Marmitas de gelo

“Fechem as janelas. Ninguém pode descer!”, bradava um ferroviário. Com as mãos nos bolsos, aconselhava: ”Não convém que a população os veja, é a ordem”.

“Não estamos pesteados! Somos os alpinos que voltam da Rússia!”, gritou exasperado um dos soldados, pouco antes de o trem pôr-se de novo em movimento.

“Alpinos… E daí? Vocês já se olharam no espelho, cambada de nojentos!”, tornou, possivelmente cumprindo ordens do novo governo, o funcionáro da estação.

Assim foram recebidos em seu país os maltrapilhos sobreviventes da frente russa, entre eles o recruta Giulio Bedeschi. A Giulia, divisão à qual pertencia, havia perdido 18.000 dos seus 20.000 homens. Bedeschi, apesar de sofrer todo tipo de preconceito, tornar-se-ia um conceituado médico. Ele deixou registradas, em “Cem Mil Marmitas de Gelo”, as misérias que se abateram sobre uma tropa de elite, isolada na imensidão de um país hostil, e que encontrou, não se sabe como, forças para suportar a fatalidade de uma guerra perdida.

O ódio com que ele e seus companheiros foram acolhidos em seu país causou-lhe profunda tristeza. Era apenas soldado . Não era fascista, mas foi tratado como tal. Mussoline já havia morrido e, com ele o seu regime, que o havia recrutado para também morrer, mas nas estepes russas. Se soubesse que a recepção seria tão hostil, talvez preferisse ter ficado por lá, sob o gelo, como 90% dos seus companheiros.

São conhecidas as palavras de um veterano, que há séculos já vaticinava: “Amamos nosso Deus e nossos soldados nos momentos de perigo – não antes. Passada a refrega, Deus é esquecido e os soldados desprezados”. A história teima em se repetir, como vimos no último dia 29, no Rio de Janeiro. É o que revelam as palavras de alguém que esteve lá, das quais faço questão de registrar alguns tópicos.

“Eu não estava no Brasil no dia 31 de março de 1964. Encontrava-me servindo no Contingente das Nações Unidas no Congo, voando C47. Comecei a acompanhar as notícias do Brasil referentes ao progresso da ‘esculhambação’, com perdão da má palavra, provocada pelos sindicatos, pelas ligas camponesas e, afinal, pela tentativa de desestabilizar o braço armado da nação, com quebra da hierarquia e da disciplina. Comecei a planejar o não regresso ao Brasil, pensando nas minhas raízes em Portugal, retirando, depois, meus familiares do inferno que seria implantado no País.
Volto agora aos acontecimentos de 29/03/2012, em que cerca de 300 idosos assistiam a um painel em que, simplesmente, se fazia a análise do que ocorrera naquele passado, que teima em ficar próximo. Em baixo, agitadores clamavam, aos gritos, contra pacíficos e ordeiros militares e civis.
Ao final, estávamos sitiados dentro da ‘Casa da República’, orientados a não sair do prédio. Pensei, de imediato, na possibilidade de que um dos mais idosos resolvesse enfrentar a turba. Resolvi enfrentá-la, antes que um deles, mais debilitado que eu, o fizesse. Junto com meu ‘irmão’ Juarez saí à rua. Enfrentamos a manifestação programada como pacífica, coisa que comunistas não conseguem realizar. Xingamentos variados partiram da ‘matilha’, pois nunca atuam sozinhos. Um deles, percebendo que eu ia falar, desafiou: ‘fala, fala alguma coisa, seu nazista!’ Controlei-me. A partir daí, fomos andando até chegar ao metrô, perseguidos pela alcateia e protegidos por um policial que, coitado, tentava defender os dois velhinhos que ousaram usar do seu direito de ir e vir e da livre manifestação de pensamento.
Foi terrível receber a cusparada que é vista na foto. Por ela, percebe-se que os cuspidores tinham todas as características de drogados, com olhos esbugalhados. Aí, imaginei: e se eu estivesse armado? Cheguei a pensar nisso antes de ir à reunião. A justiça julgaria uma reação desproporcional, um tiro dado por alguém que dedicou mais de 50 anos ao serviço da pátria contra um imbecil que ousara cuspir no seu rosto?”

Fica aí, meus amigos, um registro do Brasil intolerante de hoje, triste realidade, pois sabemos o quanto é difícil praticar a tolerância contra intolerantes.

Mesmo assim, continuo otimista. Quero acreditar que a turba de jovens cuspidores, doutrinados para odiar, alimentados mais por mentiras do que por verdades, não estava lá, da mesma forma que o funcionário da estação ferroviária italiana, cumprindo ordens de um novo governo dito democrático.

36 Respostas para “Marmitas de gelo”

  1. Mario Ivan Diz:

    É isso, meu caro Bonat. É triste ver que a guerra não acabou. O lado vencido quer continuá-la apesar de o vencedor ter proposto a paz. Que Deus faça chover bom-senso no nosso país.
    Mário Ivan
    ===========================

  2. Paulo Cesar Diz:

    Acho que ainda poderemos ter desdodramentos!!!!!!
    PCesar

  3. DANIEL PEDRO Diz:

    CARO GENERAL BONAT.
    Parece que vivemos uma doença que não tem cura!!
    Em época de Páscoa,fica minha mensagem, Jesus dizia “BEM AVENTURADOS QUE TEM SEDE DE JUSTIÇA”.
    Feliz Páscoa a todos!!!

  4. Nádia Diz:

    Vergonha! Tristeza….rebeldes sem causa, querendo dar algum sentido à suas vidas fazendo coisas sem sentido?

  5. Cosendey Diz:

    Meu amigo Bonat.
    É muito triste conhecer estes lamentáveis fatos ocorridos no dia 29 Mar 2012. Podemos chamar este dia como sendo o da covardia e da vergonha nacional. Para mim isso é caso de polícia. Identificados os agressores cabe uma reprimenda na forma da lei, mesmo que tardiamente.
    Vamos e venhamos:
    1)FALTOU AÇÃO POLICIAL ENÉRGICA E EFICIENTE NAQUELE EVENTO; 2)QUANTAS PRISÕES FORAM EFETUADAS EM NOME DA LEI?
    3)TODOS, MENOS O PAPA, SABIAM QUE OS VELHINHOS OCTOGENÁRIOS SERIAM LINCHADOS PELOS MOLEQUES BADERNEIROS RECRUTADOS COM ANTECEDÊNCIA PELAS REDES SOCIAIS.

  6. Nestor Jesus de Sant'Anna Diz:

    Prezado General Bonat.
    O Partido dos Trabalhadores e todos os outros de viés socialista conseguiram o que se propuseram, da maneira que todos sabemos. Apenas alguns jornais e uma única revista de alcance nacional ainda resistem.E nós, aqui e ali, meia dúzia de gatos pingados.A Igreja Católica, de joelhos, serve a Corte; as fileiras ativas das FFAA capricham na sua ordem unida regimental,assistindo autisticamente a derrocada da ordem social e moral, enquanto a sucuri vermelha já lhes enguliu até a cintura,estando a alguns centímetros da imobilização mortal. Alguém de grosso calibre tem que dar um murro na mesa.E já!

  7. NIna Diz:

    Vergonha e tristeza mesmo! Esta turba não tem mais valores, nem dignidade com pessoas idosas, que poderiam ser seus avós!
    Deveriam ir morar em Cuba, onde impera a “liberdade”, e seu ideal de regime…. Para logo depois se atirarem ao mar, para fugir!
    Sem comentários!

  8. Renato Silva Diz:

    O incrivel é que esses “garotos”, alugados pelo PT para promover tais manifestções nem eram nascidos em 64, nem leram textos ( se é que sabem) ou ouviram quem àquela época vivenciou o que as vésperas da Revolução indicavam como futuro. Imagine se os militares não tivessem sido mais tolerantes do que foram com as tentativas frustradas dos comunas tupiniquins!!! Imagine se tivessemos tido um Cstelo “pinochet” Branco ?
    Abs

  9. Nádia Diz:

    Duas perguntas que ficam no ar: o Conselho do idoso, tomou alguma providência? A imprensa entrevistou os pais que educaram estes seres?

  10. Carlos Gama Diz:

    Permita-me, meu caro General Bonat, repetir aqui o que já havia dito por e-mail

    É triste que estejamos vivendo estes momentos, que estejamos vendo que o nosso Brasil vai continuar sendo permanentemente o “país do futuro” (sem presente e sem memória do passado), um futuro plantado em mentes empobrecidas de autômatos programados.
    Parece ser próprio da pobreza racional nesses tempos novos, o destruir dos princípios, esse desconstruir do Brasil, em nome de uma herança maldita que não é nossa.
    Desconstrói-se o Brasil e desconstróem-se os princípios da democracia, atropelando até a memória dos sábios da Grécia antiga.
    Prosseguindo nesta trilha, por onde caminham ou se arrastam as questões políticas e na ladeira escorregadia por onde mal transita a nossa economia, fatalmente encontraremos, em tempo curto, o chicote em mãos estrangeiras, indicando o caminho do potreiro.

  11. André Dambros Diz:

    Concordo com Nina e com Nestor. Já fomos engolidos pela serpente vermelha.
    Hoje nossa triste realidade é esta. A turba de delinquêntes está muito maior que se possa pensar, pois são os agraciados com as benesses custeadas com o nosso dinheiro. Se o regime Cubano chegar ao Brasi, é bom que comecem a ver para que pais poderão fugir. Só aí verão o tamnho dos benefícios que os espera.

  12. Gustavo Rocha da Silva Diz:

    Prezado General Bonat:

    A crònica é primorosa e a associação com a divisão italiana que lutou na URSS é magistral. Não fosse a ação dos militares desde 1935 (nunca é demais lembrar) estaríamos em situação incomparavelmente pior.

  13. bonat Diz:

    Parabéns, meu caro amigo Bonat.
    Mais um excelente artigo desse cronista inspirado que aborda, com crítica adequada, os eventos anormais.
    Boa Páscoa. Ariel

  14. Juan Koffler Diz:

    Meu preclaro amigo Bonat:
    Assisti pela televisão às deprimentes e hediondas cenas acontecidas em frente ao Clube Militar/RJ, e, a exemplo de expressiva parcela da sociedade brasileira que persiste consciente e respeitosa, fiquei deveras estarrecido com o que vi – embora, lhe confesso, já esperasse por algo similar, quiçá de maiores proporções. A “intelligentzia vermelha” não deixaria passar em “brancas nuvens” essa rara oportunidade de agredir a ordem, o equilíbrio social e a democracia (que tanto odeiam), mormente em se tratando de tão cobiçado “target” – são alienados e prostituídos o suficiente para, em troca de qualquer migalha em cachaça, acometerem contra tudo e contra todos, eis uma constatação insofismável.
    Agora, o que me causou ainda maior revolta e náuseas, foram flagrantes televisivos em primeiro plano das risadas debochadas de alguns desses “humanóides”, claramente denotando que não havia um objetivo racionalmente fundamentado, mas apenas a mera perturbação grosseira e ignara contra um singelo e despretensioso evento, sem ao menos saberem o porquê do que estavam fazendo. Era, em suma, uma turba desvairada, aloprada e ensandecida, movida por dementes intenções de tumultuar e aparecer na mídia, mais nada – e, claro, motivados e instruídos para tal, em troca de um discurso igualmente hediondo dos seus decrépitos mentores “vermelhos”. Desocupados de carteirinha, eu uso cognominá-los, com o mais elevado teor pejorativo e depreciativo. Nas ações em Porto Alegre, nos idos de 67-69, tais grupos eram assaz costumeiros, merecendo (e recebendo) severo combate. Lamento profundamente o ocorrido e me solidarizo com os que, imerecidamente, sofreram tais torpes e espúrias agressões.
    Definitivamente, estamos rumando para um estágio de anarquia (ainda) velada, sob a égide de um governo populista barato (mas extremamente dispendioso para nossa sociedade, em amplo espectro) que busca subverter a ordem e o equilíbrio social, sorrateiramente como lhes é usual.
    Forte abraço!
    Juan

  15. brugalli Diz:

    Este Sábado de Aleluia ficou ainda mais radioso após ler “Cusparada na Democracia” do Brigadeiro Carlos de Almeida Baptista e sua crônica Marmita de Gelo. Ambas são dignas de serem estampadas nas capas dos jornais brasileiros. Mas, qual deles não está eivado de jornalistas “emprenhados pelos ouvidos” que ouviram o galo cantar porém não conhecem o terreiro. Não viveram a época. Estão longe do Reporter Esso – testemunha ocular da história. A analogia do diálogo entre os sobreviventes da Divisão Giulia e os funcionários da estação é antológica. Parabéns. É preciso que outros testemunhos oculares da história se manifestem sem medo dos intolerantes. Parece-me que cabe aquí lembrar o comandante de uma companhia de infantes alpinistas que estava ferido e para morrer. Convocou seus soldados para ouvirem seu testamento. Recebeu como resposta que eles já não tinha coturnos para marchar. O comandante então manda-lhes dizer que com coturnos ou sem coturnos ele os queria junto a si. Na madrugada seguinte eles chegam exaustos e pergutam: Quais são as ordens, Comandante? Nós que usamos pijama e não coturnos, bengalas e não fuzís, devemos fazer coro com aqueles que ainda se recusam a dobrar a cerviz, para os imbecís que cospem em seus rostos, seja no sentido literal, seja no sentido simbólico. Nosso escudo são os anos que dedicamos ao seriçlo da pátria e as agruras que sofremos naqueles históricos dias de março de 1964.

  16. diva malucelli Diz:

    Caro Bonat…não acompanhei o episódio da cusparada, pois estive “desligada” face a um acidente de trânsito…nada grave.
    Mas, concordo contigo, que infelizmente, as coisas podem piorar…
    Este ano, pretendo anular meu voto, e dependendo , nos posteriores também…a desiulusão impera…
    Interessante a coincidência de Julio Bedeschi,pertencer a uma divisão chamada Julia…
    Muito boa crônica, embora um tanto triste, mas é real…
    Abs.

  17. bonat Diz:

    Caro amigo Bonat,
    Mil vezes:excelente! A sua nova crônica é um primor.
    Foi muito triste o incidente do dia 29/03. E pensar que aquilo que se viu é parte do produto que se fabrica em nossas faculdades, com o dinheiro do nosso povo. Aqueles baderneiros sequer se dão ao luxo de considerar o fato histórico que naquela tarde estava sendo lembrado, cujo sucesso permitiu que eles pudessem, dessa maneira, se manifestar. Em Cuba, Coreia do Norte ou mesmo na China, em qualquer desses lugares, certamente eles não conseguiriam fazer o que aqui fizeram – porque nesses lugares reina a democracia que eles pregam. Pobres ignorantes da História, pobres inocentes manipulados. Mas, prezado amigo, o povo normalmente tarda a perceber as coisas, porém, quando desperta, cobra, e cobra caro. Foi assim em 1964. Esses idiotas, entreguistas da nação, que tanto falam em democracia – essa estranha democracia dos vermelhos – sentirão a repulsa e terão o que merecem. Pobre da nação que depende de uma juventude assim. Mas Deus queira que eles representem uma minoria de um todo que discorda deles. Senão, ai de nós, o Brasil.
    Abraços. Continue a propagar a verdade.
    Forte abraço.
    Omar

  18. Gabriel Sd.Oliveira 643 Diz:

    Caríssimo Comandante:

    Urge que as pessoas de bem tomem uma atitude, pois como se diz, o que me preocupa não é o barulho dos maus, e sim, o silêncio dos bons. Pesquisas mostram que mais de 85% da população é favorável á volta dos militares. A situação chegou no seu limite. Num país onde a prole do vagabundo é beneficiada pelo estado no caso do “vagabundo” ser preso enquanto que a família da vítima que se vire pra criar seus filhos,é prova mais do que inequívoca de que estamos sendo governados pela escória. Caso a velha guarda resolva partir para a ofensiva, eis aqui um soldado sempre pronto para pegar em armas.

    Abraços
    Oliveira.

  19. Odracir Mello Salazar Diz:

    Parabéns Gen Bonnat! E obrigado por nos brindar com mais uma de suas brilhantes e oportunas crônicas. Muito feliz a analogia feita com a situação por que passaram os sobreviventes da Divisão Giulia. É muito triste e revoltante para os da minha geração e adjacentes, hoje sobreviventes da luta enfrentada há 48 anos para evitar a implantação aqui de uma ditadura comunista como a de Cuba, que perdura até hoje, assistirmos a cenas como as ocorrids no Rio de Janeiro em 29 próximo passado. Sofremos, sacrificamos, enfrentamos, lutamos, vemcemos mas, infelismente não soubemos manter. Que Deus nos ajude, pois os velhinhos de hoje, jóvens de outrora, não mais têm condições de enfrentá-los.

  20. pery silva salazar Diz:

    Meu caro amigo BONAT!
    Pelos comentários vejo que a maioria está derrotada, cansada, perdida na boca da “serpente vermelha”.
    Li o texto do Gomes. È um desabafo que vale a leitura e o conhecimento.
    Mas nem tudo está perdido. Basta a voz de Comando do nosso Comandante Chefe do Exército e tenho certeza que todos nós- Ativa e Reserva – do Soldado ao Gen de Exécito – e, grande maioria do civis patriotas, estarão prontos para novamente derrotar esse comuno-oportunistas. Assim foi em 35, em 61, em 64…
    Um grande abraço VERDE-OLIVA e “AO BRAÇO..FIRME!” e não te esqueças de que “ABRAÇADO AO CANHÃO MORRE O ARTILHEIRO”, orientado pela nossa ESTRELA GUIA e pela RAINHA das Armas.

  21. bonat Diz:

    Prezado BONAT
    Parabéns. Persevere com suas lúcidas ideias. Um abraço Santos

  22. Edmar Diz:

    Esse grave acontecimento é mais um alerta para a necessidade de nos organizarmos politicamente (criar a bancada dos militares em Brasília). Precisamos ter, pelo menos, um deputado federal em cada estado com parcela significativa de população militar: RJ (já tem o Bolsonaro), RS, PR, SC, SP, MG etc. Seríamos cegos se não víssemos que existem revanchistas no meio político brasileiro que não medirão esforços para se travestir de vítimas e desvirtuar a verdade do passado.

  23. durval santos Diz:

    Meu Caro Amigo General Bonat (Boa Pascoa )

    Felizmente trata-se de uma pequena minoria, que ouviu o “Galo cantar mas não sabe onde”. Aqui , proximo de Casa, na ALAMEDA CASABRANCA, onde existe um marco em homenagem ao Mariguella (believe or not )também houve manifestações , as placas que indica o nome da Rua apareceu cobertas com o nome do terrorista, que na ocasião tinha como motorista um atual Senador da Republica.
    Se ao passear pela rua um cachorro latir para vc, obviamente vc não irá latir para o cachorro, portanto, meu Caro general , vamos em frente que atras vem gente . abcs durval santos

  24. ALFREDO CHEREM FILHO Diz:

    Meu Caro General
    Agradeço o envio, e acho que este estardalhaço é feito por uma minoria que aparece, massa de manobra vendida e fanatizada pelo pt, estando muito bem informada de todos os passos de tudo que acontece, principalmente o que não lhes convém para o seu alvo final que é o domínio total do poder.Mas eu acredito que o bem vencerá, O pt diz que estamos numa democracia, mas que democracia é esta que só há o direito e liberdade de concordar e nunca de discordar de seus preceitos, que homens são estes que conspem no rosto de nossos heróis, que valentia é esta que tentam assustar dois velhinhos que os enfrentaram sózinhos e tiveram a coragem de sair na rua contra inúmeros bandidos, tenho orgulho de ver que os nossos militares da reserva estão mostrando como foi a verdadeira história da CONTRA-REVOLUÇÃO que salvou o nosso pais da desgraça que aqueles bandidos queriam impor, aqueles anos de administração foram os melhores anos que nosso pais viveu, digo e afirmo com todo orgulho que aqueles anos foram anos de salvação de nossa pátria, governados por militares altamente competentes, fazendo obras monumentais, necessárias ao nosso Brasil, e hoje os bandidos não querem que o nosso povo tome conhecimento desses feitos, tentando impedir de qualquer maneira a divulgação destes fatos.
    Alfredo 08.04.12

  25. Medeiros Dias Diz:

    Solidariedade é o mínimo que ofereço aos “cuspidos”. Quando ví a reportagem na TV, pensei que eles estavam removendo o passado Que surpresa, esta é a Democracia dos comunas. Alem do 31 de março vamos comemorar todas as grande datas e colocar estes bagunceiros em escanteio. Como dizia um grande filosofo: ASSIM COMO SÃO AS PESSOAS, SÃO AS CRIATURAS!!!!!!!!. Bonat, parabens pelo que você escreveu pois, traduz o pensamento demuita gente. FELIZ PASCOA, Extensiva a toda família.

  26. Dirceu Rigoni Diz:

    Meu Nobre Amigo,

    Crônica: Aí está a prova de como manipulam os manifestantes. À base do dinheiro.
    Pegunta-se : Quem os financia ?
    Responde-se: O próprio governo !

    Forte abraço,

    Zé Dirceu.

  27. Mario Gardano Diz:

    É Bonat, eles dizem que a partir de 1964 iniciou-se os anos de chumbo, e eu pergunto hoje vivemos o que, uma democracia? um pais livre onde se pode externar nossos sentimentos e opiniões, ou um lugar onde prevalece as ordens do rei (ou rainha) e quem vai contra os preceitos petistas sofre reprimendas nada democraticas por parte dessa gente e seus asseclas.

  28. bonat Diz:

    Prezado amigo Bonat. Excelente artigo. È profundamente repudiável a ação desses inescrupulosos baderneiros, tudo levando a crer que foram instigados por algum interesse maior por trás dos bastidores. Coitados dos “velhinhos” que muito já fizeram em prol da pátria, mas, agora são tratados como objetos descartáveis. Ah, não tem mais circulado o Jornal Tempo Todo. Parece que acabou se associando ao Jornal Folha de Caxias. Abraços do Zartão

  29. RENEU JOSÉ KERBER Diz:

    “O leão pode ser disciplinado e obediente, mas não inofensivo. Precisa, pelo menos, rugir de quando em vez para se fazer respeitado”
    Do Gen. Pedro Malta
    Foi isso que senti a assistir as manifestações em torno do Clube Militar no RJ em 29/03/2012.
    Não estranhei a forma como trataram os velhinhos, pois seus gestos, comportamentos e ações são de longa data conhecidos. O que chamou-me atenção pela relavância e gravidade do ocorrido foi a pouca repercussão na mídia de modo geral, em especial a televisiva que desponta com a maior audiência e a falta de reação por parte dos que estão em atividade.
    Foi triste, lamentável e preocupante o que assistimos, graças a divulgação nas redes sociais virtuais e mensagens recebidas dos inconformados.

  30. Celso do Ó da Silva Diz:

    Prezado Gen Bonat.
    Sua crônica toca fundo na questão daqueles que honrosamente, cumpriram seu dever constitucional de defender a Pátria, mas não são reconhecidos. Vi, numa reportagem, que aqueles alvoroceiros foram contratados para fazer exatamente aquilo e que, momentos depois, estavam pedindo o seu pagamento. Quem os teria contratado? Certamente temos a resposta. A troco de quê? Certamente também temos a resposta. Esperemos que fatos assim não voltem a acontecer, mas infelizmente, não temos tanta certeza assim, pois há um grupo de pessoas torcendo pela desestabilização do governo (na realidade querem “ver o circo pegar fogo”). Meu fraternal abraço.

  31. Ivo Diz:

    A péssima educação de berço é a forja deste despreparo cultural e emocional …..parabéns pela mensagem…

  32. Luiz Carlos Soluchinsky Diz:

    QUE MARAVILHA A CRÔNICA E QUE BOM SABER QUE PELOS COMENTÁRIOS TEM MUITA GENTE COM PENSAMENTOS CRÍTICOS IGUAIS AOS MEUS. UM ABRAÇO

  33. bonat Diz:

    Amigo Bonat,
    é companheiro, a “coisa” está ficando ruim. Espero que haja bom censo por parte do “mandante” na estação do trem. Bela crônica como sempre. Abraços.
    Paulo Carvalho

  34. GABRIEL CRUZ PIRES RIBEIRO Diz:

    Bonat,
    Em “Marmitas de Gelo”, você fez uma inteligente comparação entre acontecimentos do século passado e os ocorridos agora, em 29 de março de 2012, na entrada do Clube Militar.
    Os militares da reserva que assistiam a um painel para analisar os fatos ocorridos em 31 de março de 1964 foram orientados a não saírem da “Casa da República”, simplesmente porque alguns baderneiros poderiam ameaçar à integridade física dessas pessoas idosas e pacíficas que somente exerciam o sagrado direito de se manifestarem pacificamente. Cabe lembrar que essa “manifestação” agressiva contra os militares já havia sido previamente anunciada em redes sociais e poderia ter sido evitada.
    Li alguns comentários postados pelos leitores de sua oportuna crônica e concordo com aqueles que se manifestaram favoravelmente a que esse acontecimento não deveria ficar somente nisso: uma ação do Clube Militar por infração ao Estatuto do Idoso.
    Assim, encaminho o artigo abaixo escrito por Olavo de Carvalho, em que o autor analisa que houve uma Reação Fraca (talvez fraquíssima).
    Será que só vamos ficar nisso?
    Abs.
    Gabriel (029)
    “Reação fraca
    ESCRITO POR OLAVO DE CARVALHO | 09 ABRIL 2012
    ARTIGOS – DIREITO
    Leio que o Clube Militar do Rio de Janeiro está processando, por infração ao Estatuto do Idoso, o estudante que cuspiu no rosto do Coronel Juarez Gomez. A reação é justa, mas fraca, inadequada e desproporcional à gravidade da ofensa.
    Desde logo, o coronel, como vários de seus colegas que se reuniram no Clube para celebrar o 31 de Março, foi publicamente xingado de “torturador” e “assassino” sem que haja o mínimo indício judicial de que ele tenha cometido, seja os crimes de tortura e homicídio, seja quaisquer outros.
    Se alguém nas Forças Armadas os cometeu, que seja punido. Mas agarrar inocentes na rua, chacoalhá-los, intimidá-los e cuspir-lhes na cara, pela simples razão de que um dia envergaram a mesma farda dos acusados, ou de que usam do seu direito de achar que estes são inocentes, é coisa que ninguém pode fazer por sincero amor à justiça, e sim pelo desejo mal disfarçado de prostituí-la, de usá-la como pretexto para a perseguição política.
    O coronel e seus companheiros de farda foram, com toda a evidência, vítimas de crime de calúnia. Pior: calúnia premeditada, pois o agressor não partiu para os xingamentos numa explosão emocional repentina, mas foi ao local com a intenção deliberada de acusar de torturadores e assassinos todos os militares que ali se encontrassem, pouco importando que não pesasse, contra a maioria deles, ou mesmo contra nenhum dos presentes, nenhuma acusação judicialmente válida de tortura, de homicídio ou de qualquer outro delito.
    A manifestação foi organizada precisamente para incriminar a todos indistintamente, ludibriando a opinião pública para que passasse a enxergar como torturador e assassino qualquer militar que, sem jamais ter-se envolvido pessoalmente em atividades criminosas, celebrasse ou aprovasse retroativamente o movimento de 31 de março. Não poderia ser mais claro o intuito de dar ares de crime hediondo a um autêntico “delito de opinião”.
    Também não tem o menor cabimento processar o cuspidor individualmente, como se a idéia da inculpação indiscriminada tivesse partido da cabeça dele, só dele, e não dos planejadores, mentores e apoiadores maiores da manifestação, como os srs. Sílvio Tendler e Tarso Genro. Por acaso esses sessentões, ao instigar a juventude para que dissesse o diabo dos militares, a instruíram para que distinguisse entre os acusados de crimes e os meros entusiastas do movimento de 64, dando-lhes tratamento diferenciado para demarcar a fronteira entre o meliante – real ou suposto – e o cidadão honrado de quem se diverge politicamente? Cumpriram essa obrigação elementar de quem tem o mínimo indispensável de senso de justiça? Que nada! Gritaram, xingaram junto com a massa, pouco lhes importando a diferença entre culpados e inocentes.
    Como perdoar essa conduta abjeta e criminosa num homem que foi ministro da Justiça? Reduzir o caso a uma infração do Estatuto do Idoso é atenuar a gravidade do delito, além de concentrar num ridículo pau-mandado as culpas que cabem a seus mentores e instigadores, bem como a todas as organizações que participaram do espetáculo.
    Pior ainda: descrever o Cel. Juarez apenas como um idoso atacado por jovens é fazer abstração do papel que ele desempenhou no ocorrido: o do inocente ao qual se imputaram, em público, culpas que, se existem, não são dele. A idade da vítima pode ser um agravante, jamais o delito principal.
    Há quase duas décadas tenho tentado, em vão, explicar aos nossos militares que suas respostas tímidas ao incessante festival de calúnias contra as Forças Armadas – quando não a tentativa masoquista de aplacar a fúria do adversário mediante condecorações, afagos e outras efusões de delicadeza – só fazem encorajar novos ataques, que em vez de cessar com o tempo vêm crescendo à medida que os acusados envelhecem e se tornam mais frágeis.
    “A fraqueza atrai a agressividade”, ensinava Donald Rumsfeld. Se, em vez de reagir a calúnias mediante notinhas oficiais patéticas que ninguém lê, as Forças Armadas tivessem processado logo os primeiros cinco acusadores, ninguém se animaria a ser o sexto. A indústria do denuncismo teria falido por falta de mão-de-obra.
    Publicado no Diário do Comércio.”

  35. roselene ferreira Diz:

    AMIGO
    NÃO TENHO COMENTÁRIOS PARA FAZER PORQUE TUDO JÁ FOI DITO.
    SÓ TENHO QUE ,MAIS UMA VEZ TE PARABENIZAR,PELA MANEIRA MARAVILHOSA COMO ESCREVES.
    BJ DA
    ROSELENE

  36. Laura Vaz Diz:

    Caro general,
    A gente assiste a cenas como a ocorrida em 29/03 diante do Clube Militar e fica, não chocada mas profundamente infeliz.
    Verifica-se que a educação segue a passos largos por caminhos
    estranhos onde valores morais, como um todo, foram completamente banidos. Parece que a inteligência estacionou e a consciência deu um passo atrás. Com tanta informação ao nosso alcance hoje em dia, e as pessoas, preguiçosas mentais, preferem seguir o “Maria vai com as outras” sem a mínima noção do que estão fazendo. Pobres criaturas! A “Maria” e as “outras” são dignas de pena!

    Grande abraço.
    Laura

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