreita conexão, aqui e alhures, a primeira deixando solidamente registrada sua presença com obras deveras grandiosas. Muito bem lembrado o Aqueduto Romano de Nîmes, uma maravilhosa obra que bem comprova a capacidade daquele grandioso exército que marcou indelevelmente um longo período.
    Um forte abraço do seu amigo e admirador,
    J.Koffler

  10. Marcio Stolf Diz:

    Olha Bonat…e ainda tem como melhorar a produtividade dos batalhões de engenharia do exército.
    Imagina onde isso poderia parar, a nivel de redução de custo/prazo.

  11. Gustavo Silva Diz:

    Prezado General Bonat:
    Parabéns pela crônica e parabéns ao nosso Exército, que sem verbas e caluniado por todos os lados insiste no seu trabalho mais do que meritório. Foi com dois oficiais do Exército Brasileiro que aprendi que patriotismo não é discurso eloquente nem gestos grandiosos, mas o paciente e abnegado trabalho do dia a dia, que demora muito a ser reconhecido, quando o é. Um dos oficiais acima foi meu pai, Wilson Rocha da Silva, que passou à reserva em 1968 como Coronel. O outro foi um instrutor do CMRJ no meu tempo de aluno, o Capitão de Infantaria Aluísio Augusto de Miranda. Esses dois exemplos nortearam minha vida.

  12. bonat Diz:

    Prezado amigo Gen Bonat.

    Realmente muita gente não sabe do potencial e realizações da engenharia do EB, a exemplo das louváveis obras mencionadas em seu artigo. Pena que a sociedade em geral nem sempre fica sabendo disso, obviamente, como dás a entender, porque a mídia não dá muita importância para coisas sérias. Cumprimentos e, forte abraço do Zartão.

  13. diva malucelli Diz:

    Ótima crônica, Bonat…eu havia lido um e-mail outro dia, sobre este trabalho que o Exército fez…e em alguns filmes de guerra que assisto, às vezes…fico pasma, com a montagem de pontes, em tempo record…e outras coisas maravilhosas que estes engenheiros fazem…Parabéns, abs.

  14. Ailson Oliveira Colossi Diz:

    Grande Bonat sempre apreendo com voce realmente o nosso Exercito fez faz e fara grandes obras no Brasil, mas me responda por favor porque o Exercito não assume as construções das estradas no Brasil recebendo o valor digno para isto. Bonat responda tambem, se puderes, porque uma determinada construtora entre na licitação ganha e um ano
    depois pede aumento de 100 a 200% quando a inflaçao é de 5%
    ao ano. Abração escreva mais seguido.

  15. GABRIEL CRUZ PIRES RIBEIRO Diz:

    Bonat,
    Justa e perfeita esta homenagem ao trabalho desenvolvido pela nossa Engenharia do Exército Brasileiro: obras entregues até mesmo antes do prazo, com custos reduzidos e nos padrões desejados.
    Lamentavelmente, como muito bem frisado em sua crônica, a mídia não tem o menor interesse em divulgar o que não dá retorno financeiro ou audiência.
    Abs.
    Gabriel (029)

  16. durval santos Diz:

    Caro General Bonat Boa Noite

    Tenho por habito, sempre fazer algum comentario sobre as suas maravilhosas e oportunas cronicas. Todavia, não obstante , esta ultima cronica é tão inacreditavel que não sei o que dizer. abcs durval santos

  17. Carlos Gama Diz:

    Sabe, meu caro General Bonat, eu acredito que não tenha havido muita divulgação desses fatos, porque eles não são especiais; ao contrário, são muito comuns, pois a excelência e a honradez são parte da alma dos Batalhões de Engenharia do Exército Brasileiro.
    Notícias assim comuns, apesar de tão estranhas no Brasil de hoje, não vendem jornais e somente através de trabalhos como o seu é que nós ficamos sabendo de mais esta faina tão usual, tão normal, mas que nos enche de orgulho.
    Parabéns pelo texto, parabéns à Engenharia do Exército pelo trabalho executado como de hábito.

  18. Milton Carneiro de Oliveira Filho Diz:

    Parabéns pela aula e pela divulgação do trabalho de nossa ENGENHARIA.
    Espero que esses fatos mesmo não tendo o apoio da mídia, possam chegar ao conhecimento das pessoas através da rede pelos amigos.
    Fico feliz pelo reconhecimento e agradecimento do Sr Claudio Fernando de Aguiar que teve a oportunidade e felicidade do convívio com sua família.
    Que DEUS possa continuar abençoando o Sr e´sua família, pois vocês merecem.
    Abraços.

  19. Edmar Diz:

    Se o Brasil utilizasse as unidades de engenharia do Exército para realizar mais obras, muito dinheiro seria economizado e, com o seguinte detalhe, a qualidade do acabamento seria bem melhor, propiciando uma maior durabilidade. Isso não ocorre porque a maioria dessas obras são utilizadas para financiar a corrupção na política. Com o serviço dos militares não seria possível desviar dinheiro para propaganda eleitoral dos partidos políticos ou para o enriquecimento ilícito dos políticos. A Instituição Exército é uma das mais transparentes dentre aquelas consideradas confiáveis nesse país: igreja, escola etc. Só não vê e não a utiliza quem tem o espírito revanchista e o não comprometimento com o desenvolvimento da nação.

  20. Higino Diz:

    Bonat…
    Como sapador, obrigado…
    Abç

  21. Abdo Diz:

    Como engenheiro parabenizo-o pela crônica e espero que em outras oportunidades esses oportunistas do governo saibam que estamos aptos, treinados e prontos para servir.Abç

  22. Salazar Diz:

    Meu amigo Bonat!

    Como sempre, uma excelente crônica.
    Como um “velho soldado da Engenharia de Combate” aprendi, através dela muito que eu ainda não sabia . ”
    Felizmente temos no EB, escritores,pesquisadores e divulgadores que, como você, meu caro, está sempre nos atualizando.
    Obrigado e um grande abraço
    Salazar.

  23. Renato Lemos Diz:

    Parabéns Bonat.Nós engenheiros agradecemos. Um abraço Costa Lemos

  24. Albérico Diz:

    Obrigado pela parte que me toca. Excelente.

  25. Nina Mª Marach Carpentieri Diz:

    Como já foi dito, uma verdadeira aula, Hamilton! Ótimo tema.Dentre tantas más noticias que vemos diariamente,esta crônica nos encheu de orgulho pelo trabalho exercido pelo exército, e que realmente a maioria desconhecia. Surpreendi-me pelos inúmeros militares que ajudaram a construir a nossa UFPR! Gostei!
    Abraços á todos, com muitas saudades!

  26. ALFREDO Diz:

    Meu caro General
    Maravilhosa sua crônica, nosso exército é um exemplo de conduta retilínea, correta que serve de exemplo para o nosso povo mal informado por esta mídia censurada e bitolada.
    Alfredo 20.07.2012

  27. Juliana Bonat Diz:

    Ótima crônica!
    É impressionante como nossa imprensa insiste em apostar nas desgraças do Brasil e em nos deixar órfãos de informação sobre as boas coisas que têm sido feitas por aqui.
    Parabéns pelo exército por essa importante contribuição ao tráfego aéreo!

  28. pedro Diz:

    Parabens, aprendi mais alguma coisa, que me leva a indignaçao como somoa um pais nao serio(politicos). um abraço

  29. roselene ferreira Diz:

    OI BONAT,
    ESTOU IMPRESSIONADA! EU NÃO SABIA DE NADA.FOI UMA AULAAAAA!!!!!!!!!
    APRENDI SOBRE HISTÓRIA ANTIGA,SOBRE HISTÓRIA ATUAL…..
    ESTOU ” PURFA ” MESMO. TENHO QUE LER TUAS INSTRUTIVAS CRÔNICAS P/ APRENDER UM POUCO E FICAR ATUALIZADA.
    O MAIS IMPORTANTE É QUE CADA VEZ A TUA ESCRITA É MAIS FLUENTE E DESLIZA COMO ESQUI NO GELO.É GOSTOSO LER O QUE ESCREVES.SEI QUE TU VAIS LONGE,…..
    UM BJ DA
    ROSELNE.

  30. Reges F. M. da Cunha Diz:

    Prezado Gen Hamilton Bonat!
    Com satisfação e muita saudade de suas Crônicas e que volto a Ler escrever sobtre suas belas Crônicas da vida Nacional.
    Conheço esse trabalho da Engenharia do Exército Brasileiro MUITO BEM. Meu Pai foi ( já falecido) Oficial do Exército, como Farmaceutico, em São Borja -RS.
    Até os 14 anos, morei dentro do Quartel ( Vila Militar da Coudelaria de Rincão – Interior de São Borja).
    Minha Opinião pessoal é que Os Batalões de Engenharia deveriam estar duplicando estradas. Exemplo a BR 101 na Região de Natal -RN…
    Mais uma vez suas crônicas trazem informações, clareza nos fatos, críticas contrutivas, entre outros bons fluídos.
    TFA
    Réges Francisco Moraes da Cunha
    Blumenau-Sc

  31. Roseni Palmira Tabalipa Diz:

    General Hamiltom!!!
    Parabéns mais uma vez, pela maravilhosa crônica!!!
    Tive uma verdadeira aula de história, engenharia e inteligência previlegiada!!!
    O Sr. não vai ficar famoso, porque já é famoso!!!
    Seus tópicos na literatura, tocam o alvo sem dúvidas…
    Mais uma vez, fico lisonjeada de poder compartilhar de obras tão significativas, como são suas crõnicas…
    Parabéns mais uma vez e felicidades nas próximas.

  32. Shitiro Tanji Diz:

    Caro amigo General Bonat.

    Parabéns pela excelência da matéria

    General, além de tudo que foi dito o Exército devolveu o valor restante aos cofres públicos. Belo exemplo, hoje carente.

    Acrescento, ainda, mais um feito de um militar de grande proporção no âmbito internacional. A cosntrução do Canal do Panamá.
    Foi iniciada pelos franceses em 1880, porém, inúmeras dificuldades encontradas, tais como, chuvas torrenciais, doenças tropicais(malária e febre amarela), indisciplina dos trabalhadores etc., levaram ao fracasso com a falência da empresa responsável. Os Estados Unidos assumiram o empreendimento durante o govêrno de Theodore Roosevelt. O primeiro e o segundo engenheiros-chefes pediram demissão. Assim, o Coronel Engenheiro George Washington Goethals, do exército americano, foi designado para assumir os trabalhos. Apesar das dificuldades naturais da região e doenças, disciplinou os operários, traçou novo projeto e conseguiu concluir a construção do famoso Canal do Panamá, em 1914.
    De Santos-SP

  33. Aurivio Souza Diz:

    Excelência ,

    Mais uma vez , sua crônica é de perfeiçào impar , trazendo a tona a dura realidade que parece ser a sina eterna de heróis esquecidos e anônimos desconhecidos que compõe nossas Forças Armadas.
    Juramos lealdade a nação e defendê-la com a própria vida se necessário for , mas ela vive a nos tratar como impróprios e indignos de seu amor.
    Salvo raríssimas exceções , a imprensa vive sim a suscitar cada vez mais nos jovens , a idéia que militares são sinônimo da ditadura e abuso de poder , fazendo-os crer que os militares não contribuem ou podem muito contribuir com o desenvolvimento.
    Enquanto isso , esquecem de ver as mazelas dos processos licitatórios e seus obscuros canais que levam ao superfaturamento.
    Salve os bravos discípulos de Villagran Cabrita.

  34. RENEU JOSÉ KERBER Diz:

    Parabéns pelo excelente e oportuno artigo.

  35. Osório Diz:

    Estimado amigo Bonat

    Li, gostei e me emocionei com mais uma de suas belas crônicas. Como oficial da Arma de Engenharia, tendo servido em batalhões de construção no Sul e na Região Amazônica, além do 2º Grupamento de Engenharia de Construção, em Manaus, conheço bem de perto o duro trabalho dos militares da nossa arma em prol do desenvolvimento do país. O acervo de obras é impressionante, muitas delas em regiões inóspitas e que não atraem, pelas dificuldades encontradas, o interesse de construtoras privadas, como, por exemplo, a implantação da rodovia São Gabriel da Cachoeira/Cucuí, no Alto Rio Negro, de cuja inauguração tive o orgulho de participar. Mesmo com todo o revanchismo dos últimos governos em relação aos militares, foi no Exército que eles buscaram o pronto atendimento para o início de obras de infraestrutura, principalmente quando licitações, por diversos motivos, foram interrompidas ou sofreram atrasos, como no caso da duplicação da BR-101, no Nordeste, e da transposição do rio São Francisco.
    Você está certo. A mãe da Engenharia Brasileira é a nossa Engenharia Militar. Mas, a mídia está mais interessada em outras mães, como uma tal mãe do PAC, que anda meio empacado por motivos alheios ao bom trabalho dos verdadeiros engenheiros.
    Fraterno abraço. Osório

  36. Joaquim Rocha Diz:

    Prezado amigo Bonat
    Como sempre suas colocações foram perfeitas.Gostei de saber da notícia. Há muitas rodovias, ferrovias, túneis e pontes por este Brasil afora construídas pelos Batalhões de Engenharias, com economias para o Governo. Naquela época havia notícia na imprensa, porque havia mais ética, hoje a ética deu lugar à corrupção, e notícias como a do casal de papeleiros, que devolveu dinheiro achado, é excessão. Infelizmente estamos na época da inversão de valores, isto é, o certo e o errado trocaram de lugar.
    Forte abraço
    Joaquim Rocha.

  37. Laura Vaz Diz:

    Caro general:
    Mas que boa notícia! Como a maioria, eu também não soube da construção dessa pista, mas ao contrário de alguns, acho que os jornais perderam uma grande oportunidade não só de noticiar o fato mas também de tecer comentários sobre a rapidez e honestidade que envolveram a obra. Isso, sim, é grande novidade! Isso sim é “menina morder cachorro” pois o contrário já sabemos de cor. Basta que se anuncie , nas altas esferas, a construção de qualquer coisa para que comecemos a avaliar o montante que será desviado, por quanto tempo se arrastará tal obra e se, ao menos, ela será finalizada. Nem precia sair em jornal! É notícia morta!
    Mais uma vez, um texto excelente!
    Um grande abraço.
    Laura

  38. GEN BRANDÃO - CHEFE DO DEC Diz:

    Prezado Bonat.
    Abraços fraternos pelos muitos anos sem encontrarmo-nos.
    Felicito-o e agradeço em nome da Engenharia do Exército de todos os brasileiros pelas palavras que distinguem o nosso trabalho e enaltecem os feitos que marcam esse tempo de realizações.
    Para mim é com muito orgulho e muita honra que recebi a nobre missão de estar à frente de nossa arma nesse momento em que muitas coisas acontecem e estamos empenhados em escrever mais uma página da nossa história.
    Contar com suas palavras amigas é mais um incentivo para a permanência nos trabalhos e nos auxilia a perseguir o cumprimento das missões que estamos constantemente recebendo.
    Sempre à disposição para atender suas questões e mais uma vez agradeço a divulgação de nossos trabalhos.

  39. Mandrup Larsen Diz:

    Parabens muito explicativa.

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