Os votos de Dona Erda

É fácil esquecer-se de algo. Basta confiar na memória. Sempre tive muita dificuldade para lembrar o nome das pessoas. Por isso, ao longo do tempo, tenho-me valido de um velho e eficaz método: o de anotar. Anotar tudo.

Tem gente que recorre a outros artifícios. Para eles, mnemônica é a palavra salvadora. Ela vem de Mnemosine, deusa que personificava a memória na mitologia grega. Daí chamar-se mnemônico o processo que muitos utilizam para lembrar-se de coisas essenciais. Cícero foi dos primeiros a usá-lo em seus famosos discursos, transformando-o em método, em sua obra De Oratore.

Ele baseia-se no princípio de que a mente humana tem mais facilidade de memorizar dados quando estes são associados a informações pessoais, espaciais ou de carácter relativamente importante. Porém, estas informações têm que fazer algum sentido, ou serão igualmente difíceis de memorizar.

É um artifício indispensável a quem pretenda conquistar e manter clientes, seguidores ou, no caso dos políticos, votos. Entretanto, ao lado de sua reconhecida eficácia, mora o perigo dos estragos irreversíveis que pode causar.

O caso que agora passo a contar serve de alerta aos seus adeptos. O fato é real. Usarei nomes fictícios. Não que os tenha esquecido, pois os anotei, mas prefiro preservar a identidade da personagem principal.

Lelé era daqueles políticos falantes. Jurava que não mentia. O problema é que continuava falando, mesmo depois que as verdades haviam terminado. Beijava criancinhas, abraçava idosos e, dizem, dava bom dia a cavalo. Gabava-se da sua memória privilegiada. Bastava ser apresentado a alguém, para não mais esquecer o seu nome. Não revelava o truque. Talvez empregasse o processo mnemônico. Ninguém sabe.

Em campanha para deputado estadual, foi à Vila Tem-Tem, convidado por Dona Erda (pronuncia-se Érda). Líder local, ela era muito respeitada. Nunca fora candidata a nada. Gostava mesmo de ajudar, de fazer o bem, sem nenhum interesse pessoal. Quase uma santa. Por isso era querida.

O salão comunitário estava lotado. Perante mais de trezentas pessoas, Dona Erda foi só elogios ao candidato, a quem pediu votos, pois acreditava em suas promessas de fazer o progresso chegar à Vila Tem-Tem. Encerrou sob aplausos e gritos de “Lelé já ganhou”.

Chegou o grande momento: a vez de o nosso protagonista discursar. Por mais de meia-hora, ele deitou falação, prometendo transformar em paraíso o inferno que era a pobre Vila Tem-Tem . Ao final, sabedor do elevado prestígio de Dona Erda, resolveu pedir aos presentes que a aplaudissem.

Para sua surpresa, fez-se silêncio. Imaginando não ter sido entendido, repetiu: “Antes de encerrar, peço uma salva de palmas a esta brava lutadora, Dona Osta (pronunciou Ósta)”. A essa altura, Dona Erda, constrangida, já tinha saído à francesa, deixando-o a sós com a plateia irada.

Lelé perdeu a eleição. Na Vila Tem-Tem, nenhum voto. Se tivesse usado o velho e eficaz método de anotar, hoje seria deputado. Aprendeu tarde demais. Nunca mais se candidatou. Nem mais voltou à Vila Tem-Tem.

42 Respostas para “Os votos de Dona Erda”

  1. bonat Diz:

    Caro amigo Bonat
    Excelente artigo! Eu ri muito; tive um verdadeiro ataque de riso.
    Só é difícil acreditar que o caso seja real, mas, como os nossos políticos são os reis do besteirol, pode ser.
    Abraço forte do seu velho camarada Ariel.

  2. Carlos Abilhoa Diz:

    Estimado amigo Bonat
    Valeu, muito bom artigo, este candidato não podia ganhar mesmo.
    Bonat,vou te contar uma história, meu tio Boralli, (falecido a 30 dias) foi sempre radialista, já aposentado a tempos. Na TV Educativa tinha uma programa que sempre trazia os antigos locutores de Curitiba, imediatamente entrei em contato com meu tio que já aposentado morava na praia, e lhe comuniquei que o ROBERTO MERDELMANN estava com programa de TV trazendo os velhos do radio, e pedi que entrasse em contato. Ele me respondeu dizendo que iria entrar em contato, mas com o ROBERTO BOSTELMANN, que esse era o seu nome.
    Grande e Fraternal Abraço
    Abilhôa

  3. João Henrique Diz:

    Caro Bonat,
    dessa vez a sua criatividade passou dos limites.
    Fui surpreendido com seu viés humorístico, inesperado, brilhante! Impossível não cair nas gargalhadas.
    Não consigo entender, mas após ler seu texto espetacular, vieram-me à mente palavras como: cicocajuma, empibiarvo e tantas outras.
    Será que alguém anotou isso? Nem precisei, viu?
    Parabéns!

  4. Mario Gardano Diz:

    Amigo Bonat, realmente a Mnemônica prega peças quando menos se espera, o pobre candidato (ou seria rico) fez a associação da palavra com o dejeto,mas provavelmente sua mente o traiu fazendo-o usar a palavra que mais utilizava no seu linguajar, azar dele, sorte do povo.
    abraços
    Mario Gardano

  5. Gustavo Rocha da Silva Diz:

    Pobre D. Erda! Nome de divindade nórdica, deusa da Terra (como Démeter, grega, ou Ceres, romana), mãe de Thor, reduzida à cabeça do Lelê, que deveria chamar-se Lelé.

    Minha avó materna era mestra em trocar nomes de pessoas: em ocasião formal, apresentada a um senhor chamado Badejo, passou todo o tempo a chamá-lo de Pescada, Robalo, Cherne, até Namorado, e o sujeito, impassível, dizia apenas “Badejo, minha senhora; às suas ordens!”

  6. Luiz Carlos Soluchinsky Diz:

    Caro amigo. Como em todas as outras crônicas que já li de sua autoria, gostei muito desta da Dona Erda. Lembrei-me até daquele sujeito que estava no avião e pediu à comissária uma revista para ler, e sugeriu: pode ser a NARDEGA. Depois de muita conversa a revista era a BURDA. Um grande abraço do Aluno 312 Solu.

  7. Cosendey Diz:

    Parabéns meu amigo Bonat pelo artigo magnífico.
    Hilariante mesmo.
    Forte abraço!

  8. bonat Diz:

    Caro Gen Bonat,
    Como vai o Sr e a D Norma? Tudo bem por aí?
    Realmente, com o passar do tempo nossa memória vai enfraquecendo e, quando menos esperamos, a danada pode vir a nos trair, como o caso de sua crônica.
    Concordo que a melhor maneira para evitar fatos como o quase trocadilho (Érda … Ósta) do cidadão político, é confiar em uma anotação. Essa salva a lavoura.
    Continue escrevendo que nós continuamos nos deliciando com suas crônicas.
    Grande e forte abraço,
    Ten Giovani

  9. Carlos Gama Diz:

    Obrigado, meu caro amigo Bonat.
    Agradeço-lhe, porque, sempre que precisar me lembrar o que terá feito a maioria dos políticos pelas suas cidades, pelos seus estados e pelo seu país, basta apenas que eu me lembre desta sua excelente crônica e da inesquecível personagem.
    Receba o meu fraterno abraço.

  10. Diva Malucelli Diz:

    Ótima crônica, Hamilton…imagine a confusão que ele fez, ao trocar o nome da senhora. Eu particularmente sempre usei o método mnemônico, mas faço analogias bem simples.
    Hoje em dia, minha memória anda uma “eca”…Mas foi muito boa…São coisas da “juventude”. Compro agenda todo ano, mas nunca usei. Minha grande dica, é escrever com caneta Pilot ou baton, no espelho do banheiro, os compromissos mais importantes…Afinal, a gente sempre lava o rosto pela manhã, ou escova os dentes, penteia o cabelo, etc…Bom também é usar o celular como agenda…Parabéns, já comecei o dia rindo…o que é bom…Abs.

  11. Juliana Bonat Diz:

    Muito bom artigo, pai! Você deve investir mais em sua veia humorística, sarcástica. Parece difícil acreditar que este fato tenha ocorrido, mas pelos exemplos de seus leitores, já pude perceber que fatos assim não são tão raros.
    Aguardamos a próxima crônica!
    Beijos.

  12. durval santos Diz:

    Meu Caro General Bonat Bom Dia

    Muito oportuna (como sempre) a sua cronica humoristica , para encerrar este ano.Parabens.

    Quanto aos politicos ….”É SEMPRE A LESMA LÈRDA ”

    Abraços durval

  13. Ivo Diz:

    Boa primo, muito boa ….
    E os políticos que vão à dna. Érda pedir seus votos na próxima eleição…hehehehehe

  14. bonat Diz:

    Bonat,
    No DEC havia uma secretária de nome Elda, que era uma verdadeira Osta, tanto na beleza inexistente, quanto na eficiência do seu trabalho. Sempre associamos a “bela”secretária à estória que você escreveu com perfeição.
    Forte abraço,
    Espíndola.

  15. katia e Ricardo Diz:

    Admiro pessoas criativas como vc,apesar de acreditar que possa ser verídico pois dos políticos tudo é possível.
    Rimos e agradecemos ter proporcionado um alegre começo de dia.
    Parabéns.Abraços dos amigos.
    katia e Ricardo

  16. Nádia Burda Diz:

    Muito boa! E ao ler os comentários do povo, ainda ri mais um tantão!
    Eu tenho uma memória estranha, lembro de números de telefones de muitos anos atrás, mas não lembro nomes, e às vezes, até da pessoa! Muita gente me abraça, fica feliz de me reencontrar, combina de aparecer,e não sei de quem se trata rsssss. Mas nesse ponto, sou como o político, dou bom dia até a cavalo- com a ressalva de q não sou política, spu apenas uma pessoa alegre e de bem com a vida.
    UM abraço e bom dia à vc e à Dona Érda

  17. bonat Diz:

    Estimado amigo Bonat,
    Sua crônica trouxe-me a lembrança uma das tantas estórias contadas pelo nosso saudoso amigo Cel Moraes (69), mais conhecido como Precipício.
    De acordo com aquele fanfarrão, um dia marcou uma visita em casa de um amigo; o mesmo ao procurar orientar a esposa quanto a visita a receber alertou um cem números de vezez o nome do PRECIPICIO, e insistiu, não se esqueça, PRECIPICIO!!!!
    A mulher, muito preocupada em não esquecer o nome do amigo do marido, passou o dia realizando suas tarefas ao som da ladainha: Precipicio, precipicio, …..
    Quando a campainha tocou, em meio a uma confusão caseira, bebe chorando, cachorro latindo, sogra esbravejando e outras coisas do tipo, a mulher esbaforida corre à porta e ao abrir depara-se com a figura impoluta do velho Moraes. Um branco total em sua mente e a mulher estende a mão para saudá-lo diz:
    Bem-vindo Sr. Abismo !!!!!
    Abraços. Prisco

  18. Brugalli Diz:

    Duas meias palavras formam uma. Esta foi a confusão do político discursador. Aquí, um fato parecido. Lá por volta de mil novecentos e outubro, o prefeito saudava as autoridades. Ao chegar a vez do comandante do então Terceiro Grupo de Canhões Automáticos Antiaéreos, saiu-se com Terceiro Grupo de Caminhões Automáticos Antiaéreos. Dias mais tarde convidou o comandante para outorgar-lhe uma medalha criada pelo município. Pelo sim, pelo não, o comandante comentava com os mais próximos: “Acho que não vou. Poderei ser agraciado com uma merdalha…”
    Um abraço do
    Brugalli

  19. Mauro Otavio Ferreira do Nascimento Diz:

    Querido Bonat;
    Recentemente, um fiscal do Conselho Regional de Odontologia, que há tempos não me visitava, esteve em minha clínica para verificar a documentação desta. Ao vê-lo, usei o recurso da mnemônica, e o chamei de “Mulatinho”, qdo na realidade seu sobre nome é Negrinho. Resumo: Fui Autuado!

  20. Vanin Diz:

    Boa Tarde, Bonat e leitores:
    Como a sua cronica (ótima) pendeu para o lado dos “causos de gafes”, lembrei de uma solenidade de transmissão de cargo de Presidente de uma Associação de Profissionais de Informática. Discursava o Presidente que estava deixando o cargo, e fazia os agradecimentos de praxe aos colaboradores e, ao agradecer a compreensão de sua esposa por suas frequentes viagens inerentes ao cargo, diz: ” e agradeço à minha esposa por me ter fora de casa por todos esses anos….”. Na platéia fez-se um silencio total (naquele tempo prestava-se atenção em discursos) e ao final do discurso uma agitação total dos ouvintes.

  21. Mário Rossi Corsetti Diz:

    Boa Tarde, General !

    Muito boa a sua cômica-crônica. Lembro-me de um colega do 2º GAC Ap de Itu/SP, que foi à farmácia comprar desodorante, e pediu o “desodorante io-io”. A atendente disse que não havia. Apontou para a prateleira e disse é aquele ali. Comprou o Desodorante 1010.
    Piadas à parte, a sua crônica mostrou o que pode se esperar da classe política. Ainda bem, que a comunidade de Dona Erda, trocou as moscas. O que o povo brasileiro deveria fazer sempre.
    Um abraço
    Mário

  22. jack manel Diz:

    QUE EEERRRDAAAA!!!!!

  23. Betty Diz:

    Muito engraçada. Nem sempre os métodos usados dão certo, não é?Melhor anotar!
    Abraços

  24. bonat Diz:

    Bonat, boa tarde …
    Sua crônica tarduz a mais pura das realidades…cada vez mais comum….
    Recentemente em um evento , onde o convidado foi apresentado como um ” grande amigo” da gestão municipal, momentos antes do ato formal….estava o assessor deste convidado anotando nomes e pedindo pela pronúncia correta dos componentes da mesa , para nominá-las sem cometer alguma gafe.
    Este fato seria perfeitamente dispensável , diante da informação na apresentação , que dava conta tratar-se de pessoa de estreita ligação com todos…em especial os componentes da mesa…
    Forte abraço,
    Souza

  25. Afonso Pires Faria Diz:

    Muito boa. As vezes temos que dizer e escrever algo um pouco menos pesado, para terminarmos com as nossas amarguras. Parabéns pelo artigo, brilhante como sempre
    Afonso Pires Faria – Caxias do Sul – RS

  26. Salazar Diz:

    Muio boa;melhor que a da Da.GINA x Da. CETA.Um abração Pery

  27. Milton Diz:

    [green]Amigo
    Parabéns pelo alegre e excelente artigo, pois faz com que nossos momentos se tornem mais alegres com o que acontece no nosso dia.
    Abraços.

  28. bonat Diz:

    Querido amigo
    sou mais vc que Jô, CQC e outros.
    Ademar

  29. bonat Diz:

    Hamilton
    Li parte dos comentários que até aquele momento haviam sido postados e também me deliciei, acho que cada um de nós tem uma passagem engraçada. Eu faço parte do time dos sem memória ou daqueles que embaralham informações, em certas ocasiões até passo vergonha.
    Uma situação chata que me ocorreu foi quando troquei o nome do meu próprio sobrinho, perguntei a minha cunhada como estava o Rafael, ela me respondeu que o Gabriel estava bem. Naquele instante deveria me desculpar e pronto, mas quis justificar, não faz mal, os dois são Anjos. Nunca mais esqueci, kkk.
    Abraço
    Moroz

  30. SALOMAO Diz:

    CARO GENERAL – COMO SEMPRE SUA ESCRITA É MUITO FACINANTE E INTELIGENTE. GOSTEI MUITO PELA FORMA DE RETRATAR GENTE DE IN TERIOR.

    Salomão – 2a Bia

  31. Helio Hertt Grande Diz:

    Caro Gen Bonat:
    Realmente deliciosa e divertida. Também estou na idade em que fico de vez em quando forçando a memória para me lembrar o que pretendia quando amarrei um pedaço de barbante no dedo… Continue com suas crônicas nos alegrando com os “causos” da vida. Um abraço. Hertt.

  32. bonat Diz:

    Olá Bonat,
    Gostei muito.
    Isso vem corroborar o dito: “Uma palavra que te escapa, é uma espada que te ameaça.”
    Forte abraço.
    Omar

  33. Nina Diz:

    Primo, minha memoria tem me traido constantemente. Estas “associaçoes” de palavras ajudam bem! Mas as vezes nos colocam em ma situaçao! Adorei seu artigo, ri muito. Vou tomar mais cuidado.

  34. Joaquim Rocha Diz:

    Prezado Bonat
    A tua crônica lembra a famosa falha de memória, compensada pelo uso da agenda, que serve também para deixar a memória mais preguiçosa. Mas o que chamou a atenção foi o estilo sarcástico usado, coisa que eu não conhecia nos seus trabalhos escritos. Muito bom, valeu a mudança de estilo, continue fazendo as suas crônicas políticas ou da caserna, que são muito bem aceitas, e colaboram para que nós não esqueçamos do amigo.

  35. roselene ferreira Diz:

    MEU QUERIDO
    TEMOS UM AMIGO QUE P/ EVITAR CONSTRANGIMENTOS ,CHAMA TODOS DE ” MEU QUERIDO ” E ” MINHA QUERIDA ”….. DO YOU UNDERTAND ME?
    BJS DA
    ROSELENE

  36. Tânia Regina Facchin da Silva Diz:

    Inteligência e bom humor a toda prova heim? Parábens mais uma vez
    ,abraço dos amigos Nei e Tânia.

  37. bonat Diz:

    Lembrado Gen Bonat,
    Já ví que o “outro” livro já começa a despontar no horizonte.
    Realmente, só posso dizer que não importa o assunto abordado em suas crônicas. Elas são sempre “excelentes”.
    Parabéns mais uma vez, e, claro, muito obrigada pelos bons momentos que o senhor proporciona aos “fãs”.
    Grande abraço,
    Edilia

  38. Dirceu Rigoni Diz:

    Caro Amigo Hamilton,

    Embora os “Fatos” descritos sejam até então “Ficção”, a lógica do argumento está perfeita e impecável, e é isso o que importa.
    Eis o que é uma “Crônica”.

    Forte Abraço,

    Zé Dirceu.

  39. Jose Jorge Diaz Diz:

    Velho!!
    Você fez rir a este castelhano como há tempo não ría!!!
    Un grande abraço!
    o Jorge .-

  40. mario vasques Diz:

    CARO GENERAL BONAT MUITO BOA A SUA CRONICA EU, CLEIDE E MINHA MÃE RIMOS A VALER. GRANDE ABRAÇO MARIO VASQUES

  41. André Dambros Diz:

    Caro Amigo Gen. Bonat
    Este artigo foi escrito especialmente para mim, me sinto o verdadeiro Lelé, pois normalmente não lembro, sobretudo de nomes de pessoas. Se for discursar não terei nem um voto.
    Quanto à crônica, está excelente. Busque na sua privilegiada memória mais algumas deste tipo para o nosso deleite.
    Um forte abraço e até dia 20 por aqui.
    André

  42. Leitura Dinâmica Diz:

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