Basta de assalto a quartéis

É muito fácil entrar num quartel. Só quem tem alguma dificuldade são os generais. A guarda, para mostrar serviço, inspeciona a viatura, pede a identidade do motorista e só não manda Sua Excelência descer do carro porque tem medo de parar no xadrez. Intramuros, costumamos dizer que o caminhão da Coca-Cola passa sem parar pela guarda, enquanto a viatura de nosotros, os generais, é submetida a rigorosa revista. Verdade ou não, a brincadeira revela o quanto é amador o nosso aparato de defesa, cada vez mais vulnerável desde que, há muito tempo, priorizamos a “mão amiga” em detrimento do “braço forte”.

Tememos a Justiça. Temos pavor do que dirá a imprensa. Vivemos preocupados com nossa carreira. Por isso, enfraquecemos. Por isso, assaltam banco em área militar (não é de hoje). Por isso, roubam nossas armas (não é de hoje). Por isso, ficamos calados quando dizem na nossa cara que fomos e  continuamos sendo torturadores (não é de hoje). Por isso, traficantes ameaçam soldados que estão auxiliando comunidades pobres nas favelas (não é de hoje). Por isso, ONGs estrangeiras não nos deixam entrar em reservas indígenas que elas controlam e exploram (não é de hoje).

Já é passado o tempo de dar um basta! Já passou da hora de deixarmos a covardia de lado. Chega de assaltarem banco em área militar, de bandido entrar em quartel e dele sair carregado de pistolas e fuzis. Entrar ele até pode, porque a “mão amiga” facilita. Sair impunemente, não, porque aí o “braço forte” tem que deixar de ser apenas um slogan para tornar-se a realidade que todos os brasileiros esperam, até mesmo alguns integrantes da imprensa e da justiça, que passaram parte de sua vida sendo doutrinados para usar sua caneta como arma contra os soldados. Senão, o “braço forte, mão amiga” será apenas uma peça publicitária a mais entre tantas que poluem nossas mentes nestes tempos em que as palavras nada mais são do que parte de um jogo de mentirinha e enganação, tempos de muita prosa e pouco serviço, onde o “falar” tornou-se mais importante do que o “fazer”.

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