Mandela e as vidas separadas
Vidas separadas – é o que significa apartheid, regime oficial que perdurou na África do Sul até 1994. Contra ele, Nelson Rolihlahla Mandela se rebelou. Por isso, em 1964, foi condenado à prisão perpétua.
Em 1990, cedendo a pressões internacionais, o Presidente Frederic de Klerk solicitou sua libertação. Durante os vinte e seis anos em que permaneceu preso, Mandela tornou-se o símbolo da antissegregação. Mesmo na prisão, enviou cartas para incentivar a luta, tendo recebido apoio de governos de todo o mundo.
Em 1993, ele e de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da Paz. Em 1994, foi eleito o primeiro presidente negro da África do Sul. Governou até 1999, sendo responsável pelo fim do apartheid.
Ele poderia ter conduzido uma caça às bruxas. Poderia ter mandado procurar ossadas, que não são poucas. Poderia, até, ter criado um “bolsa-apartheid”, sustentado pelo diamante extraído em abundância das minas sul-africanas. Teria inúmeras razões e tinha poder para isso. Seu espírito humanista e sua visão de estadista, porém, levaram-no a pensar na nação como um todo e buscar sua reconciliação.
Entre as inúmeras frases de Mandela, uma talvez explique o porquê de sua decisão: “Sonho com o dia em que todas as pessoas levantar-se-ão e compreenderão que foram feitas para viver como irmãs”.
A presença, mesmo que por apenas alguns minutos, de Nelson Mandela no campo do Soccer City foi um dos momentos mais emocionantes da Copa do Mundo recentemente encerrada. Quando ele sorriu seu sorriso de paz e acenou do alto dos seus 92 anos de idade, recebeu a ovação de carinho e respeito da multidão.
As milhares de pessoas de todo o mundo que estavam lá, provavelmente, tinham na mente outra de suas frases famosas: “A luta é minha vida. Continuarei a lutar pela liberdade até o fim dos meus dias”. Então, que ele demore a chegar!
16/07/2010 às 11:26
Amigo Bonat.
Parabéns mais uma vez pelo excelente artigo. Comparando-se…….
Abraços.
Cirino
16/07/2010 às 12:00
Bonat,
parabéns por essa belíssima crônica.
O parágrafo onde você aborda a questão da caça às bruxas, expôs claramente a diferença gritante entre as idéias de um homem de bem e as idéias dos homens que insistem em perpetuar-se no poder em nosso país. Não querem reconciliação como Mandela queria, querem poder e as delícias da fortuna fácil.Como seria bom se essa sua crônica repercutisse em nosso país! Principalmente nesse ano de eleições! Certamente que abriria os olhos de um povo que não percebe e nem sabe dessa diferença. Assim, talvez, poderia ser abreviada essa tragédia que vivemos no dia a dia.
Saudações,
Allemand
16/07/2010 às 12:07
Parabéns pelo artigo.
A grandeza do Mandela é medida pelo fato de que,ao assumir o poder ,ele poderia ter reeditado o acontecido em Ruanda,quando uma grande “revanche” levou o país ao caos e genocínio…!!!abraços Alfredo.
16/07/2010 às 12:09
Amigo Bonat : no meu comentário anterior,grafei errado a palavra GENOCÍDIO…desculpe-me.Está feito o reparo.
Abração.Alfredo
16/07/2010 às 14:00
Amigo Bonat
A sua crônica mostra a gritante diferença entre um verdadeiro estadista e um ilusionista. Não é sem razão que um ganhou o Prêmio Nobel da Paz, enquanto o outro passa a sofrer o escárnio do mundo desenvolvido e comprometido com os ideais da verdadeira democracia. Tentando copiar Mandela, o de cá diria:” Sonho com o dia em que todos os petistas levantar-se-ão em júbilo e compreenderão que foram feitos para mamar nas tetas da Nação Brasileira”.
Um fraterno abraço. Osório.
16/07/2010 às 14:19
Grande Gen. Bonat!
Esta granada caiu em cheio dentro dentro da trincheira do inimigo!!!
Um forte abraço.
André
16/07/2010 às 14:33
Linda homenagem a um homem que dedicou a sua vida à luta pela liberdade e justiça entre os seres humanos!
Parabéns, pai!
16/07/2010 às 16:24
O passado está feito, aprendamos com ele e não o repitamos. A revanche está longe da justiça e essa mesma foi exemplificada por esse grande estadista. Abraços fraternos.
16/07/2010 às 19:57
Bonat, muito bom. Mas cabe uma pergunta que gostaria que voce me ajudasse a encontrar resposta, com suas crônicas: por que somos tão atasados no entendimento desses aspectos políticos sociais? Será que foi porque Cabral descobriu o Brasil?
17/07/2010 às 13:30
Meu amigo
Mais uma vez perfeito!!!! Com certeza teremos a publicaçaão no A Tribuna aqui em Santos.
17/07/2010 às 17:28
Maravilhosa, Hamilton!
Como procede um legítimo estadista, não?
Abraços
17/07/2010 às 17:53
Caro Bonat
Muito bem lembrado na sua cronica o espirito conciliador com que Mandela promoveu a integração dos negros no Governo da Africa do Sul. Não se ouviu falar de vantagens auferidas nem de vinganças curtidas ao longo dos anos com o intutio de se locupletarem às custas de um sofrimento passado.
Como seria bom se o DNA do brasileiro politico fosse também inoculado por este espirito de uma anistia perene!!
Um forte abraço
Renato SS
17/07/2010 às 19:05
Prezado amigo Gen Bonat, boa noite!
O tema não poderia ser mais apropriado para a nossa reflexão. Liberdade é a maior de todas as conquistas dos homens e mulheres cheios de virtude como Mandela. Que aprendamos um pouco mais com esta belíssima lição de altruísmo e coragem moral. Libertas quae sera tamem!
Um forte abraço,
17/07/2010 às 20:40
Caro Bonat, poucos homens podem dar um exemplo tão marcante como Nelson Mandela, infelizmente governantes de tantas outras nações, se espelham em exemplos equivocados e distorcidos,esquecendo uma figura como esta,talvez o individualismo destes não permitem mirar seres humanos desprovidos de vaidade e mesquinhez.
abraços
Mario Gardano
17/07/2010 às 21:15
Oxalá que um dia este nosso querido Brasil, possa ter um Mandela para nos governar com as qualidades e lideraça desse mito sul-africano.
Parabéns, mais uma vez, por nos trazer uma exclente crônica.
Um fraternal abraço.
17/07/2010 às 23:08
Primo,parabens pelo artigo,enaltecer as pessoas especiais é importante para que sejam exemplos para os novos ou os atuais lideres.
beijo c/ saudades
Rose
18/07/2010 às 00:45
Parabéns General!
o parágrafo a caxa as bruxas, o senhor João Henrique P. Allemand no cometário foi muito real, a diferença, que lá a luta dele foi contra a indiferença, e a crueldade do racismo, aqui se tem a ganância pelo poder, e o ódio de vingança.
Seria um sonho acreditar em mudanças em nosso Brasil.
18/07/2010 às 01:33
Caro general, Será que teremos um dia alguém desse quilate dirigindo nosso país? Quisera que essas lições de liberdade, de coragem, de desprendimento, atingissem aqueles que delas necessitam.Talvez a consciência acordasse para a luz.
Um abraço.
18/07/2010 às 10:59
Hamilton…Excelente esta crônica, realmente o Nelson Mandela, é para mim, um dos exemplos de grandeza de espírito.
Assisti uma filme sobre ele, que agora esqueci o nome, mas ele era carinhosamente chamado de Madiba…e nos anos finais da sua prisão, recebeu tratamento especial, por pressão internacional, e tiraram-no da prisão de Robben Island.Abraço, Diva
18/07/2010 às 11:59
Perfeita sua lembrança,Mandela é uma unanimidade, neste nosso mundo tão conturbado.Exemplo vivo para os dirigentes mundiais, tão distanciados da Paz!
Forte abraço!
18/07/2010 às 19:09
Toca,
Parabéns por mais uma bela crônica.
Abraço,
Dirceu
19/07/2010 às 09:25
Parabéns amigo Bonat, sem nenhuma intenção de trocadilho, seu artigo sobre a Africa do Sul foi brilhante…
Abraço fraterno e que JC te ilumine.
19/07/2010 às 13:31
Não me surpreende esse sue artigo;quem sabe, o Lulinha não gostaria de lêlo.Gosto de seus artigos pela mmaneira simples que voce aborda os problemas importante.O Brasil será sempre um país de todos nós. Um abraço.
19/07/2010 às 13:34
Não me surpreende esse seu artigo;quem sabe, o Lulinha não gostaria de lêlo.Gosto de seus artigos pela mmaneira simples que voce aborda os problemas importantes.O Brasil será sempre um país de todos nós. Um abraço.
19/07/2010 às 17:17
Gostei muito do artigo. Espero que os lulinhas tomem conhecimento deste conteudo.Que o brasil seja para todos os brasileiros. Meu abraço.
19/07/2010 às 20:00
Lembrado Gen Bonat,
Muito bom começar um novo dia com uma “idéia velha”, cuja real importância de “aplicação à Vida” ainda escapa a muitos. Felizmente, ainda há líderes verdadeiros, que, a despeito do sofrimento pessoal, lutam uma luta digna e dignamente.
E há, naturalmente, aqueles que — como o senhor – por lembrá-los, auxiliam na disseminação desses ideiais maiores.
Grande abraço,
Edilia
19/07/2010 às 20:10
Excelente e muito oportuno.
Grande abraço.Abreu Moraes
20/07/2010 às 13:30
Prez Bonat,um grande abraço!Verdadeira jóia essa sua crônica.Clara, precisa e o tema abordado dispensa comentários.Enquanto nosso GUIA abraça verdadeiros ditadores na ÁFRICA,sonhando,do alto de seu amadorismo, com o secretariado da ONU,perde a oportunidade de espelhar-se em um NELSON MANDELA,impar no cenário mundial, como vc nos mostra.Parabéns Bonat.Norberto
20/07/2010 às 17:56
Beleza de artigo Bonat! Muito oportuno, como sempre.
Abraço,
Wenceslau
20/07/2010 às 22:22
Boa noite Gen Bonat, futuro representante do povo paranaense e dos militares na Câmera Federal. Isso não será revanchismo, e sim um meio de combate-lô,infelizmente a maioria dos políticos não sabem nem quem é Nelson Mandela,muito menos o seu legado, porém, todos são fichas limpas e sem passado, e só colacar um botox aqui outro ali e está tudo bem, será?
22/07/2010 às 20:05
Muito oportuno seu artigo,aliás como todos os outros.Inteligência não lhe falta em nenhum deles.Continue nos brindando com seus artigos.Obrigado,abraço dos amigos de sempre,Nei e Tânia